Capítulo 33

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Aviso: Peço desculpas pela demora de postar, mas precisava de um tempo para pensar no rumo da história. Daqui a pouco liberarei outro capítulo

Enjoy!

Sem revisão

Norah

Mais um dia de trabalho, terminei de limpar a última mesa. Agora voltarei para meu quartinho solitário. Segui para a cozinha do restaurante, guardei o pano e o produto, o gerente veio falar comigo
— Bom trabalho Norah, aqui está a sua parte das gorjetas, mais uma vez alguém deixou um envelope para você
O gerente me estendeu o envelope, peguei-o junto com as gorjetas e guardei no bolso do avental
— Obrigada Sr. Davis
— Você trouxe muita sorte para esse restaurante, no seu horário o número de clientes aumentaram bastante, principalmente do sexo masculino

O homem me olhou de cima a baixo com os olhos de cobiça, corei com aquele comentário, dei um sorriso sem graça pedi licença e fui para o vestiário trocar de roupa, encontrei a outra garçonete
— Quer uma carona Norah?
— Não, obrigada, gosto de caminhar, moro a dois quarteirões daqui
— Está gostando de trabalhar aqui?
— Sim, as gorjetas são muito boas
— A quanto tempo está noiva?

Olhei para o anel que brilhava todo seu esplendor, eu não o tirava para nada, nem quando estava servindo as mesas, ele é o símbolo que eu pertenço ao Enrico para sempre

— Quase dois meses — Respondi
— Esse anel é magnífico, seu noivo deve ter pago muito caro por ele
— Sim, realmente é lindo, meu noivo o escolheu por causa da cor dos meus olhos
— Nossa que romântico!
— Sim
— Quando irão se casar?
— Assim que ele vier me buscar como prometeu, eu o estou esperando
— Ele foi para alguma missão militar?
— Não, mas precisou se ausentar por um tempo

Ao terminar de me arrumar, saí  para a rua fria de Nova York, andava a passos firmes e de cabeça baixa, aquela hora da noite ainda havia muito movimento. Coloquei as mãos no bolso do sobretudo e segui para meu quartinho que aluguei na casa de uma senhora, foi muita sorte ter encontrado aquele lugar, o preço do aluguel era ótimo e ficava pertinho do trabalho.

Caminhava entre as pessoas, porém todos os dias sentia que alguém me observava, era a mesma impressão, olhei para trás, não havia ninguém, não conseguia identificar nada diferente. Continuei meu caminho   e logo cheguei na casa, subi as escadas e abri a porta, a Senhora Moore havia me dado uma chave para que eu não precisasse esperá-la quando ela não estivesse em casa ou já estivesse deitada quando eu chegasse. Aquela noite ela havia saído para jogar Bridge com as amigas, todas senhoras como ela.

Dei um sorriso, a senhora Moore e as amigas me tratavam como neta, eram senhoras simpáticas e muito animadas, estavam sempre tentando me colocar para cima.

Entrei na casa e o gato da senhora Moore veio me receber, o bichano esfregava-se em minha pernas pedindo carinho
— Oi Algodão, como foi seu dia hoje?
afaguei os pelos do gato, os ronronados de alegria se fazia ouvir.  Apesar do nome, os pelos dele eram negros como a noite
— Deixa eu ver se tem comida para você

Fui até a cozinha, verifiquei se havia comida e água, os pratinhos estavam cheio, a senhora Moore nunca aquecia de alimentá-lo

— Você já tem tudo que precisa seu bichano esperto

O gato me olhou com os olhos brilhantes, ele queria colo e que eu o levasse até meu quarto, era isso todos os dias. Sorri e o peguei, não tem jeito, ele adora ficar aos meus pés na cama, ouvindo meu choro solitário.

Já estava deitada, encolhida, minha coleira no pescoço, não a tiro nem para trabalhar, disfarço usando um lenço no pescoço, não por eu me envergonhar, mas por ser tratar de uma joia que chamaria muita atenção, ninguém vai trabalhar em um restaurante com uma joia de diamantes no pescoço. Quase dois meses sem ele, todas as noites choro, sei que ele vai voltar para mim e não vejo a hora disso acontecer.
Pego o envelope que o gerente me deu, abro e leio o bilhete

Sob o Jugo do Mafioso +18 concluído Leia esta história GRATUITAMENTE!