Capítulo 6

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- Ir a uma festa? – a Catarina guincha e começa a rir-se da minha cara – Desde quando é que tu vais a festas, Rose?

Ela continua a rir como se eu tivesse dito a coisa mais engraçada que ela ouviu hoje e eu sinto-me desconfortável por ela estar a gozar comigo. Nunca fui a nenhuma festa mas não há mal nenhum em ir, só para experimentar. Gostava mesmo que ela fosse comigo mas já estou a ver que ela acha aquela ideia patética.

- O que tem? Até pode ser giro – respondo encolhendo os ombros como se não tivesse a dar tanta importância ao assunto mas desejando que ela diga que sim para não ir sozinha e fazer figura de parva.

- Giro? Por favor Rose, tu nunca achaste esse tipo de festas giro. Como é que pode ser divertido ver um monte de adolescentes com as hormonas aos saltos bêbados?

- Estou apenas a ponderar ir e tu devias também fazê-lo. Pode correr bem e gostarmos. Nunca saberemos sem experimentar.

Ela encolhe os ombros e não me responde ponderando no que fazer. Meto-me à sua frente impedindo-lhe a passagem e ela arqueia uma sobrancelha. Peço-lhe por favor para me acompanhar e o quanto seria importante para mim que ela fosse comigo e acaba por suspirar cedendo.

- E a que horas é essa festa e onde?

- É amanhã na casa da Natasha.

- Natasha? Quem é a Natasha? – ela questiona-me e eu esqueço que não lhe referi que tinha conhecido os amigos do Daniel.

- Faz parte do grupo de amigos do Daniel. Conheci-os na hora de almoço.

Ela para de novo de andar em direção à sala e fica com um ar confuso tentando processar essa informação.

- Como assim tu conheceste-os à hora de almoço? E não me disseste nada? Conta-me tudo! Como é que eles são? Igualmente convencidos como o Daniel? – reviro os olhos e tento abrandar a sua curiosidade dizendo-lhe o que aconteceu e que foram elas que me convidaram a ir a uma festa. Que na verdade não me pareceram assim tão intimidantes como estava à espera.

***

O resto do dia parece que passa mais rápido devido ao meu excitamento com a festa. Nunca pensei que alguma vez na minha vida fosse estar tão animada por ir a uma típica festa de adolescentes podres de bêbados, mas só de pensar que isso pode ajudar na minha relação com o Daniel ganho logo um enorme ânimo.

Como é que este dia se tornou assim? Quando acordei pensei mesmo que este poderia ser um dos piores dias da minha vida e correu tudo fora do normal, para minha felicidade. Estava desejosa de estar com o Noah e lhe contar todas as novidades.

Chego a casa e encontro a minha mãe deitada no sofá a ver qualquer coisa na televisão e ela ao ver-me senta-se, dando-me espaço para me sentar ao seu lado.

- Pareces-me mais bem-humorada desde esta manhã. O dia correu bem?

- Tive um ótimo dia, na verdade – confesso e sorrio ao pensar que hoje consegui somar alguns pontos positivos na minha relação com o Daniel – E queria-te perguntar uma coisa...

Ela olha-me curiosa e eu continuo.

- Vai haver uma festa amanhã e eu gostava muito de ir.

- Uma festa? Mas tu nunca foste de festas.

- Eu sei mas eu gostava muito de ir a esta. O Daniel vai lá estar e eu também vou com a Catih.

- Não sei se é boa ideia, Rose... Essas festas há sempre alguma coisa que corre mal.

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