Último capítulo

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Josephine
O diretor Cheng e os outros membros da banca examinadora entraram em fila na sala, cumprimentando-me amigavelmente e tomando seus assentos. Chequei minhas anotações, chequei pela terceira vez a conexão entre meu laptop e o projetor, e esperei pelos últimos retardatários que entravam na sala de conferência. As pessoas enchiam copos de água gelada. Colegas conversavam em voz baixa. Algumas risadas ecoavam em meio ao silêncio.  Colegas.  Nunca me senti tão isolada. O sr. Julian nem se incomodou em aparecer para dar apoio à minha apresentação. Grande surpresa.  A sala parecia uma outra sala de conferência, em um prédio que ficava a dezessete quarteirões dali. Eu estivera do lado de fora da Fiennes-Tiffin Media mais cedo naquela manhã, silenciosamente agradecendo a todos lá dentro por me transformarem na mulher que sou. E então comecei a andar, contando os quarteirões e tentando ignorar a dor em meu peito, sabendo que Hero não  estaria comigo hoje, calado, ajeitando as abotoaduras, olhos penetrando a calmaria em meu exterior.  Eu estava com saudade do meu projeto. Estava com saudade dos meus colegas de trabalho. Estava com saudade dos padrões exigentes e impiedosos do Hero.  Mas, principalmente, estava com saudade do homem que ele se tornara para mim.  Eu odiava sentir que tinha de escolher entre um Hero e outro e, no fim, não ficar com nenhum.  Uma assistente bateu na porta e colocou a cabeça para dentro. Ela disse para o sr. Cheng:
- Tenho alguns papéis para a Josephine assinar primeiro. Voltaremos num segundo.  Sem questionar, eu a segui para fora da sala, balançando minhas mãos para acalmar os nervos.  Você consegue fazer isso, Josephine.  Vinte míseros slides  detalhando uma campanha de marketing medíocre para uma empresa local de comida de cachorro.  Moleza.  Eu só teria de passar por isso e depois poderia dar o fora de Chicago e começar de novo em algum lugar longe dali. Pela primeira vez desde que me mudara, Chicago estava me parecendo um lugar completamente estranho. Mesmo assim, eu ainda esperava que a ideia de ir embora fosse a decisão certa. Em vez de parar na mesa da assistente, nós andamos pelo corredor até outra sala de  conferência. Ela abriu a porta e fez um gesto para que eu entrasse na frente. Mas quando entrei, em vez de me seguir, ela fechou a porta atrás de mim, deixando-me sozinha.  Ou nem tanto.  Ela me deixou com Hero.  Senti meu estômago se evaporar e meu se peito afundar em um espaço vazio.  Ele estava de pé junto a uma parede com janelas do chão ao teto, do outro lado da sala, vestindo um terno azul-marinho e a gravata roxa que eu lhe dera no Natal. Estava segurando uma pasta grossa e seus olhos pareciam sombrios e  enigmáticos.
- Oi - sua voz falhou naquela única sílaba.  Engoli em seco, desviando os olhos e implorando para minhas emoções continuarem reprimidas. Ficar longe de Hero vinha sendo um inferno. Muitas  vezes ao dia, eu fantasiava sobre voltar para a Fiennes-Tiffin Media, ou vê-lo entrando no meu novo cubículo, ou encontrá-lo à minha porta com uma sacola da La Perla pendurada em seu longo e provocante dedo.  Mas eu não esperava encontrá-lo ali, e, depois de tanto tempo sem vê-lo, mesmo aquela mísera sílaba quase me quebrou.  Eu sentia falta de sua voz, de seu sorriso malicioso, de seus lábios e suas mãos. Sentia falta da maneira como ele me observava, da maneira como ele esperava por mim, da maneira como eu podia sentir que ele estava se apaixonando.  Hero estava ali.  E parecia estar muito mal.  Ele emagrecera e, embora estivesse bem vestido e com a barba feita, suas roupas pareciam frouxas. Parecia que não dormia há semanas. Eu sabia como era isso. Havia círculos negros debaixo de seus olhos e nem sinal do sorriso característico. No lugar, havia uma boca fixa numa linha reta. O fogo que eu achava fazer parte de sua expressão tinha simplesmente se extinguido.
