Capítulo Dezoito

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Castiel Almeida

Chegamos na fazenda pouco antes do por do sol, e tudo o que eu queria fazer é dormir. A caminhonete de Adrian estaciona em frente à casa da minha vó, e isso me faz soltar um pequeno suspiro.

- Cansado? - Ele pergunta e isso me faz olhar para ele.

- Um pouco, viagens rápidas cansam mais que as outras. - Respondo e solto um bocejo.

- Vá descansar então, amanhã tem trabalho cedo. - Ele sorri e reviro os olhos.

- Você é um patrão tão chato. - Falo para o irritar e solto o sinto de segurança, abrindo a porta em seguida.

- Como é? - Ele pergunta incrédulo e isso me faz rir.

- Não sabe o significado da palavra chato? - Pergunto com falsa inocência e vejo ele bufar de raiva.

- Você não existe, sabia?! - Ele diz indignado.

- Existo sim e preciso que pegue minhas malas... por favor. - Sorrio de forma doce a ele e saio do veículo.

Abro a porta traseira e tiro Evan ainda dormindo da cadeirinha. Pego a bolsa dele e fecho a porta em seguida, logo entrando em casa.

Abro a porta e vejo não vejo minha avó em nenhum lugar que eu possa ver, então sigo diretamente para meu quarto. Deixo a bolsa de Evan em cima da cômoda e deito seu corpo pequeno em minha cama, colocando alguns travesseiros a sua volta.

Vejo Adrian entrar poucos segundos depois e deixa nossas malas em um cantinho perto da porta.

- Posso dar um beijo nele pra que eu possa ir? - Ele pergunta acanhado e nem parece o Adrian de sempre quando se trata de Evan.

- Claro que pode. - Falo sorrindo e dou espaço para ele.

Adrian se debruça sobre a cama e deixa um beijo na testa de Evan. Acho isso tão fofo e fico feliz que meu filho tenha mais alguém que se importante tanto com ele, como Adrian o faz.

- Eu já vou indo, nós vemos amanhã? - Ele pergunta quando se aproxima de mim.

- Claro Shrek! - Sorrio e vejo ele cerrar os olhos em minha direção.

- Por que me chama assim? Já sei que não é de hoje. - Ele diz e se aproxima ainda mais de mim, passando seus braços ao redor da minha cintura.

- Ah, sabe como é né?! Você é um ogro, mas um ogro do bem... igualzinho ao Shrek. - Explico e nossos rostos ficam ainda mais próximos.

- Eu sei como é... você também é um príncipe, mas as vezes se transforma em uma ogra. Igualzinho a Fiona. - Ele diz rindo e quando nossas bocas estão a um centímetro uma da outra, ele me solta, quase me fazendo cair.

- Seu idiota! - Soco seu braço, mas ele continua rindo.

- Queria me beijar é? Calma que eu deixo. - Ele diz e se aproxima de mim, mas eu desvio.

- Nunca quero beijar você, você quem sempre me agarra. Agora vai logo embora, quero dormir. - Tento empurrar ele para fora, mas é quase impossível fazer isso com essa muralha de músculos na minha frente.

- Nossa, isso é porque é apaixonado por mim hein... imagina se não fosse. - Ele ri ainda mais, sem se mover um centímetro.

- Cala boca seu cowboy sem graça... agora vai! - Aponto para a porta e ele me olha com uma sobrancelha arqueada.

- Eu vou, mas antes quero uma coisa. - Ele fala sorrindo e é minha vez de arquear uma sobrancelha para ele.

- O quê? - Pergunto.

Cowboy Indomável (Mpreg) - Duologia "Indomável" - Livro 02Onde as histórias ganham vida. Descobre agora