Capítulo 21

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Olá, você que está acompanhando O canto do cisne aqui no WattPad, tudo bem com você? Como ficou conhecendo esta história? Deixa aqui nos comentários para eu te conhecer melhor! Outro aviso "importante" é que durante esta semana postarei um capítulo por dia. Se eu ver que o engajamento está legal, vou manter. Portanto, comentem ao final do capítulo me dizendo as teorias acerca da história e compartilhem com os amigos esta leitura. Super abraço!

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Lúcia acordou com cheiro de café e pão na chapa. Revirou-se mais um pouquinho na cama, querendo muito aproveitar aquele momento de preguiça.

– Linda, o café está pronto! – anunciou Joaquim da cozinha.

Lúcia sorriu com a cara contra o travesseiro; era o empurrãozinho de que precisava para acordar. Contudo, antes que pudesse dizer "já estou indo", ouviu um grasno vindo da piscina do prédio, crianças rindo, e um zelador furioso.

Levantou num pulo.

– Droga!

– Ô, mulher romântica! Não faço mais também.

– Não é isso, Joaquim! Volto já!

Saiu correndo que nem louca, com um chinelo na mão e outro no pé. Que bom que ainda estava de roupa, constatou ao cruzar com a vizinha. Tentou arrumar o cabelo com a mão enquanto corria, mas assim como a dona, eles eram rebeldes.

Chegou na piscina, que tinha se tornado um cenário de caos. Crianças jogavam pães inteiros na piscina para o cisne, enquanto o zelador tentava cutucá-lo com um cabo de vassoura.

– Pare já com isso, Almir! – Lúcia gritou com o porteiro, que também era zelador.

– É você quem vai tirar esse animal selvagem daqui por acaso? Logo o síndico vai estar aqui buzinando na minha orelha e não com a senhora. Então, não se intrometa.

– Primeiro, que não é animal selvagem. É uma ave silvestre!

– Nossa, que diferença!

– Tem toda a diferença! Me dá essa vassoura, senão enfio ela no seu...

Começaram uma discussão acalorada, até que Lúcia, no esforço de tomar a vassoura da mão dele, sem querer o jogou na piscina. Não foi de propósito de jeito nenhum. Mas foi engraçado.

E para que Almir não ficasse muito irritado, disse que não se preocupasse, tomaria conta do cisne para ele.

– É bom mesmo! – resmungou enquanto torcia a roupa encharcada. – Cada uma, viu! Não sou pago para isso... – saiu reclamando sozinho.

Lúcia espantou também as crianças e logo estava a sós com o cisne e todo o estrago que uma ave podia causar.

– Você me deve uma, Elena! – ralhou com o cisne à beira da piscina.

Estava tão irritada recolhendo os pães jogados pelas crianças que nem notou quando Joaquim apareceu.

– Você deu o nome da sua amiga para um cisne?! – perguntou ao mesmo tempo que ria e a ajudava com as cadeiras derrubadas à beira da piscina.

– Na verdade, o cisne é dela – mentiu descaradamente.

Joaquim coçou a cabeça, visivelmente confuso. Lúcia se sentiu na obrigação de explicar melhor:

– Ela está fazendo uma peça de teatro, quer dizer, uma ópera rock na qual ela interpreta um cisne. E adivinha só? Trouxe um para casa!

– Esses atores são todos doidos.

– Eu que o diga! – ela concordou.

Graaack! – o cisne reclamou.

Joaquim olhou assustado para o cisne que o encarava sisudo.

– Eu, hein!

Achou melhor arrumar as cadeiras do outro lado da piscina, bem longe do cisne que parecia entender português.

Alguns minutos depois, tudo estava em ordem. E como bom namorado, Joaquim estava disposto a ajudar Lúcia até o fim.

– O que faremos com ele? – perguntou apontando para a ave que planava tranquilamente na piscina – Ele é lindão, né?

– É ela. E é mesmo muito bonita.

Percebendo que estavam falando dela, a ave chacoalhou as asas, ameaçando voar.

– E gigante, pelo amor de Deus! – exclamou Joaquim. – Não tinha ideia de que cisnes eram tão grandes.

– Pois é – suspirou. Onde esconderia um cisne até que a noite caísse? Então se lembrou: – Joaquim! E se a gente levar o cisne para aquele lago do parque, logo atrás do seu caminhão? – perguntou toda empolgada.

Joaquim a olhou emburrado.

– Primeiro, não é um caminhão: é um Food Truck, gatinha. Segundo, não desmereça meu negócio!

– Ai, foi mal! – respondeu manhosa. – Mas então, acha que podemos levá-la para lá?

Joaquim coçou a barba, tirou o boné. Sua pequena só lhe dava trabalho.

– Acho que a administração do parque não permite abandono de animais por lá.

– Não estou abandonando! – respondeu ultrajada. – É temporário.

Ele tinha prometido não questionar as loucuras da namorada, mas não aguentou.

– Pequena, e como é que vai reencontrar esse cisne no meio dos outros que já estão no parque?

– Ah, acredite em mim. Eu vou!

O Canto do Cisne: Um conto de fadas modernoOnde as histórias ganham vida. Descobre agora