- O que você está fazendo aqui?  Ele levantou a mão e passou pelos cabelos, arruinando completamente o penteado patético que tentara fazer para a ocasião. Meu coração bateu mais forte com a visão dos fios bagunçados que eram tão familiares.
- Estou aqui para dizer que você é uma idiota por deixar a Fiennes-Tiffin Media.  Meu queixo caiu com o tom de sua voz e uma familiar onda de adrenalina aqueceu minhas veias.
- Fui uma idiota sobre muitas coisas. Obrigada por vir. Foi um encontro muito divertido - eu me virei para ir embora.
- Espere - ele disse, com a voz grave e exigente. Senti velhos instintos e parei, virando novamente. Ele se aproximou um pouco.
- Nós dois fomos idiotas, Jo.
- Nisso nós concordamos. Você está certo em dizer que trabalhou duro para me  ensinar. Aprendi a ser uma idiota com o maior idiota de todos. Se aprendi algo de bom, foi seu pai quem ensinou.  Essa última frase pareceu acertá-lo onde doía - ele estremeceu e deu um passo para trás. Eu sentira um milhão de emoções nos últimos meses: muita raiva, um pouco de arrependimento, culpa frequente e até um pouco de orgulho presunçoso, mas percebi que o que disse não era justo e imediatamente me arrependi. Ele tinha me ensinado muita coisa, mesmo que às  vezes involuntariamente, e por causa disso eu tinha uma dívida com ele. Mas de pé ali naquela grande sala, com o silêncio crescendo e nos envolvendo como uma praga, eu percebi algo que ignorara completamente até então: foi ele quem me deu a chance de trabalhar nos projetos mais importantes. Foi ele quem me levou para todas as reuniões. Foi ele quem me fez escrever os relatórios essenciais, fazer os telefonemas difíceis e organizar a entrega dos documentos mais sensíveis.  Ele agira como meu mentor - e isso importava muito para ele.  Engoli em seco.
- Eu não quis dizer isso.
- Eu sei. Posso ver em seu rosto - ele passou a mão na boca.
- Mas isso é verdade, em parte. Eu não mereço crédito por você ser tão boa no que faz. Acho que gostaria de ter um pouco de crédito mesmo assim, já que sou um egocêntrico. Mas também porque acho você realmente inspiradora. O nó na minha garganta começou a se espalhar, impedindo minha habilidade de  respirar e pressionando meu estômago. Alcancei uma cadeira próxima e repeti:
- Por que você está aqui, Hero?
- Porque se você estragar essa apresentação, vou pessoalmente garantir que nunca trabalhe para uma grande empresa novamente.  Isso não era o que eu esperava ouvir e minha raiva voltou com toda a força.
- Eu não vou estragar isso, seu cretino. Estou preparada.
- Não é sobre essa apresentação que estou falando. Eu tenho seus slides e o material da Papadakis aqui - ele mostrou um pen-drive e uma pasta
- E, se você não fizer uma ótima apresentação para a banca, eu vou acabar com você.  Não havia sorriso malicioso, nem jogo de palavras. Mas, por trás de sua ameaça, algo mais começou a ecoar. Nós. Isso era nós.
- Isso que você trouxe não é meu - fiz um gesto para o pen-drive.
- Eu não preparei os slides da Papadakis. Saí da empresa antes de deixá-los em ordem.  Ele balançou a cabeça como se eu fosse completamente idiota.
- Os contratos foram preparados para serem assinados quando você pediu demissão. Eu preparei esses slides usando todo o seu trabalho. É isso que você vai apresentar hoje, não uma campanha qualquer para uma droga de comida de cachorro.  Foi humilhante ele jogar aquilo na minha cara, então dei alguns passos para frente.
