Capítulo Dezenove

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Castiel Almeida

O dia se passou bem devagar sem ter Adrian aqui, para que eu pudesse implicar com ele. Confesso que é uma das coisas que mais gosto... pegar no pé daquele cowboy, que me tira do sério.

Assim que dá o horário do fim do meu expediente, desligo meu computador de trabalho e depois de organizar mais uma vez os papéis que Adrian tem que assinar, saio do seu escritório, fechando a porta logo em seguida. Minha avó já foi para casa mais cedo, então só estou Maurício e eu aqui, mas ele nem conta muito, já que passou o dia no quarto.

Saio da casa e encosto a porta atrás de mim, seguindo para a casa da minha avó. E no caminho acabo encontrando Antonio, e aproveitando a oportunidade, resolvo sondar o ambiente para meu amigo Mau.

- E então Tony, já se resolveu com aquela pessoa que você falou esses dias? - Pergunto olhando de relance para ele e vejo sua expressão murchar.

- Já te disse que nós não daríamos certo, somos de mundos diferente. - Ele diz e isso me faz arquear uma sobrancelha para ele. Odeio ver pessoas tão boas se menosprezando.

- O que quer dizer com isso? - Pergunto, não deixando minha indignação transparecer.

- Ele é rico Cas, lindo e cheio de vida... não deve nem pensar em um peão pobre igual a mim. Além do mais, ele merece bem mais que um cara que não sabe se comportar no meio de pessoas do meio dele, e... eu nem sei ler e escrever. O que alguém vai querer comigo? Um analfabeto? - Ele pergunta com tristeza na voz e me sinto mal por meu amigo.

Paro de andar e pego na mão de Antonio, fazendo ele olhar para mim.

- Primeiro, ser analfabeto não é vergonha Antonio, você deve ter tido seus motivos para tal coisa. Segundo, não pense que você é menos que alguém apenas por causa da sua conta bancária. E terceiro, jamais se rebaixe dessa maneira. Você é um homem maravilhoso, qualquer pessoa que seja ao menos inteligente se apaixonaria por você. Pode ter certeza que se fosse o caso, já estaria caidinho aos seus pés. - Falo rindo na última parte e ele me acompanha, o que me faz ficar um pouco aliviado.

- Obrigado Cas! Você é o melhor amigo que alguém pode ter. - Ele diz e isso faz meu ego crescer um pouquinho.

- É... Eu sei! - Falo rindo. - Mas agora, me dá um abraço. - Sorrio e me aproximo dele, logo o abraçando com força. - Você é especial Antonio e a pessoa que tem seu coração é bem sortuda. Aliás, quero saber quem é. - Falo ainda sorrindo e me afasto dele após alguns segundos.

Vejo ele ficar um pouco vermelho, e percebo que ele está ponderando se me conta ou não quem é.

- Ok, mas você tem que me prometer não dizer a ele. - Antonio fala e vejo que está morrendo de vergonha.

- Calma! Eu conheço? - Pergunto sorrindo e ele assente. - Então desembucha homem! - Peço.

- É o... - Ele começa, mas sua fala é interrompida.

- Atrapalho alguma coisa? - Escuto a voz inconfundível de Adrian e quando me viro para trás, vejo ele nos olhando com uma expressão séria em seu rosto.

- Ah, oi! - Falo olhando para ele, mas não estou gostando de como ele está me olhando.

- Senhor D'Ávila! - Antonio cumprimenta ele, que apenas o olha sem esboçar qualquer reação, o que me irrita. - Bem, eu já vou indo. - Ele diz sem jeito e começa a se afastar.

- Ei! Você ainda tem que me dizer quem é a pessoa. - Falo e me viro para Antonio, me esquecendo por um instante de Adrian atrás de mim.

- Depois eu te falo... tchau Cas! Manda um beijo pro Evan. - Ele sorri pequeno e se vira, seguindo seu caminho.

Cowboy Indomável (Mpreg) - Duologia "Indomável" - Livro 02Onde as histórias ganham vida. Descobre agora