Capítulo Vinte e Seis

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Castiel Almeida

Pago minhas compras e ligo rapidamente para Antonio vir me ajudar com elas, já que é difícil com Evan em meus braços. Não demora muito, e vejo meu amigo entrando  entrando no mercado. Ele vem até nós sorrindo, mas seu sorriso logo some ao ver a pessoa ao meu lado. Como é próximo a mim, Antonio acabou sabendo da nossa história e assim como todos, não ficou feliz em saber dos detalhes.

- Ele está te incomodando, Castiel? - Ele pergunta assim que chega perto de nós e seus olhos ficam fixos em Alessandro, que não esboça nenhuma reação.

- Não, na verdade nós vamos ter uma conversa definitiva. - Falo sério e olho para o homem ao meu lado por um momento. - Pode levar as compras para mim? Eu prometo não demorar. - Falo e passo minha mão livre pelas costas de Evan, que ainda está sonolento em meus braços.

- Não acho que isso seja uma boa ideia... Adrian vai arrancar meu fígado quando souber. - Ele diz e me olha suplicante.

- Para de ser molenga Toni, e pode deixar que eu me resolvo com Adrian. Agora, me ajuda por favor? - Pergunto olhando em seus olhos e depois de um suspiro, ele vem até o carrinho e pega as sacolas de compra. - Obrigado! - Agradeço e ele apenas balança a cabeça em concordância.

- Eu vou estar te esperando lá fora, qualquer coisa me chama. - Ele avisa e sai depois de lançar um olhar mortal para Alessandro.

- Bem, vamos logo... Não quero demorar muito. - Aviso e começo a andar em direção à lanchonete que fica dentro do mercado.

Alessandro nada diz, mas sei que ele me segue e sinto seu olhar em minhas costas. Encontro uma mesa vaga e me sento em uma das cadeiras, ajeitando Evan melhor em meus braços, que já se encontra dormindo novamente. Deixo um beijo suave na testa do meu filho, e espero Alessandro se sentar, o que não demora muito.

- Seja rápido, não quero perder meu tempo mais que o necessário. - Falo sério e olho para ele sem qualquer expressão em meu rosto.

Se algo que aprendi com todo o abandono e os anos que se passaram, foi a ser indiferente a certas pessoas.

- Sei que me odeia, mas eu realmente me arrependo de tudo o que te fiz. Principalmente de quando virei as costas para você, quando mais precisava de ajuda. - Ele diz e seus olhos vão para Evan.

Inconscientemente eu aperto meu filho ainda mais em meus braços, querendo o proteger de qualquer que possa o atingir.

- Se arrependeu um pouco tarde, não? Eu não preciso mais de você... esse tempo já passou. - Falo indiferente e vejo que ele sente o impacto das minhas palavras.

- Sabe o que me dá mais raiva de você? - Pergunto, mas não dou tempo para ele responder. - É que você preferiu uma criança que não era sua, a seus filhos de sangue. Ah, ainda tem o fato de que você ainda era casado com a minha mãe quando se meteu com a mãe da Débora. E quer saber? A criação que deu a ela foi horrível. Aquela mulher não tem amor ao próximo e só pensa em si mesmo. Para ela, só existe ela mesma e foda-se o resto. E olha, eu me sinto grato por não ter ganhado isso de você. Porque foi por isso que você nos deixou, não foi? Por dinheiro? O dinheiro falou mais alto pra você, e fez você se afastar das pessoas que precisavam realmente de você. - Falo amargamente, olhando profundamente em seus olhos. - Não queira agora vir recuperar o tempo perdido, pois isso não vai acontecer. Eu tive um pai, e ele não foi você. Giovani foi mais presente na minha do que você, foi ele quem me acolheu quando eu estava grávido e sem teto para morar. Porque a sua ex-mulher, ficou tão amarga depois que você a deixou, que ele se tornou igual a você, mal se importando com a família e com o próprio filho. Eu estive sozinho por muito tempo, mas hoje eu tenho uma família de verdade e não preciso de pessoas como vocês na minha vida. - Termino de dizer e vejo uma lágrima escorrer por seu rosto, mas isso não me faz sentir compaixão dele, nem nada mais.

Cowboy Indomável (Mpreg) - Duologia "Indomável" - Livro 02Onde as histórias ganham vida. Descobre agora