- Vá se ferrar, Hero. Trabalhei duro para você e trabalhei duro para o Julian.  Vou trabalhar duro em qualquer empresa, seja vendendo comida de cachorro ou organizando campanhas milionárias. Você não vai chegar aqui pensando que  pode me dizer como cuidar da minha carreira. Você não me controla. Ele se aproximou.
- Eu não quero controlar você.
- Mentira.
- Quero ajudar você.
- Não preciso da sua ajuda.
- Sim, Josephine, você precisa. Aceite. Aqui está o seu trabalho - ele estava próximo o bastante para me tocar. Então deu mais um passo à frente. Perto o bastante para eu sentir o calor de seu corpo e o perfume combinado de sua pele e de seu  sabonete de ervas.
- Por favor. Você mereceu isso. E vai impressionar a banca  muito mais.  Um mês atrás, eu queria apresentar aquela conta mais do que qualquer coisa. Aquilo fizera parte da minha vida durante meses. Era minha. Comecei a sentir lágrimas se formando no canto dos meus olhos.
- Eu não quero ficar atrelada a você.
- Isto não é um favor. Estou apenas retribuindo. Estou admitindo que estraguei  tudo. Estou dizendo que você tem uma das melhores mentes para os negócios que já conheci - seus olhos relaxaram e sua mão arrumou uma mecha do meu  cabelo em meu ombro.
- Você não vai ficar atrelada a mim. A não ser que queira isso... de um modo completamente diferente.
- Acho que nunca poderia trabalhar para você novamente - eu disse, forçando as palavras através do nó em minha garganta. Eu estava usando todas as minhas forças para não esticar o braço e tocá-lo.
- Não foi isso que eu quis dizer. Estou dizendo que estraguei tudo como seu chefe - ele engoliu nervosamente e respirou fundo
- E realmente estraguei tudo como amante. Preciso que você aceite estes slides. E preciso que me aceite de volta.  Encarei seu rosto.
- Preciso voltar para a sala de conferência.
- Não, não precisa. Eles estão ocupados - Hero olhou no relógio.
- Cerca de um minuto atrás, eu pedi para o Allen ligar para o Cheng com alguma distração para me dar tempo de te dizer duas coisas: primeiro, que você é uma idiota, e segundo, que eu quero outra chance com você.  Um sorriso começou a se abrir no meu rosto e tive de morder os lábios para evitar mostrar minha surpresa. Os olhos de Hero queimavam vitoriosos.
- Eu agradeço pelo que você está fazendo - eu disse com cuidado
- Trabalhei muito nessa conta e realmente sinto como se fosse minha. Se você não se importa, eu gostaria que a banca examinadora visse os detalhes da Papadakis que você trouxe. Mas, mesmo assim, vou apresentar a conta da Sanders.  Ele considerou minha proposta, com os olhos passando por meu rosto. Um músculo de seu queixo tremeu, um sinal claro de impaciência.  - Certo. Apresente para mim agora. Tente me convencer que você não está cometendo suicídio.  Endireitando meu corpo, eu disse:
- A campanha é baseada no programa Top Chef . Mas cada episódio, ou anúncio, irá mostrar um ingrediente diferente e terá um desafio para criar um prato de alta gastronomia para animais de estimação.  Os olhos de Hero ficaram  estreitos, mas ele sorriu com sinceridade.
- É uma ideia inteligente, Josephine .  Fiquei orgulhosa com sua honestidade e saboreei o momento.
- Nem tanto. Essa é a piada. Os ingredientes da Sanders são básicos: boa carne. Grãos simples. Os cachorros não se importam se a comida é chique. Eles querem carne. Com osso. Que seja gostosa. Meu pai dava ração gourmet todos os dias para seus cachorros, com arroz integral e erva de trigo. Não estou brincando. E, no aniversário deles, ele dava de presente um osso barato cheio de carne. É o dono que se importa com a comida ser gourmet. Não os cachorros.  O sorriso dele aumentou.
