Capítulo 68 (Dia 17)

Começar do início

— Eu não sabia, Em — diz com calma, tentando me fazer olhar para ele. — Eu nunca esconderia algo assim de você.

— Eu não acredito em você. O Matt sabia — digo avançando na direção do Matt, mas alguém me segura. Vejo a Mere e Nathan passarem ao lado dele e seguirem pelo corredor sem entender. — Você sabia... você me disse que eu era igual ao meu pai, que eu tinha o espírito revolucionário dele.

— Eu também não sabia, Em — ele diz se aproximando. — Eu sabia sobre o anel e sobre a vinda dele para a Fronteira. Mas apesar de ter registro da morte do seu pai, não estava descrita a causa.

Lucas me vira e me abraça quando caio em um choro compulsivo.

— Faz essa dor passar, Lucas, eu não aguento mais — peço entre soluços. — Eu não posso perder você. Eu não quero continuar a viver em um mundo sem você. — Sinto as minhas pernas perderem as forças, mas ele me aguenta nos braços. — Por favor, não me deixes! Eu estou implorando...

— Respira, Em. Respira devagar. — A voz dele é um sussurro longe, mas faço o que ele pede. Volto a respirar sem esforço. Mas depois de alguns minutos de alívio, sinto toda a dor voltar de novo. Tento me soltar do abraço dele, mas ele me segura com mais força.

— E se ele estiver mentindo, Lucas? — A dúvida passa por mim. — Ele está mentindo, Lucas. O Thomas! O Thomas está mentindo. Ele tem os antídotos. Nós precisamos voltar lá e procurá-los. Como eu não pensei nisso antes? Me solta, Lucas — grito, mas ele me segura ainda com mais força.

— Desculpa, Em — é o que ouço ele dizer antes de sentir algo no meubraço.

Abro os olhos e por um segundo, só por um segundo, não me lembro de nada

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Abro os olhos e por um segundo, só por um segundo, não me lembro de nada. Isso até a realidade cair com toda intensidade sobre mim.

Quando tento me levantar, sinto-me tonta e sem forças, o que me obriga a deitar de novo.

— É melhor você descansar mais um pouco — a voz do Nathan está bem perto de mim e sinto a mão dele no meu rosto.

Flashes do que aconteceu depois que chegamos surgem na minha cabeça. Acho que eles me medicaram.

— Que horas são? — pergunto.

Ele acende a luz do pequeno abajur em cima do criado-mudo e cubro os olhos com a mão sentindo que a minha cabeça vai explodir.

— Dez horas — a voz dele sai nervosa. Encolho-me um pouco mais na cama sem acreditar que dormi tanto tempo.

— Cadê o Lucas? — pergunto. — Eu preciso vê-lo, Nate.

— Ele estava aqui com você, mas a Mere precisou falar com ele. — Forço-me a levantar e sinto um mal estar geral de novo, mas o ignoro. Nate me ajuda a sentar. — Ele está bem, Em.

Ele não está bem, mas não tenho forças para discordar do Nathan.

— Por que vocês fizeram isso comigo? Você não deveria ter permitido. — Tento colocar reprovação na minha voz, mas eu me sinto apática.

A Resistência | Contra o Tempo (Livro 2)Where stories live. Discover now