Falhas

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Clara foi atacada pela louca, mas Thiago conseguiu espanta-lá

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Clara foi atacada pela louca, mas Thiago conseguiu espanta-lá. Não me importo que tenha a machucado contanto que minha irmã fique a salvo.

Assim que a menina esquisita sai correndo, Clara fica de bico, irritada claramente pelo que Thiago fez. Não deveria estar assim. Foi ele quem a salvou afinal.

— Você não devia ter feito isso! Ela me ajudou. — Thiago olha com claro desprezo à menina que corria ao longe segurando o pulso.

— Loucos não ajudam ninguém de graça. Se ficar tão agradecida, logo vai tomar uma apunhalada pelas costas.  — Alerta o chefe.

— Ela te ajudou como? Posso saber? — Pergunto irritado. Não quero minha irmã se metendo com esse tipo de gente. Não quero ela conversando com loucos.

— Ela me deu pão quando tive fome.

Pão?! Como assim?

— Ela amassou e passou por baixo da porta. — Ela continua explicando. Cada vez parece mais exdrúxulo.

— E você comeu um pão imundo?! Sabe-se lá quantas doenças isso pode causar! Estava louca, Clara?!

— Eu estava com fome!! Não se preocupe que eu sei muito bem me virar. Eu morei na rua, já comi coisas muito mais sujas do que um pão amassado. — Ela diz irritada, o que me deixa ainda mais transtornado.

Ela não percebe que agora está comigo? Não percebe que já não precisa sequer lembrar desse passado imundo? Seguro-a pelo braço, apertando.

— Você devia receber uma bela lição! — Digo irritado.

Nesse momento, Thiago toca em meu braço que a segurava pedindo para que eu a soltasse. Assim faço.

— Não gosto da forma com que você esta falando com ela. Clara é sua irmã, não é nenhuma criança e pode muito bem fazer as próprias escolhas. — O chefe me corrige e fico vermelho de tanta raiva. — Eu não considero seguro falar com pacientes, Clara.

Ele se dirige a minha irmãzinha.

— Ela não é má. — Reclama clara num tom um pouco mais baixo. — Só quis me ajudar.

— Eu não digo que seja má, mas é louca. Disso não temos duvidas. Ela pode pensar que você é mais um clone e acabar te machucando, Clara. Ela não é má, entende? Não é por querer. — Minha irmã concorda e olha para mim.

— Eu só tenho medo que você se machuque. — Digo um pouco mais manso e faço um carinho em seu rosto. Não gosto de me irritar com ela, ja teve a vida suficientemente difícil para chegar ate aqui.

Thiago sorri brevemente e leva minha irmã até seu novo quarto após se despedir de mim. Sigo para terminar de fazer minha ronda quando acabo encontrando alguém que queria muito ver. Ele está de costas, não poderia querer algo melhor.

Com meu cassetete acerto a cabeça de João Lucas, mas temo não ter sido forte o suficiente. O homem vira-separa mim irado. Segura o braço que segurava o instrumento, fazendo-me soltar.

— Ia me atacar pelas costas, covarde? — Ele pergunta já acertando meu rosto com seu punho. Maldito.

Cambaleio um pouco mas consigo bater em seu estomago com força o suficiente para faze-lo se curvar.

— Você vai pagar pelo que fez com minha irmã!

Clara não podia ter sofrido algo assim. Ela está sob minha responsabilidade. Minha! Acerto seu rosto assim que ele se abaixa para respirar e chuto seu corpo no chão.

Não paro de bater até que sinto alguém me parar. Olho para a pessoa e não demoro para identificar e imediatamente tento me recompor.

— O que pensa estar fazendo, Dave? — Erick pergunta após me afastar daquele filho da puta.

— Ele prendeu minha irmã! Precisa aprender a não mexer no que é meu! — Grito enquanto o imbecil gene de dor no chão.

— Não quero briga aqui dentro, estamos entendidos? — Diz o homem mais velho enquanto ajuda o outro a levantar.

João Lucas fala meia dúzia de palavrões enquanto dizia que não está aqui pra apanhar o tempo todo. Dou uma risada. Ao menos uma paciente concorda comigo que ele precisa apanhar. Os outros seguranças não falam em outra coisa.

– VOCÊ NUNCA MAIS ENCOSTA EM MINHA IRMÃ! Está entendendo?! — Berro novamente com vontade de voltar a acerta-lo com meus punhos e chutes.

— SEU BABACA! Você vai ver o que eu vou fazer com ela! — Urro de ódio e volto a partir para cima dele. Tento tirar o velho do caminho mas um soco em meu rosto me faz recuar.

— Se vocês não pararem agora, vou trancar ambos na solitária. — Diz o homem que acabou de me causar um corte na boca. — Na mesma, para se matarem!

Recuo um pouco e vejo Erick se afastar com o residente metido a forte. Ele vai pagar caro pela ameaça que fez a minha irmã! Vai pagar pelo que fez e pelo que ameaçou fazer.

Volto com pressa para meu quarto. Ainda não tenho certeza do lugar do quarto novo de Clara, mas pedi para que ela viesse até mim no início da manhã. Sei que ela ficará bem em um novo quarto, longe dos olhares daquele médico metido.

Espero que Thiago faça o necessário para que João Lucas pague por isso. Ele não podia ter feito isso com minha menininha.

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