- É uma forma de tirar sarro de nós mesmos por mimar nossos animais e incentivar aquele nosso lado que os trata como parte da família. A Sanders é uma ração com gosto de osso cheio de carne, que você pode usar para paparicar seu  cachorro todos os dias. Os "juízes" vão sempre escolher a receita da Sanders.
- Você conseguiu.
- Fazer uma campanha? Esse era o objetivo.
- Sim, mas isso eu sabia que você conseguiria fazer. Quero dizer a maneira como você a apresentou para mim. Você me convenceu.  Eu ri, reconhecendo um elogio do Hero quando via um.
- Obrigada.
- Me aceite de volta, Jo. Diga agora mesmo que você vai me aceitar.  Soltei uma risada mais alta e esfreguei as mãos no rosto.
- Sempre um chefe tão cretino.
- Você vai fingir que não sente minha falta? Você também parece acabada, sabia? A Mary me ligou na noite passada, enquanto eu organizava os slides...  Meu queixo caiu.
- A Mary ligou para você?  - ... e me disse que você estava na pior e que eu precisava me recompor e ir atrás de você. Eu disse que já estava fazendo isso. Eu faria isso de qualquer maneira, mas a ligação dela facilitou que eu viesse aqui para implorar.
- Você não sabe como implorar por nada - eu disse, sorrindo abertamente desta vez. Hero lambeu os lábios, baixando os olhos para a minha boca.
- Provavelmente não. Quer me ensinar?
- Você pode tentar. Quero ver você se ajoelhar.
- Com todo respeito, vou ter que pedir para você ir se ferrar, srta. Langford .
- Apenas se você implorar.  Seus olhos se arregalaram e, antes que ele pudesse dizer alguma coisa, peguei a pasta da Papadakis de sua mão e fui embora.  Entrei na sala de conferência com Hero logo atrás de mim. O burburinho cessou imediatamente. Entreguei a pasta para o diretor Cheng e ele folheou os documentos da Papadakis. Então, sorriu.
- Como você conseguiu terminar dois projetos?  Balbuciei algumas sílabas, completamente despreparada para aquela pergunta.
- Ela é eficiente - disse Hero, andando ao meu redor e tomando um assento na mesa. - Quando terminamos a conta da Papadakis, nós sugerimos que ela aceitasse um curto estágio em outra empresa até terminar seu MBA. Afinal de contas, esperamos que ela continue na Fiennes-Tiffin Media no futuro imediato. Quase não consegui esconder minha surpresa. Que diabos ele está falando?  - Fantástico! - disse um homem velho do outro lado da mesa
- Trabalhando com a Papadakis?  Hero assentiu.
- Sim, junto com meu pai. Ele precisa de alguém para administrar essa conta. A Josephine é a escolha mais óbvia, se ela aceitar.  Tive de engolir milhares de reações diferentes. A primeira foi irritação, por ele trazer isso à tona na frente da banca examinadora. Mas no meio disso também havia gratidão, excitação, orgulho. Hero teria muito a ouvir depois de tudo isso.
- Bom, então vamos começar - disse Cheng, encostando-se na cadeira.  Peguei meu apontador laser e andei até a frente da sala, sentindo como se o chão fosse feito de gelatina. Sentado perto da mesa dos diretores, Hero limpou sua garganta, chamando minha atenção. Eu teria de perguntar sobre isso depois. Pois  eu tinha quase certeza que, um pouco antes de eu começar a falar, ele mexera os lábios dizendo "eu te amo".  Cretino sorrateiro.  Eles disseram que minha apresentação era digna de entrar no folheto, no site e no boletim informativo da empresa. Pediram que eu assinasse alguns papéis, posasse para fotos e apertasse muitas mãos. Até me ofereceram um emprego na  JT Miller.
- Ela já tem emprego - disse Hero, puxando-me para o lado. Ele me encarou, sem voz, enquanto todos finalmente saíam da sala.
- Então, sobre isso... - eu disse, tentando parecer brava. Eu ainda estava nas alturas por causa da apresentação, da discussão, do dia inteiro. Ter Hero próximo o bastante para beijá-lo também não era nada mal.
