A Nomeação de um Heroi

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Depois de um tempo viajando em direção a Zarnuir, descobri que o nome da pequena sombra era Seraphin, e ela me conhecia desde a primeira vez em que estive nessas terras, que agora se encontra devastada pelas trevas.

- O mundo já não é o mesmo... – Falo sem perceber durante a nossa refeição.

- Meu Senhor, você gostava desse mundo?

- Sim, por mim ele seria imutável...

- Tem como retornar o que era antes?

- Difícil, mas podemos tentar fazendo o nosso melhor, bom, agora vamos dormir, pois amanhã temos que voltar a andar.

No dia seguinte retornamos a andar na direção da capital, e seguimos o processo por mais uma semana, até que nos encontramos diante de seus majestosos portões.

- Podem abrir os portões para podermos passar?! – Grito diante da grande muralha de aço.

- Quem é você vagante? Mais um karduim rebelde?

- Sou Sarvim, o assassino do demônio!

- Sarvim! Impossível, todos acreditam que você morreu após ir a Harghedital!

- Eu praticamente morri, mas por sorte fui salvo no ultimo instante por um espirito carinhoso...

- Abram os portões!!! – Os grandes portões de ferro da muralha começam a se mover para permitir a minha passagem.

Um dos guardas do reino me oferece um cavalo e me guia pelas devastadas ruas do reino, até chegarmos ao palácio real.

O mundo estava mais cruel do que eu imaginava...

Diante de um velho homem, que permanecia sentado em seu trono, rodeado por um palácio que demonstrava a mais verdadeira riqueza, o guarda se curva e começa a falar;

- Meu Rei, este diz ser o herói que eliminou o Demônio, e retornou vivo de sua ultima jornada.

- Apresente-se meu jovem.

- Sou Sarvim, o assassino do Demônio, e sobrevivente de Harghedital.

- Então você se diz ser o herói, que acreditasse ter morrido a cerca de um ano? Então prove, mostre a sua arma.

Eu pego a minha katana negra e com uma de minhas mãos, acendo a chama negra nela, novamente, para demonstrar o meu poder.

- O filho do demônio... Sempre disseram que vocês eram iguais, mas não me resta mais duvidas, convoquem todas as casas nobres em três dias realizaremos a cerimonia de nomeação!

- Sim, meu Rei! – Os guardas do salão gritam e se dispersam.

- Meu caro Sarvim, a sua futura esposa está te esperando em um de nossos quartos, acredito que o melhor seria você ir vela agora.

Sou guiado pelos diversos corredores até um dos vários quartos do castelo, onde encontrei a Shardeni novamente, ela não tinha muda nada desde o nosso ultimo encontro.

- Shardeni? – Ela estava ajoelhada na lateral da cama olhando para cima, rezando aos deuses.

- Nightmare? – Ela olha em minha direção, se levantando do chão com o seu longo vestido carmesim, e me abraçando assim que chega a mim. – Sabia! Eu sabia que ainda estava vivo! – Suas lagrimas caiam em meu peito.

- Sim eu voltei...

Ela solta de meu peito e olha diretamente nos meus olhos.

- Você foi considerado morto por todos, mas mesmo contra a vontade de meu pai, eu decidi por ficar e te esperar...

- Meu Senhor, quem é ela? – A voz de Seraphin corta as palavras de Shardeni.

- Eu sou Shardeni a futura mulher dele, e você quem é?

- Sou Seraphin, e estou encarregada de Wilenei, como seu espirito guardião.

- Wilenei, é uma das suas companheiras, certo querido?

- Sim ela era a minha companheira de viagem, e não me chame de querido.

Continuamos a conversar por mais um tempo, e depois fomos separados, nos encontrando para conversar cerca de cinco horas por dia, sendo que a Seraphin sempre se intrometia em nossas conversas.

Até que chegou o dia da cerimonia de nomeação, todos estavam reunidos no salão real, e eu estava ajoelhado diante do rei, havia nobres de todos os cantos do reino.

- Estamos aqui reunidos, para nomear Sarvim o assassino do Demônio, como o herói do reino de Zarnium.

O Rei citava a cerimonia, palavra por palavra, enquanto usava a minha katana para me nomear, tocando a sua lateral em meus ombros.

Logo após a cerimonia, fomos para um salão de festas, onde eu e a Shardeni, dançamos lindamente em meio a todos, enquanto os outros nobres apenas nos observavam.

- Você está bela hoje, nesse vestido turquesa. – Falo, olhando profundamente em seus olhos, ela cora e tenta desviar o olhar.

- O-obrigada... Você também está bonito...

Eu vestia as mesmas roupas que usava quando cheguei a capital real.

- São só os meus velhos trapos de batalha.

- Mesmo assim, eles demonstram o verdadeiro guerreiro que você é.

A musica para repentinamente, junto à chegada de um grupo de guardas que estavam desesperados por algum motivo.

- Os rebeldes chegaram ao reino!

- Chegou o dia então? Sarvim! – O rei vem em minha direção. – Quero que você proteja o meu povo, enquanto eu vou para a linhas de frente.

- Não seria melhor que eu fosse então?

- Não, eu tenho que proteger o meu povo, não posso deixar tudo para o nosso herói.

- Certo, conto com você.

Ele sai junto com os soldados do ambiente deixando todos os outros, ali presentes, assustados e temerosos diante do que poderia ocorrer.

E eu teria que cumprir com a minha palavra dessa vez, não permitindo a morte de nenhum ali presente.

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