Bon Voyage, PARK JIMIN • 3

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por mclarah

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Capítulo 3
Me gusta Chichén Itzá

Sentei no fundo do ônibus, aproveitando que José, o motorista/guia do passeio, me deixou entrar antes dos hóspedes e conseguiu fazer com que eu não pagasse por esse tour caríssimo, diga-se de passagem

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Sentei no fundo do ônibus, aproveitando que José, o motorista/guia do passeio, me deixou entrar antes dos hóspedes e conseguiu fazer com que eu não pagasse por esse tour caríssimo, diga-se de passagem. Turismo em Cancún é uma facada depois da outra. 

Eu estava bem disfarçado de turista asiático típico: camisa listrada de botão, calção preto da adidas, tênis, boné e, é claro, uma câmera enorme pendurada no pescoço. O look perfeito para aproveitar o meu dia de folga sem ser incomodado. Me acomodei no assento e cochilei um pouco, já que havia acordado antes das cinco para ir ao Centro Ecológico.

Fui despertado pelo barulho dos hóspedes entrando no ônibus e meus olhos atraídos para a madame que agora eu sabia que era brasileira. Ela usava um short jeans curto que deixava suas pernas bronzeadas à mostra e uma camiseta azul amarrada acima do botão do short, tênis, mochila nas costas e os óculos enormes continuavam escondendo os seus olhos castanhos, uma pena. Depois de vê-la sentando em uma das primeiras fileiras do ônibus, na janela, voltei a me ajeitar na poltrona, encostei minha cabeça no apoio e voltei a dormir já que viagem até o sítio arqueológico da vila maia de Chichén Itzá* seria longa, quase 3 horas de estrada, sem contar a parada para o almoço.

Eu estava tão chumbado do combo bebedeira quinta à noite mais trabalho no centro que só acordei de novo com o José me avisando que já era hora da parada do almoço. Como cada hotel tinha uma espécie de "convênio" com um restaurante, todos os hóspedes foram encaminhados para o mesmo lugar,  onde eu também, que estava de hóspede disfarçado, ocupei uma mesa no canto.

Gracias. —  o garçom deixou o cardápio e típicas tortilhas de milho foram deixadas na mesa, um hábito comum dos restaurantes mexicanos servir como tira gosto gratuito. Já aproveitei a oportunidade de comandar uma Corona*, pois nada melhor para curar uma ressaca nesse calor do que uma cerveja bem gelada.

Analisei o cardápio com um pouco de dificuldade, pois mesmo que falasse tanto inglês quanto o básico em espanhol, ler ainda era um desafio, ainda mais se tratando de pratos tradicionais da culinária pré-colombiana*, o que envolvia coisas bem diferentes até para mim que já tinha visto escorpião frito na Tailândia e outras bizarrices mundo à fora. Decidi pedir os famosos chapulines y o ovos de liometopum, que era uma espécie de caviar mexicano, mas de ovos de formiga.

Podem me chamar de louco, mas não adianta também pisar no México sem ao menos provar a sua culinária. Eu vejo a comida como uma imersão cultural indispensável para cada viagem. O que não impediu, contudo, que eu engolisse de olhos fechados os chapulines, sim, gafanhotos fritos que não tinham um gosto tão ruim quanto a cara, já que era bem estranho comer um inseto.

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