Declaração

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Passou cerca de dois meses e meio, em que ficamos abrigados em Harnashi, eu tinha melhorado o meu físico desde então, e consegui voltar a falar normalmente, e a mover os braços, após um mês. Durante um período após isso, usei uma bengala para poder me locomover.

Minha visão tinha retornado ao normal, cerca de duas semanas após eu despertar de meu sono.

O livro vermelho tinha informações sobre magias e selos rúnicos, como ativa-las e countera-las, sendo uma delas capas de aprisionar deuses por toda a eternidade, até que seja quebrado.

Quando o meu corpo estava, totalmente, de volta ao normal, decidi retornar ao labirinto, que se encontrava escondido pela neblina.

Quanto mais eu descia menos lucidas ficava a minha visão, e mais gélido o ar ficava, ao chegar no final de sua descida, onde deveria estar o labirinto.

Começo a caminhar, em meio a ruinas do que um dia já foi um grande e temido labirinto, até que eu chegasse em seu centro, e lá encontro um grande buraco no chão, me aproximo, cuidadosamente, dele.

- Dark! – A voz da Luna ressoava atrás de mim.

- Já me encontrou? – Eu havia saído escondido, dela, nessa excursão.

- Dark! – Ela fala agarrando a minha mão direita, com força. – O que você está fazendo aqui?! – Ela me olhava desapontada.

- Eu sei que prometi não retornar, mas eu tinha que saber, o que tinha ocorrido aqui, eu... Eu tenho que avançar para saber o que tem aqui!

- Tudo bem... Eu sei que não tem como eu lhe impedir... Vamos!

- Desculpe Luna, mas dessa vez eu não quero que você venha junto comigo, na verdade não há motivos, para você estar comigo...

- Idiota! – Ela grita, e sua palavra ecoa por todo o ambiente, enquanto lagrimas escorriam pelo seu doce rosto. – Depois de tudo que passamos juntos, você acha que eu te abandonaria agora, justo agora?! Não sei como, depois de tanto tempo você não perceber o mais importante! Dark! Eu... Eu te amo! Seu... Idiota! – Sua respiração esta mais rápida do que o normal.

- Luna... Você me ama? – Sim, eu estava confuso diante de sua declaração, mas mesmo que não estivesse eu não poderia corresponder os seus sentimentos.

- Idiota! Idiota! Idiota! Você não entende mesmo!

Ela avança, até nossos corpos estarem próximos, ela cruza os seus braços em torno de meu pescoço, impedindo que eu fuja, sem feri-la.

Então ela fecha seus olhos e começa a aproximar os nossos lábios, mas eu coloco, rapidamente, a minha mão entre eles, para impedir que isso prosseguisse.

Quando ela à toca, abre seus olhos, e desaba ao chão, logo após.

- Por quê? – Ela me olhava, com seus doces olhos, roxeados, lacrimejando, enquanto falava c om uma voz manhosa. – Por que, você não me aceita?

- Desculpe Luna, eu não posso te ter, sou desmerecido de teu amor...

- Pelo menos finja que precisa de mim! Eu... Eu não consigo, me imaginar sem a sua companhia!

- Desculpe, mas se você quiser podemos ao menos finalizar a nossa jornada, caso queira...

- Não! – Ela faz uma longa pausa. - Se você me permite, irei até o fim do mundo com você! – Ela se levanta e fala confiante.

- Certo, mas faça o que for o melhor para você.

Eu não queria a infelicidade dela, por isso decidi que a partir de agora, farei de tudo para que à sua felicidade fosse realizada, enquanto a faço desistir de mim.

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