Capítulo 34

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Mais um capítulo para vocês!

Ahh, quem quiser adquirir o impresso do livro, só me chamar no privado. É a coisa mais linda, gente! Sério mesmo!

Boa leitura!

***

Lúcia passou o dia à espera de Elena. Sentada em frente à janela do quarto dela, torcia para que nada de mal tivesse lhe acontecido. Tinha também ignorado todas as ligações de Samuel até que, ao entardecer, não aguentou mais e atendeu.

– O que você quer? – Ela foi direto ao ponto.

– Lúcia, por favor, me escuta. Preciso falar com Elena.

Furiosa, Lúcia desligou na cara dele.

– Era ele de novo? – Joaquim perguntou quando entrava no quarto trazendo chá de camomila.

Lúcia fez que sim com a cabeça, mas não disse nada. Bebericou o chá e pousou a xícara na cômoda. Sentou-se encolhida, abraçando os joelhos.

– Olha para mim, pequena – pediu Joaquim com gentileza. – Vai dar tudo certo. Samuel não é o último cara do mundo.

Lúcia deixou-se ser abraçada pelo namorado e agradeceu demais o apoio dele. Agradeceu mais ainda por ele ter acreditado naquela história maluca.

– Eu prometi a Elena que não deixaria que nada de mal acontecesse. Eu falhei, Joaquim – disse derrotada.

– Que poder você tem para impedir uma maldade assim?

Lúcia permaneceu em silêncio enquanto uma ideia brotava. Não compartilhou, pois preferiu deixá-la germinar.

O celular tocou novamente. Joaquim olhou o visor.

– É ele.

– Atendo?

– Você quem sabe, pequena.

Tocou mais algumas vezes antes de ela atender.

– Elena não está aqui.

"Graças a você" quis acrescentar, mas não disse. Ninguém era obrigado a amar ninguém.

– Por tudo que é mais sagrado, me deixa explicar.

– É a Elena que você deve explicações, não a mim.

– Ela não está aí, segundo você.

– Exatamente.

– Então, por favor, me deixe falar. Não desligue.

O tom de voz dele pareceu realmente desesperado. Mas como era ator, não podia acreditar nele. Sabia bem como Elena conseguia mentir. Era o trabalho deles. Sendo assim, colocou a ligação no viva-voz para que Joaquim a ajudasse a identificar qualquer sinal de mentira.

– Você tem um minuto.

Houve um pigarro e então ele assumiu:

– Fui drogado pela Aline; quando disse que a amava, pensei que era Elena.

Lúcia ficou boquiaberta, assim como Joaquim. Nunca tinha ouvido aquele enredo de novela acontecendo na vida real.

– E... eu tenho a impressão de ter visto Elena virar um cisne. Me diz que era o efeito da droga.

Lúcia ponderou e buscou a opinião de Joaquim, que simulou com os lábios "Ele merece saber".

– Está sentado?

– Não. Por quê?

– Vai precisar. Tenho uma coisa pra te contar.

O Canto do Cisne: Um conto de fadas modernoOnde as histórias ganham vida. Descobre agora