Templo do Dragão do Sol

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Levou cerca de quatro dias, passando por lagos e belas planícies, quando chegamos ao aglomerado de montanhas de Harnashi. Tivemos que abandonar nossos cavalos para escalarmos as gigantescas colunas de pedras, que cobriam os céus.

Para o meu conforto a Charmli me deu novas roupas feitas sobre medida para atividades extremas, todas pretas, e com um ar nobre. Tendo um pouco de dificuldade na respiração, abaixo o lenço vermelho deixando-o preso no pescoço.

- Vamos logo! Se demorarmos muito, podemos acabar por fraquejar e cair! – Berro, já enxergando o ponto final, da escalada.

Sem resposta prosseguimos até o topo, onde entramos um pequeno vilarejo, construído possivelmente das arvores de cerejeira, que embeleciam o local.

Seus moradores vestiam quimonos, das mais variadas cores, olhamos os arredores estranhando suas vestimentas e formas de vida, eles aparentavam viver em paz e igualdade tanto os karins quanto os karduins, como se fossem uma só espécie.

- Eh, olá? – nos aproximamos de um jovem casal, formado por um karduin e um karin, para tentarmos obter alguma informação sobre a região, mas ao nos ver eles se espantam, talvez por nós sermos os estranhos ali.

- Vocês são da terra de baixa? – Um velho kardurin, de raposa, se aproxima de nós pedindo para que os jovens, ficassem em silencio e se acalmassem.

- Você diz de Karamor?! – Pergunto surpreso.

- Sim, a terra do solo vermelho, a terra do demônio negro. Por gentileza, poderiam vir comigo? – Sem motivos para a recusa, seguimos o velho homem, entre as fascinantes casas de madeira, que brilhavam junto às cerejeiras.

Seguimos ele até um templo, próximo ao centro da cidade, ele possuía uma beleza única, com suas paredes esbaldando em entalhos de dragões, que possuíam um corpo comprido, cuspidores de fogo.

Ele transmitia paz e tranquilidade, mesmo sendo tão simplório. Suas tabuas estavam completamente polidas, e brilhavam como o sol.

Dentro do grande templo, nos levaram até uma pequena sala ao fundo, tendo como visão lateral, um belo jardim, com um pequeno lago em seu centro.

Nos sentamos ajoelhados em pequenas almofadas, que se voltavam para uma pequena mesa de centro. Uma jovem, que entrou poucos segundos depois de nós, com uma bandeja, contendo chá verde, nos serviu e se retirou.

- O que os trouxe aqui? – O velho perguntou em tom serio, após a porta de papel se fechar.

- Viemos em busca de Harguedital... – Respondo, e logo prossigo. – Se tiver qualquer informação que possa nos dar sobre o lugar, agradecemos.

- Você fala da terra destruída pelo demônio... Deveria tomar cuidado com esse nome meu jovem. Ele poderá vir a ser a sua ruina.

O velho falava com suor em sua testa, estava claro que aquilo trazia mais do que medo a ele.

- Há mais de cem anos, um jovem de trajes pretos como a noite, e olhos vermelhos como o sangue, subiu essa montanha, e chegou ao nosso vilarejo.

"Ele ensinou diversas coisas para nós, inclusive a magia. Com ela pudemos erradicar os demônios e espíritos que viviam nessas terras.

Mas após um ano de sua chegada, ele desaparece, e o vilarejo de Harghedital, se tornou um labirinto cheio de criaturas, e com um verdadeiro demônio em seu centro.

O labirinto que se iniciou no centro de Harnashe, agora se encontra em expansão a cada dia que se passa, atualmente sua entrada se encontra aos pés centrais de Harnashe."

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