5 - Narcio Cronus

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Antes que a cerimônia começasse, os convidados se ocuparam em conversas. Alguns andavam admirando a beleza das artes esculturais do enorme salão sagrado. Outros bajulavam em cima da corte real, como de costume.

Narcio, o príncipe do meio, se deslocava do altar sem se importar com a tradição. Não conseguia fingir que estava adorando estar ali.

O rei até ficou desgostoso com a atitude do filho, mas não deu atenção pois a conversa com o comandante do exército parecia ser mais importante.

Arturo DiFilorum, o rei vizinho de Cronus, chegava ao castelo. E assim, pela primeira vez, entrou no salão sagrado onde se fazia todas as cerimônias da família real.

Enquanto caminhava procurando alguém de seu interesse, Narcio havista sua entrada seguido de cinco guardas pessoais e alguns conselheiros. E logo ficou curioso ao perceber que seus dois filhos, Aran e Anne DiFilorum, não estavam presentes.

- Majestade. - Narcio aproximava com saudação calorosa, sua atuação fajuta para ser carismático.

- Príncipe. - Arturo pareceu acessível com a investida de Narcio à sua frente.

- A princesa Anne. - manteve o sorriso. - Não a vejo. - o jovem nunca mantia uma longa conversa, não importa quem seja, sempre ia ao ponto de interesse.

- Sim... Ela preferiu ficar no reino. Ainda está abalada com o que acontecera a nossa família. E quanto a Aran, foi mordido gravemente dias atrás por um lobo. Está se recuperando.

Dito isto, Narcio manteve-se pensativo, imaginando o que de fato aconteceu com a família. E antes que perguntasse a respeito, fora interrompido:

- Mas não se preocupe, gentil príncipe. - o velho e audacioso rei apoia sua mão no ombro dele. - O acordo dos reinos ainda está em vigor.

E com um sorriso, Arturo vai ao encontro de Martir Cronus, o que era naturalmente viável para um rei.

O acordo se referia ao matrimônio arranjado entre Narcio e Anne DiFilorum. Uma aliança para manter a união dos dois reinos - contra forças externas, e a conservação do escambo.

Narcio andou até o canto do salão, inquieto. Não conseguia deixar a expressão de curiosidade até que surge Donovan, o mão direita do rei, ao seu lado:

- É uma pena a princesa de Filorum não comparecer. Poderiam se conhecerem aqui. Quem sabe até criar um vínculo.

O tom de sua voz sempre soava misteriosa, mas isso nunca incomodou o jovem.

- Estou me perguntando o que acontecera com a família. Para deixar Anne abalada.

- Não está sabendo? - Donovan vira o rosto surpreso. - A rainha morrera no verão.

- Ela morreu? - Narcio também vira-se, curioso - Como?

- Os boatos dizem que foi picada por cobra. Isto quando ela estava viajando numa carruagem.

- Deve ter sido lastimável. - Narcio parou uns segundos analisando. - Então por isso que o rei Arturo apresentou-se estranho na minha presença.

- Sim... - Donovan agora muda o tom da voz. - Tenho algo que possa lhe interessar.

No mesmo instante, o homem retira um frasco do bolso mostrando delicadamente ao jovem. Narcio, fitando o frasco, já imaginava o que seria o líquido que havia dentro, mas não para o que seria usado.

- A noite pode terminar com uma linda tragédia. - Donovan prende a atenção do jovem. - Um simples gole em uma taça, nas mãos de Lyga.

O mão direita do rei tinha uma longa relação de façanhas secretas com Narcio. O treinou desde pequeno, sendo um mentor. Os dois compartilhavam os mesmos interesses. E nesse em questão, era a união de Luke com a plebéia.

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