Capítulo 13

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Boa noite meus amores. Sei que estou a uma semana sem postar, e peço mil perdões. Estou passando por alguns problemas de saúde, e essa semana viajei para a casa de meus pais para visitá-los, então além do mal-estar, houve essa correria causada pela viagem. Mas semana que vem tentarei soltar mais capítulos pra vocês, mas pra não passar em branco o dia de hoje, aqui vai mais um capítulo pra vocês, espero que gostem.  ( Infelizmente não é tão romântico quando a data merecia, mas é o que tem pra hoje. kkkkk)

***

Bernardo acordou cedo. Muito cedo para alguém que tinha ido dormir poucas horas antes do sol nascer.

A noite anterior, apesar de não ter sido tão agradável, havia lhe proporcionado bons momentos e também uma pequena ressaca causada pelo vinho.

A ressaca lhe deixou de mau humor e bastante irritadiço, mas ainda assim ele desceu para tomar seu desjejum.

Ao entrar na cozinha deparou-se com uma mulher que não conhecia.

— Quem é você?

— Eu sou Eloise Clark. — A moça se apresentou um pouco nervosa.

— E onde está a Sra. Fitzgerald? —Bernardo indagou erguendo uma sobrancelha.

— Ela se machucou ontem e eu fui contratada para assumir a cozinha. — a moça explicou sem parar de mexer a panela.

— Você não é muito jovem para ser uma cozinheira? — O Barão perguntou ao notar a aparente juventude da moça.

— Minha mãe era cozinheira e desde pequena eu cresci entre as panelas, então acabei aprendendo o ofício.

— E onde trabalhava antes de ser contratada?

A moça hesitou momentaneamente, mas ergueu a cabeça orgulhosamente.

— Em Magdala, meu senhor.

— Era a cozinheira das moças de lá? — Perguntou um pouco desconfortável.

Fernanda também estava lá, era uma das idealizadoras da casa de acolhida, e saber que aquela mulher a conhecia o deixou com um nó na garganta e uma sensação ruim, que não era causada pela ressaca.

— Eu sou uma das moças de lá.

— Entendo.

Bernardo ficou pensativo. Magdala tinha cada dia mais moradoras, logo não conseguiria cuidar de todas as moças. A sociedade ainda tinha um enorme preconceito com tais mulheres e era difícil que elas conseguissem encontrar algum trabalho.

— Há quanto tempo está morando em Magdala? — Ele perguntou para saber o quanto a moça conhecia da história da casa.

— Quase um ano.

— Entendi. — Bernardo voltou a ficar pensativo.

Será que a moça sabia o seu parentesco com a responsável pela casa onde ela morava?

— Não vai me perguntar o motivo de eu estar morando lá? — A cozinheira perguntou com o cenho franzido.

— Não. — Bernardo respondeu para a moça fazendo-a o fitar surpresa. — Não que eu não me importe com o que tenha lhe feito buscar refúgio em Magdala, mas minha experiência me diz que a maioria das moças que vão pra lá é porque não tem mais para onde ir. Estão fugindo dos maridos ou dos bordeis... Ou até da família.

— Isso parece incomodá-lo, mas de um jeito diferente que costuma incomodar as pessoas. — A Srta. Clark declarou após observar o quanto ele parecia angustiado.

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