Capítulo Cinquenta

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A noite não terminou exatamente como Marco planejava. Ele queria uma trégua, comemorando a notícia dos gêmeos, e então fazendo amor com Elisa sem interrupções. Não haveria William, nem Fernando, nem gripe, nem Dona Zica, nem qualquer outra coisa que os atrapalhasse. Transariam com tranquilidade, sem nenhuma preocupação que não fosse o prazer e a alegria.

Porém, como nem tudo o que se desejava era possível de obter, ele mal havia começado a massagear os pés de Elisa e ela caiu no sono.

É, pelo jeito vou ter que esperar para colocar o plano de conquista definitivamente em ação...

Sabendo que a mãe dos seus filhos estava tão ou mais exausta que ele depois de todas as emoções da última semana e daquele mesmo dia, Marco a carregou para o quarto e a depositou na cama. Então, catou de dentro do roupeiro uma calça de moletom e camiseta, que trouxera na última vez em que esteve ali. Preferia um dos seus pijamas, mas já bastava ser caçoado por Elisa em seu apartamento. Enfim. Dando de ombros, seguiu para uma ducha e escovou os dentes antes de cair na cama ao lado dela.

Não sentiu quando adormeceu, de tão exausto.

E também não soube o que o acordou no dia seguinte, mas era molhado e pesado... Além de muito cheiroso.

Tratava-se de Elisa, deitada por cima dele e beijando-lhe o pescoço.

Marco não abriu os olhos, permitindo-se sentir o perfume de flores e o calor. Ela tinha os joelhos aos lados dos seus quadris, e uma das mãos agarrada em seu cabelo enquanto a outra puxava sua camiseta para cima.

– Acorda, dorminhoco – dizia ela contra sua pele. – Acorda que eu quero lhe usar.

Aquilo fez Marco esboçar um sorriso, e ele piscou lentamente, habituando-se à iluminação. Elisa havia aberto a janela e a claridade do amanhecer se esgueirava até a cama.

– Que horas são? Tenho que estar no escritório às...

– Apenas seis, então relaxa. – Ela se sentou sobre ele. Em seguida, puxou mais sua camiseta, até fazê-lo se erguer e ajudá-la a despi-lo. – Vamos aproveitar enquanto a Dona Zica continua dormindo.

Marco atirou a camiseta para o lado, sobre o travesseiro de Elisa, e logo ela o agarrava para um beijo. Ele sentiu o gosto do creme dental, o que significava que ela havia escovado os dentes naquela manhã já que na noite anterior apagou antes disso.

– Deixe-me pelo menos escovar os dentes também, Elisa.

Ela não parou de acariciá-lo mesmo quando o repreendeu:

– Meu Deus, MC, tem uma mulher nua em cima de você, louca para os finalmente, e o seu maior interesse é o de parar para escovar os dentes? Sério mesmo? Nada disso, deixa de frescura e aproveita que o enjoo matinal deu uma trégua.

Só com as palavras de Elisa foi que Marco percebeu sua nudez. Então, impulsionou-os, girando-os até tê-la sob ele. Ela o agarrou, abraçando-o com braços e pernas para evitar uma possível fuga.

Teve de rir de sua estratégia.

– Como é que você quer me usar se não deixa nem eu me mexer?

Recebeu como resposta uma mordida no ombro e uma nova exigência:

– Quero você logo dentro de mim, MC. E agora que nem precisamos mais de camisinha, vem de uma vez!

Ela tinha razão, claro, não precisavam mesmo. Assim que tomaram conhecimento da gravidez, ambos se submeteram a uma série de testes, cujas requisições foram generosamente assinadas por Andressa e Guilherme. Ele nunca tinha feito um exame tão completo de doenças antes, muito menos de DST's.

Meu Adorável AdvogadoWhere stories live. Discover now