- Por favor, não diga não. Eu meio que estraguei a surpresa do meu pai. Ele vai te ligar hoje à noite.
- Ele vai mesmo me oferecer o trabalho?
- Você vai aceitar?  Dei de ombros, sentindo que era hora de jogar um pouco de charme.
- Quem sabe? Agora eu quero apenas celebrar.
- Você foi fantástica hoje - ele se inclinou e beijou meu rosto.
- Obrigada. Foi o máximo de diversão que tive em semanas.
- E os documentos que eu arrumei estavam bons também, não é?  Eu revirei os olhos.
- Sim, mas você cometeu um erro crucial.  Seu rosto se fechou.
- O quê?
- Você admitiu que sabe usar o PowerPoint.  Com uma risada, ele tirou meu laptop das minhas mãos e o colocou na cadeira atrás dele, aproximando-se com um sorriso sombrio.
- Eu costumava fazer slides para o meu chefe. Já fui estagiário também, sabe.  Minha pele se arrepiou toda.
- Seu chefe gritava com você?
- Às vezes - ele correu um dedo ao longo do meu braço.
- Criticava a sua caligrafia?
- Constantemente - ele se inclinou e beijou o canto da minha boca.
- O seu chefe beijava você?
- Meu pai gostava mais de apertar a mão, sabe.  Eu ri, deslizando as mãos dentro de seu terno para poder abraçá-lo por inteiro.
- Bom, eu não sou mais sua estagiária.
- Não, você é minha colega.  Eu gemi, adorando o som daquela palavra.
- E minha namorada?
- Sim - minha voz tremeu ao dizer essa única sílaba, e de repente entendi completamente a expressão "se afogar em alívio". Eu tinha certeza que Hero podia sentir meu coração batendo loucamente contra seu peito. Ele mordeu minha orelha.
- Vou ter que arrumar novas desculpas para te levar até a sala de conferência e transar com você contra a janela.  Um calor percorreu minhas veias, esquentando meu sangue.
- Mas não precisa de desculpas para me levar para sua casa.  Hero beijou meu rosto e pressionou um único beijo macio em meus lábios.
- Josephine?
- Sim, Hero?
- Este flerte que fazemos é muito bom e tal, mas estou falando sério quando digo que você não pode me deixar de novo. Isso quase acabou comigo.  Meu peito pareceu expulsar todo o ar dos meus pulmões com aquele pensamento.
- Acho que eu não conseguiria. Também não quero mais ficar longe de você.
- Mas você precisa me dar uma chance para consertar as coisas que eu estraguei. Você sabe, às vezes eu sou um idiota.
- Às vezes?  Ele sussurrou, quase rugindo:
- E gosto de rasgar lingerie.  Tirei uma mecha de cabelo de sua testa.
- E de guardar depois. Não se esqueça desse hábito esquisito de guardar as calcinhas depois.
- Mas eu te amo - ele disse, encarando-me com olhos arregalados.
- E praticamente virei amigo das vendedoras da La Perla. Passei muito tempo na  loja choramingando enquanto você estava longe. E também tenho certeza de que sou a melhor transa que você já teve. Então, espero que tudo isso compense meu lado idiota.
- Feito - eu o puxei para mais perto.
- Venha aqui - deslizei minha boca contra a dele, mordendo seu lábio. Agarrando as lapelas do seu terno, eu o virei e o pressionei contra a janela, ficando na ponta dos pés para me aproximar ainda mais, o máximo possível.
- Já está se tornando mais exigente agora que é uma profissional?
- Cala a boca e me beija - eu ri em sua boca.  - Sim, chefe.
FIM.
OBRIGADA PELAS 3MIL VISUALIZAÇÕES, ESTOU MUITO FELIZ! OBRIGADA POR TEREM ACOMPANHADO A HISTÓRIA ATÉ O FINAL.
A PRÓXIMA FANFIC JÁ ESTÁ DISPONÍVEL NO MEU PERFIL, VÃO DAR UMA OLHADA.❤️❤️❤️

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