Vingança em Chamas

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Vou na direção da porta do armazém, que estava lotado de caixotes dos mais variáveis tamanhos, e saio daquele ambiente escuro, e ao cruzar a porta vejo o grandioso salão de entrada, um lugar que eu já estive antes, mas agora abandonado e deixado aos cuidados do tempo.

- Faz quanto tempo que já não nos vemos?

Começo a andar pelo lugar lembrando da vez em que vim para matar o demônio, lembrando de cada centímetro de seu interior.

- Nem o tempo pode destruir a sua beleza... – Sim, por mais que o lugar não estivesse sendo limpado por alguém, ele mantinha sua beleza, as pesas aparentavam brilhar como ouro, mas não na mesma intensidade de antes.

Após subir até o segundo andar vejo em minha direita a silhueta de uma jovem correndo pelos grandiosos corredores daquela mansão.

- Ei você! – Falo e logo em seguida corro atrás dela.

A sigo pelos corredores até uma pequena sala circular com um pedestal de pedra em seu centro, com as vinhas escorrendo pelas paredes laterais.

- Que lugar é esse? – O ambiente estava totalmente diferente naquela região.

"A pedra... Coloque-a aqui..."

A silhueta se encontrava ao lado do pedestal, ele era um ser de um tom único branco, eu não sabia o que estava ocorrendo, mas sabia que eu deveria seguir suas instruções.

Pego a pequena pedra vermelha que a Wilenei segurava após a sua morte, e a coloco em cima do pedestal, ela começa a brilhar intensamente e a flutuar sobra à plataforma.

A figura sombria aparentava estar feliz vendo aquilo, quem era ela afinal de contas?

Uma imagem avermelhada começou a se formar em torno da pequena pedrinha, era o rosto de uma jovem mulher, ela tinha uma beleza incomparável, nada em todo o cosmo poderia se comparar aquela visão angelical.

- Nightmare... Você finalmente voltou? – Ela falava assustada.

- Sim? Eu acho...

- Eu sabia que um dia você se encontraria novamente a nossa filha, por isso deixei um pedaço de minha alma para te encontrar novamente uma ultima vez.

- Então você é a mãe dela... Sinto muito pelo o que eu fiz no passado.

- Não precisa se desculpar. – A imagem começa a se mover e a formar o resto do corpo da mulher, ela era esbelta. – Não fique se lamente ando por causa de seu passado, busque um novo futuro.

- Você sabe o que ocorreu então...

- Sim... Você cometeu vários erros em seu passado, o que trouxe muitas mortes, mas agora você terá que trilhar um caminho mais doloroso do que imagina... Tome cuidado meu amado, e cuide de nossa filha.

A imagem começa a sumir e voltar a ser a pequena pedra vermelha que ela era antes, e cai em seguida em minha mão, seu brilho estava mais intenso agora, como se aquela pequena pedra tivesse vida. Eu aguardo em meu bolço.

- Eu juro que farei o possível para protege-la. -Essa poderia ser uma promessa que eu poderia cumprir.

Eu saio daquela pequena sala, acompanhado pela pequena menina, que me seguia curiosa.

- Senhor? – Uma pequena voz paira pelos grandes corredores, enquanto eu caminhava.

- Você fala sombra? – Paro e olho para a pequena figura.

- Sim, você se esqueceu de mim meu Senhor?

- Eu esqueci de tudo na verdade, mas o que é você?

- Sou um espirito guardião, você me chamou anos atrás para proteger a Heinstcher, mas o ultimo desejo dela para mim foi o de proteger a sua filha.

- Certo... Mas você a abandonou.

- Eu não a abandonei, eu estava lá o tempo todo.

- Então me explique, porque a deixou morrer?!

- Ela não morreu.

- O que? – Fico sem reação diante do que ela falou.

- Ela é a pedra que você carrega atualmente.

- Então eu não estou sozinho...?

- Me siga! – A pequena sombra corre na minha frente e me guia até a sala onde eu matei o demônio.

- O que você quer me mostrar aqui pequenina?

- Venha! – Ela pega a minha mão e me puxa até uma pequena sala, que estava sendo rodeada por diversos livros dos mais variados tipos de conhecimentos.

- Que lugar é este?

- Sua sala de descanso, bom pelo menos o que sobrou dela...

Grande parte da sala estava inteira, mas haviam livros espalhados pelo chão, e algumas prateleiras quebradas.

- Isso ocorreu por causa da minha luta? – Falo encantado com o ambiente.

- Sim, mas não foi pelo ambiente que eu te trouxe aqui por causa disso. – Ela vai até uma prateleira que possuía um pequeno baú e o traz até perto de mim. – Quero que você use isso meu Senhor.

Ela me da um grande manto vermelho, com um capuz, e eu o visto, minhas roupas eram uma verdadeira combinação de preto com vermelho.

- Você fica bem com essa combinação meu Senhor.

- Aceitarei o seu elogio...

Um grande estrondo veio das partes abaixo do grande palácio, e a estrutura começa a inclinar, ameaçando vir ao chão.

- Temos que sair imediatamente daqui! – Grito sem pensar.

Nós corremos desesperadamente para a saída do grande palácio, antes que a estrutura terminasse de ruir, nós conseguimos sair a tempo do lugar vir abaixo.

E a criatura que eu acreditava estar morta, se encontrava vivo, mas o seu corpo estava desgastado, com o seu exoesqueleto rachado em certas partes.

E ele veio diretamente em nossa direção, preparada para nos matar impiedosamente, me preparo para avançar segurando firme em minha mão a katana que seguia comigo desde o inicio da minha jornada.

- Te vingarei Luna...

Avanço em direção da criatura medonha, desviando de suas patas que cortariam a minha carne assim que eu as tocasse.

Finco minha espada em sua barriga, para que eu pudesse escalar o seu gigantesco corpo, tento me equilibrar em suas costas.

- O que eu faço agora? – A criatura começa a se revirar e tenta me atacar, mas graças ao meu posicionamento em cima de suas costas.

A criatura estava pronta para se deliciar com o meu sangue, então eu me lembro do pequeno livro que recebi em Freinor, ele citava sobre uma chama negra que poderia queimar até a alma dos vivos.

- Tirsfiken, fogo infernal! – Uma chama negra se acende em minha lamina uma chama de coloração preta, que não emanava nenhuma luz sequer, mas a criatura começa a se retorcer em dor.

Então começo a cortar a sua carne do ponto onde estava até a sua cabeça, correndo pelo seu longo corpo, enquanto as chamas se espalhavam por sua corrente sanguínea acendendo erupções das minhas chamas.

O seu grunhido agudo, ardia meus tímpanos, mas era como musica ver todo o seu sofrimento.

Com um salto ágil, pouso na frente da grande criatura, que queimava em chamas que se estendiam pela região.

- Meu Senhor, você está ferido? – Fala a pequena jovem se aproximando de mim enquanto a minha capa ondulava, diante ao vento suave, que havia na região.

- Não precisa se preocupar, eu estou bem...

- O que você fara agora, meu Senhor? Seu palácio foi destruído, e não temos para onde ir.

- Venha comigo, te levarei para a capital do reino. – Falo acariciando a sua pequena cabeça.

E a partir desse dia seguimos em direção a Zarnurir, a capital real, junto da pequena sombra que me seguia.

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