🙅‍♀ A Shaqulie O'Neal da mentira 🙅‍♀

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Euforia

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Euforia

Pegue minhas mãos agora

Você é a causa da minha euforia

Euphoria | BangTan Boys (BTS)


— Lucca, a gente vai ter que teminar, ney.

Disse com jeito sério enquanto meu olhar passava a firmeza necessária. Eu estava orgulhosa de mim enquanto via que minha pose tinha uma postura adequadamente séria ao que eu tinha que fazer. Nem parecia que meu coração estava em pedacinhos de confete, sacudindo dentro do peito.

Meu rosto quase sem emoção podia me render uma fortuna em Las Vegas, mas o reflexo no espelho não era Lucca e eu sabia que se tentasse repetir a mesma frase olhando aos olhos dele, eu iria ficar ridiculamente sem graça e sem forças de continuar. Eu ia acabar tendo que sentar na cara dele depois para aliviar a tensão, mas isso ia até ser bom, já que sexo de reconciliação faz bem para pele.

O apartamento que tinha se tornado meu lar nos últimos tempos e que tinha minha cara, já estava se tornando apenas mais um dos pontos onde eu parava temporariamente, então ia embora em seguida.

Mesmo que esse sentimento forte no peito, de quem está empacotando as malas e deixando coisas para trás me fizesse querer sumir, querer desaparecer no mundo e esquecer o que tinha acontecido aos meus peitinhos internacionais, eu me sentia presa.

Presa como só consegue ficar quem não consegue dizer adeus.

Eu tinha marcado um encontro com Lucca em meu apartamento assim que ele saísse do trabalho. Eu não queria atrapalhar e nem ocupar seu horário do almoço com um assunto tão chato. Então, assim que começou a anoitecer, o frio na barriga foi aumentando devagarinho, bem como a tensão.

Não cozinhei nada, ia salgar tudo ou deixar tudo uma pasta deformada, então apenas pedi alguma coisa leve e repeti mentalmente meu recadinho, como uma criança que tem um recado para dar e o fala várias vezes em voz alta.

A noite estava escura e depois do dia inteiro de tensão eu ainda teria que olhar nos olhos verdes do meu Ney e dizer uma coisa triste. Não era justo, não era justo com euzinha. Não era justo com ele e nem com a minha sogra maravilhosa. Não era justo com ninguém essa oferta que meus patrocinadores me deram.

Só não xingo até cansar por que sou muito profissional, mas esses cuzões precisam entender que nem sempre dois mais dois é quatro, que nem tudo é preto no branco, que tem muito mais coisa fora desse bloquinho privilegiado em que eles se reúnem para ver o mundo de baixo.

A campainha tocou e antes que eu pudesse abrir a porta, minha boca assumiu o controle do meu corpo e berrou:

— Tem ninguém em casa, vai embora.

INGRID MAYERLeia esta história GRATUITAMENTE!