Novembro VII

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Nós comemos um banquete no balcão do bar. Tem frango, salada, outras carnes, arroz, farofas diversas e frutas. De sobremesa: mousses, chocolate derretido e tortas alemã e holandesa. O ar condicionado deixa a temperatura agradável, mas já estamos sem os jeans e as jaquetas que cobriam os uniformes. Basicamente nos encontramos os dois de meias, camiseta de uniforme e cuecas nos empanturrando e rindo de comentários idiotas enquanto a TV ligada projeta o som de clipes dos anos 90.

Quando estamos acabando a sobremesa, ouvimos uma batida de leve na porta e, logo depois, um "dispositivo" giratório na parede se mexe sem que percebamos. Eu nem tinha reparado nele, mas, ao virá-lo, encontramos uma cestinha com algumas coisas coloridas e um cartão. Renan pega e a gente se senta na cama para entender.

No cartão está escrito "Cortesia da casa" de um lado, e "feliz aniversário!" do outro. Eles obviamente sabem minha data de nascimento porque pediram minha identidade na cabine de vidro fumê.

Olho a cesta no colo do Renan. Há uns vidrinhos que ele passa pra mim e eu leio "óleo de massagem" e "lubrificante". Tem alguns incensos, eu acho, mas o que mais chama atenção são os pacotinhos coloridos de vários tamanhos e... cheiros?

— São... camisinhas? — Renan levanta alguns na altura dos nossos olhos para lermos as letras difíceis no papel laminado. — Saborizadas e aparentemente perfumadas.

Sim, o cheiro é muito perceptível. Morango, uva, pêssego. Nós nos entreolhamos e rimos. Não temos essa intimidade toda, o que me deixa com um pouco de vergonha, sabendo que ele também deve estar nervoso com o presente inesperado.

Não me leve a mal. Somos um casal recém formado de amigos de longa data! É difícil ultrapassar certas barreiras. O máximo de intimidade que tivemos foram mãos bobas aqui e ali, às vezes por debaixo da camisa, mas nada muito além disso.

É claro que também não é como se eu não notasse todas as vezes em que o Renan quis que as coisas continuassem, sabe, mas se deteve porque não queria forçar. Como ele próprio já disse, nunca me obrigaria a nada. Além disso, ele sabe da minha "falta de vontade" com sexo desde meu pseudo-relacionamento com Otávio e os outros caras dos aplicativos...

Só que Renan não sabe que eu posso muito bem já ter superado tudo isso. Na verdade, nem eu sei bem se já superei, mas sei que às vezes em que me permito relaxar mais, eu sinto vontade e sei que ela é real.

Como agora. Eu tenho vontade e não estou me forçando a nada. Sei que vai acabar acontecendo, nós dois sabemos, é muito natural. Por isso mesmo não há qualquer pressa nem desespero, então deixamos a cestinha com os presentes na cabeceira da cama e resolvemos que estamos de barriga cheia demais para aproveitá-los.

Aprendendo a Gostar de Você {Aprendendo III}Onde as histórias ganham vida. Descobre agora