Capítulo 35

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🛑 STOP 🛑
Capítulo pode ter cena perturbadoras para algumas pessoas. Sexo explícito, se não gosta, não leia, espere o próximo capítulo

⚠️ ATENÇÃO ⚠️
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS. O BICHO PAPÃO VAI PEGAR CRIANÇAS DESOBEDIENTES. AVISO DADO

Sem revisão

Enrico

Ela está assustada, como um bichinho, porém mostrou suas garras a poucos minutos atrás. Adoro, sinto mais prazer quando ela finca as unhas em
mim, no entanto,  dessa vez ela me machucou, não tenho outra opção a não ser puni-la, vou apresta-lá os brinquedinhos do calabouço.

Me afasto da cama e pego um robe negro felpudo, cubro meu corpo, o ambiente é frio, por ser no subsolo não tem janelas e preciso manter o ar condicionado ligado. Sei que ela está com frio, porém, enquanto estiver aqui não usará roupas, ficará nua. Percebo que ela se encolheu na cama, abraçou os joelhos tentando conter o tremor e a pele arrepiada de frio.

Ando até uma mesa, há algumas bebidas, as minhas preferidas, pego um cálice e sirvo uma dose de conhaque, sigo para uma poltrona de couro com encosto alto, abro a caixa de charutos, acendo um, o aroma perfumado invade o ambiente, olho em direção do meu bichinho, percebo que ela está com tanto frio que bate o queixo.

Eu queria sentir ódio dessa coisinha linda, eu queria apertar o pescoço dela até ver a vida saindo do seu corpo, no entanto, estou como um bobo, babando por essa ragazza que me fez cair em uma emboscada tosca como aquela. Meus olhos flamejaram, por culpa dela me tornei um alvo fácil para meus inimigos.

Quando acordei, depois que ela me atacou, não pensei em nada, ela havia ido embora, levantei-me como louco, senti uma tontura, quase cai, a menininha fraca tinha conseguido me nocautear, porém eu só pensava nela, o perigo que ela podia está correndo. Ainda meio desorientado, corri até o closet e coloquei uma jaqueta de couro, uma calça do mesmo material e botas. Fui até o convés, tinham três carros e uma moto, escolhi a moto por ser mais fácil de conduzir.

Minha cabeça estava latejando, gotas de sangue, começaram a gotejar em minha jaqueta, eu estava atordoado, por esse motivo, não tomei todas as precauções que precisava tomar antes de sair como um louco. Eu deveria ter ligado para o Bruno e confirmado se os traidores já estavam no galpão, checado o celular para saber a localização da Norah, deveria ter tido cautela, frieza para analizar a situação.

Olhei em sua direção, sei como ela sofreu a minha ausência, sei tudo que ela fez, a lealdade dela em não aceitar a herança por saber que por causa disso, eu havia morrido, senti todo o sofrimento dela, mesmo estando em um hospital, ferido, cego e surdo, eu a sentia.

A coleira que ela carrega em seu lindo pescoço é uma peça projetada por um dos meus engenheiros, ela tem um dispositivo que registra tudo a sua volta, envia os sinais por satélite, eu consigo monitorar através do aplicativo, esteja onde ela estiver. Como não podia ver e nem enxergar por alguns dias, não conseguia saber o que estava acontecendo com ela, porém, assim que apresentei os primeiros sinais de melhoras, o que foi rápido, já comecei a monitora-la.

Depois que me recuperei completamente, acionei uma função que emitia um pequeno choque, como um alerta. Senti a resposta imediata dela, e sei que ela sentiu. Apenas uma única vez perdi contato com ela, alguém tirou a coleira, imediatamente o aplicativo emitiu o alerta, a coleira precisa ficar em contato com a pele humana para funcionar, do contrário não consegue se manter ligada por muito tempo e para as atividades.

Naquele momento, pensei em ser precipitado e ir atrás dela, mas não o fiz, tive frieza e cautela, assim como deve ser, mesmo não tendo o controle sobre ela, eu precisava armar tudo direitinho. Algumas horas depois, ela voltou, senti orgulho do meu bichinho.

Sob o Jugo do Mafioso +18 concluído Leia esta história GRATUITAMENTE!