Capítulo 01

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Eu não sabia dizer quantas horas de viagem havia completado mas tudo o que eu queria era chegar ao meu destino. Primeiro avião, depois ônibus e finalmente estávamos dentro de um carro seguindo em direção a casa dos meus avós. 

Era a minha primeira vez naquele lugar, a mata e a estrada de terra trazia uma sensação de paz e tranquilidade, tudo o que eu não tinha na cidade. Já conhecia os meus avós porque eles sempre iam até a minha casa. O restante da família, que não era grande, também iam sempre que podiam. Devido a isso, quando o meu pai planejava viajar, ele desistia por saber que era muito mais fácil eles irem até nós, já que ele sempre estava ocupado demais com o trabalho.

E por trabalhar tanto, meu pai decidiu que iríamos para a casa dos meus avós em suas próximas férias, ficando na cidade ele estaria de alguma forma ligado ao trabalho e ele necessitada de um descanso de verdade. Foi essa a chance que eu tive de conhecer a fazenda.

— Chegamos! — Ouvi a voz do meu pai, assim que vi uma enorme porteira de madeira em minha frente.

Desci do carro, para observar tudo mais de perto. Aquele lugar trazia consigo uma paz que eu não conseguia descobri de onde ela vinha, não sei dizer se era devido a falta da correria da cidade, o verde do mato ou o barulho dos passarinhos. Naquele momento eu entendi porque os meus avós eram sempre tão bem humorados e saudáveis, eles viviam em um paraíso aqui na terra.

— Juh, até que enfim você veio! — Minha avó comentou assim que me viu, vindo em minha direção me abraçar. 

— Saudades da senhora, Vó. — Comentei depois de solta-la. — Cadê o meu avô? — Perguntei enquanto ela cumprimentava os meus pais.

— Eu já ia perguntar por ele, está cuidado dos animais? — Meu pai completou, lembrando que meu avô não parava quieto, apesar da idade.

— Ele foi na cidade, achou que vocês chegariam mais tarde, mas ele não deve demorar. Vem, vamos tomar um café.

Uma mesa que ficava no centro da cozinha estava toda arrumada, nos esperando com todos os tipos de bolos e biscoitos.

— Bom dia. — Uma outra voz surgiu na sala me fazendo virar e encontrar com um Gregory sorridente.

Gregory era o meu primo e sempre fomos muito próximos, mesmo com a distância e ficando anos sem encontra-lo, a tecnologia fazia com que a distância fosse um simples detalhe entre nós.

— Gregory! — Levantei e fui em sua direção para abraça-lo, eu estava morrendo de saudades.

— Juh, até que enfim você veio visitar os pobres. — Disse retribuindo o abraço na mesma intensidade.

Minha mãe, assim como eu, também era filha única e meu pai tinha apenas um irmão, logo, Gregory e a sua irmã Louise eram os únicos primos que eu tinha.

— Deixa de drama. — Brinquei. 

Ele cumprimentou o restante do pessoal, minutos depois o meu avô  chegou com o meu tio e todos se juntaram a nós fazendo com que o café da manhã durasse mais de duas horas devido às conversas que não acabavam.

Logo depois, comecei a andar com Gregory pela fazenda para conhecer o local enquanto conversávamos, estar perto dele fazia com que eu sentisse como se nunca estivéssemos distante um do outro.

— Esse lugar é lindo, Gregory, o oposto daquela confusão da cidade. — Comentei, enquanto me sentava na cerca para descansar. O sol forte começava a atrapalhar a caminhada.

— Eu amo essa vida, Juh. Viver no mato, cuidar dos animais, tomar banho de cachoeira... Eu definitivamente não conseguiria ficar longe disso tudo por tanto tempo. — Comentou enquanto sentava-se ao meu lado.

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