A Batalha Final

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Depois de um longo tempo esperando, batidas fortes foram dadas na porta do grande salão, que logo veio a baixo, e vários karduins invadiram o ambiente, entre eles um rapas de cabelos negros e olhos vermelhos, como os meus assume a liderança do grupo.

- Estamos aqui pela gloria de Kardseniurs.

- Rockbell! – Grito encarando o rapaz.

- Pai! Você ainda está vivo seu maldito?! – Todos olharam para nós espantados.

- Você nos abandonou para isso?! Você não veio para a capital real?!

- Eu vim, mas todos são como você, os karins são escrotos! E você permitiu que a minha mãe morresse! Graças a sua fraqueza.

- Eu não pude protege-la por isso a vinguei!

- Maldito! – Ele avança junto de seu exercito, me atacando com a sua espada longa de duas mãos.

Eu vou revidando os seu pesados golpes, cuidadosamente, para que não atingisse ninguém, as pessoas ao meu redor iam morrendo uma a uma de ambos os lados.

- Vamos parar logo com isso Rockbell, eu não quero te ferir.

- Pois eu quero pai! Você o culpado pela morte de minha mãe!

- Eu também me culpo por causa disso, mas eu sei lá no fundo que não sou o verdadeiro culpado.

- Não negue os seus pecados!!! – Ele avança em uma postura, com a ponta de sua lamina apontada para o meu peito. – MORRA!!!

Antes que ele chegasse a mim vejo uma pequena sombra que recebe o golpe em meu lugar, vejo seu cabelo dourado flutuando no ar antes de ir ao chão.

- Shardeni!!! – Me jogo no chão para recolher o corpo ensanguentado da pequena dama.

- Nightmare, meu peito esta doendo... – Ela falava em um tom baixo já sem vida.

- Calma, você vai ficar bem... Eu... Eu não posso deixar você morrer também, todos que me conheceram morreram um por um, tudo por minha causa...

- Por favor... Me de ao menos um beijo de despedida... – Sem pensar aproximo-me de seus pequenos lábios e os selo com os meus.

- Adeus... – Seu ultimo suspiro de vida, havia saído de seu corpo e eu a havia perdido então. – Rockbell, seu olho esquerdo é igual ao meu... Então você e a Wilenei, são iguais.

Eu avanço na direção dele rapidamente e finco a minha espada em seu peito, ele cospe sangue em meu ombro, e revida o golpe usando um pequena faca que ele finca onde estaria o meu coração.

- Se eu irei morrer, irei te levar junto.

- Isso não dói mais... Tirsfiken! – As chamas começam a se acender no peito dele, e se espalhando pelo resto de seu corpo. – Você ainda é fraco meu filho.

Ele começa a berrar de dor, e vários olhos curiosos se voltaram para nós.

O fogo foi queimando ele até que sobrace apenas uma pequena pedra vermelha, que cai em direção ao chão, mas eu a pego no meio do ar, e a guardando em seguida no meu bolço.

- Demônio! – Vários karduins sobreviventes gritaram coisas do gênero enquanto fugiam covardemente do lugar, mas quando o ultimo foi atravessar a porta, a ponta de uma lança pode ser vista atravessada em sua barriga.

- Obrigada karduins, pela ajuda, agora vocês são dispensáveis... – Uma voz sádica feminina veio do outro lado do corpo. – Homens, matem todos menos o herói.

Um grupo de homens encapuzados que nem aqueles que mataram o meu Mestre Korselns, era cerca de dez deles, mas como havia sobrado poucos nobres depois do incidente, eles os mataram impiedosamente sem que eu pudesse agir.

E logo após uma jovem com roupas feitas de couro de baixa qualidade, com um manto branco sobre os seus ombros entra na sala.

- Lembra-se de mim Sarvim?

- Charmli! O que é tudo isso?!

- Essa é a caída do antigo império repressor para o novo, o meu reino! E se você aceitar você poderá ser o meu rei, e terá tudo o que desejar. – Ela falava em um tom sedutor.

- E se eu recusar?!

- Terei que mandar te matar que nem fiz com o seu mestre! – Eu queria arrancar a traqueia dessa mulher, eu pensei que ela fosse uma boa pessoa, mas ela era uma das grandes culpadas disso tudo.

- Antes de eu te responder, uma ultima pergunta. Cade o Shinkerd?

- Eu o matei, com as minhas próprias mãos. – Ela lambe os lábios. – Foi a melhor sensação que eu já pude ter. – Ela solta um leve e sedutor suspiro.

- Certo, isso já é o suficiente. A minha resposta é não!

Os dez homens avançam com as suas lanças em minha direção, mas com um ágil salto saio de seu caminho, caindo atrás de um deles, e com um rápido e forte golpe corto o decepo.

Seu corpo morto vai ao chão em seguida, eu junto a sua lança, e vou na direção do outro que tenta me golpear com a sua lança, mas após esquivar dela, finco a minha lança em seu peito até atravessa-lo, o levando ao chão.

Enquanto isso, outros dois vinham em minha direção, eu salto e golpeio seus pescoços deixando apenas um quarto de suas cabeças grudadas ao corpo, eles caem em seguida.

- Quem é o próximo?

Eles começam a recuar e tentam sair da sala o mais rápido possível, sem olhar para trás, eu então avanço e corto as suas cabeças em golpes únicos.

Eu paro, e me viro na direção da Charmli, começo a caminhar em sua direção, com o meu rosto ensanguentado.

- Por favor... – Ela andava com passos lentos de costas cuidadosamente, com lagrimas em seus doces olhos. – Não... Não me mate...

- Você acha que merece viver, depois de tudo o que já causou?! Você é a verdadeira escoria do mundo! Fazer os outros sofrerem para obter o que?! Ódio?! Riquezas?! Pois se sinta enganada, tudo o que você recebera será uma morte impiedosa!

Eu ergo a minha espada, e com um rápido movimento, divido o pequeno corpo dela em dois, ela cai no chão, e eu olho para os grandes vitrais que havia no palácio.

- Será que lá fora, os seres são iguais Seraphin?

- Eu não sei, meu Senhor. – Fala Seraphin surgindo na minha frente em seguida.

- Espero que pelo menos Ganiares esteja satisfeita.

Os vitrais do grande salão se quebram com a chegada de uma maquina metálica que tampava o Sol.

E dela desce uma jovem com um vestido roxo e com um longo cabelo dourado, seus olhos eram vermelhos, como os meus.

- Vim te buscar, irmão!

[FIM...]

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