Capítulo V

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Caminhou por muito tempo, já não se lembrava ao certo, não tinha telemóvel para pedir que a fossem buscar. Estava exausta, então decidiu parar no próximo café e descansar, aproveitava e contactava com Iris a partir de lá.

-Peço desculpa, será que me podia deixar fazer uma chamada a partir do seu telémovel?

-Claro, aqui está.

O senhor entregou-lhe um telefone fixo. Ela discou e esperou que alguém atendesse. Assim que ouviu vozes do outro lado da linha, ela desatou a falar e explicou toda a situação à amiga, que disse que ia fazer os possíveis para que alguém a fosse buscar. Ela só tinha de fazer um tarefa, ir ter ao Hyde Park que por sua sorte estava a uns 5 minutos de distância. Ela devolveu o aparelho e pediu um café, tomou e saiu do estabelecimento.

Ao chegar ao parque viu um carro um tanto conhecido, não era difícil de reconhecer, já andou tantas vezes naquele automóvel que o reconhece pelo barulho do motor. Era o carro de Harry.

Ela caminhou até ele e logo Harry saiu, abraçando-a, ela estranhou no inicio mas logo correspondeu.

-Finalmente, pensei que te tinha acontecido algo, mal a Iris desligou a chamada e vim logo, por tua sorte eu estava lá, senão não sei quem te viria buscar. Onde estavas?

-Não é da tua conta mas estava num café, pensei que iam demorar.

-Vamos então, queres jantar em casa? A Angeline fez zürcher geschnetzelte (aconselho, é ótimo, é um prato típico suíço, é delicioso, infelizmente não é vegetariano). E como sei que não comes carne, estava a pensar em levar-te ao Bel Canto Restaurant, que achas?- ele convidou, na pior das hipóteses iria ouvir um não.

-Sim, pode ser, desde que não voltemos tarde, e eu tenho de ir a casa, trocar de roupa e avisar ao Jack que estou bem.

-Ele já sabe que te vim buscar, ele foi ter a casa quando viu que tinhas deixado o telemóvel com ele, ele ficou até saber alguma novidade tua. Eu avisei-o que te vinha buscar. Foi ele que sugeriu levar-te a jantar.

Ela semicerrou os olhos em desconfiança, era estranho mas não surpreendente, o Jack é um homem inteligente, ele percebeu que o que abalou Alice foi Harry, e ao sugerir o jantar foi para eles se resolverem. Ele sabia o que fazia, ele sabia o quanto estar magoada com Harry a afetava.

-Entendi. Vamos então.

Ela estica o braço para lhe abrir a porta mas ele impede-a.

-Deixa, eu abro.

Ele abriu-lhe a porta, ela ajeitou o cabelo antes de entrar, e então ele fechou-a. Entrou e deu inicio à viagem. Eles iam em silêncio a ouvir as músicas que passava na rádio, mas desta vez não era um silêncio incomodativo, era acolhedor, ela sentia-o diferente.

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Pequenino mas com feito com muito carinho.

Estão a gostar?

A partir de agora eu vou publicar todas quartas feiras. Diário de um Intercâmbio não vai ser um história extensa, mas vai ser emocionante. Não vai haver mais nenhuma temporada.

Margarida.

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