Capítulo 36

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Sem Revisão

Norah

A água quente batia em meu corpo, o jato forte da ducha caia sobre minha pele judiada, não ousava tocar na minha bunda, estava ardida por dentro e por fora. Peguei um frasco de sabonete líquido e coloquei uma quantidade generosa nas mãos, passei pela minha pele, eu estava asquerosa, com todo aquele sêmen e líquidos provenientes do sexo.

Passei a mão no pescoço, senti a coleira, afastei a mão ineditamente, aquele choque podia ser ativado manualmente através de algum botão que eu não sei onde se localiza. Desliguei a água, sai do chuveiro e peguei uma toalha, me enrolei nela. Aproximei-me de um espelho e olhei atentamente o pescoço. Eu não tiro a coleira nem para tomar banho, porém agora, estou assustada e não quero nem toca-la, não faço ideia quantas funções tem a mais naquele objeto.

Balancei a cabeça e decidi enxugar os cabelos e meu corpo, ao terminar analisei em volta, não havia nem um robe que eu pudesse usar, então resolvi enrolar a toalha no corpo. Segui para o local onde ele chama de calabouço, olhei ao redor, esse lugar é assustador, não é um ambiente sujo, muito pelo contrário, apesar de está com pouca luz, percebia-se que era luxuoso, decorado em estilo medieval, até a cama era naquele estilo. Estremeci, o frio era de arrepiar, espero que o Enrico me deixe pelo menos ficar com essa toalha.

Segui até a cama, não havia lençóis ou edredom, somente um protetor de coxão, ele realmente quer me deixar com frio. Olhei em direção à porta por onde ele havia saído antes de eu entrar no banho, percebi que ele não havia trancado, eu nem me animei em verificar se realmente estava aberto, se tivesse não adiantaria, para onde iria? Não conseguiria dar dois passos, tenho certeza que ele saberia e me puniria ainda mais.

Meus olhos arderam, eu o amo tanto, mas ele não está interessado no meu sentimento, eu sou apenas uma coisa para ele brincar, eu não acredito em seu amor, não mais, tive esperanças, mas agora sei que ele me ver como um objeto, nada mais. Escutei o tranco da porta, fiquei em alerta, Enrico adentrou, ele havia trocado de roupa antes de sair, usava a mesma que havia chegado mais cedo. Ele tinha uma bolsa de papel na mão, eu o observava com os olhos arregalados.

Ele aproximou-se de uma mesa, começou a retirar o conteúdo da bolsa, parecia que era comida, já podia sentir o aroma no ar, ele arrumou a mesa e virou-se para mim. Eu estava no mesmo lugar de pé próxima a cama, ele me olhou de cima a baixo, aproximou-se, eu estreitei anda mais a toalha no corpo, como que com esse gesto eu pudesse me proteger, percebi rapidamente que não, Enrico levou a mão no nó que eu havia feito e tirou a toalha do meu corpo com um puxão, eu dei um sobressalto, porém protestei

— Deixe-me ficar com a toalha Enrico, estou com frio.

Ele não disse nada, apenas jogou a toalha no canto e voltou se aproximar da mesa, sentou em uma cadeira e ordenou
— Vem aqui
Apertei meus olhos e fui até ele, parei próximo à mesa, observei que havia uma travessa com spaghetti à bolonhesa e pão de alho. O cheiro está delicioso, meu estômago se manifestou

— Está fazendo o que em pé aí? — Enrico perguntou de maneira rude

Olhei em sua direção, não entendo por que ele me trata assim, se acha que devo pagar por alguma coisa, já fiz isso, o que ele fez comigo mais cedo foi suficiente. Percebi que ele suspirou pesado, parecia que estava zangado

— Senta nessa Porra! — Ele esbravejou

Dei um pulo assustada, imediatamente me movi até a cadeira, sentei devagar, a minha bunda estava dolorida  e o fato de está nua aumentava o incomodo. Quando já estava sentada, abaixei a minha cabeça, eu queria chorar, as lágrimas ardiam meus olhos, algumas teimosas desceram pelo meu rosto.

Sob o Jugo do Mafioso +18 concluído Leia esta história GRATUITAMENTE!