Parte I - Capítulo Um: Annohla

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Era uma vez o Reino Muito Distante, bem distante mesmo, onde havia um imenso castelo. Naquele castelo nasceu uma linda princesa, que foi chamada de Annohla. Annohla era gordinha, quer dizer, fofinha; ou melhor, linda e meiga, dava vontade de apertar as bochechas rosadas dela!

No dia do seu batizado, vieram quatro fadas madrinhas: Clara, Clarina, Clarine e Clarice, para dar-lhe os seus presentes encantados, como era de costume no reino.

Clara a presenteou com grande beleza e carinho. Clarina deu muito amor e bondade. Clarine a presenteou com uma maravilhosa voz e com muita esperteza. Mas, antes que Clarice conseguisse dizer qual era o seu presente, um vendaval invadiu o castelo, e com ele entrou Xambela, uma fada malvada e invejosa, que estava irritada por não ter sido convidada a participar do evento. Furiosa, Xambela jogou na inocente e carinhosa criança uma poderosa maldição. O céu escureceu, houve trovões e gritos e ela pronunciou as seguintes palavras:

- No dia em que completar 18 anos, Annohla irá se transformar em pedra, e junto com ela todo o reino. Annohla será esquecida por todos. E eu serei a rainha e dona de tudo, hahahahaha! - falou a poderosa fada malvada, evaporando no ar.

Por sorte, faltava o presente de uma das quatro fadas, o presente de Clarice.

- Minha magia não é tão forte quanto a de Xambela, portanto, só posso alterar a maldição. Annohla não irá se transformar em pedra, mas todo o reino sim. Ela poderá anular a maldição, encontrando uma Fada dos Desejos ou achando um Príncipe Mago que quebre a maldição para sempre.

Sabendo disso, o rei, pai de Annohla, mandou os guardas procurarem todos os Príncipes Magos e todas as Fadas dos Desejos, porém, não conseguiram encontrar.

Annohla teve a segurança das fadas madrinhas, que cuidavam da pequenina como se fosse sua própria filha. Annohla era linda, maravilhosa e encantadora, seus cabelos eram dourados e lisos, seus olhos eram grandes e azuis, sua pele era clara e rosada.

Os anos se passaram, sem que Xambela soubesse que Clarice tinha alterado a maldição e sem Annohla saber que tinha sido amaldiçoada. Ela foi crescendo e finalmente o dia de completar seus 18 anos chegou.

As fadas madrinhas, querendo preparar uma festa surpresa, pediram para Annohla colher flores no bosque, coisa que a princesa adorava fazer todos os dias.

Annohla foi pro bosque cheio de flores e borboletas gigantes, ela correu, cantou e balançou em uma árvore, super feliz. Enquanto balançava uma jovem apareceu, ela era linda também, só que ao contrário de Annohla, tinha os cabelos pretos, usava um lindo vestido de penas de pavão e era bem magrinha.

- Olá! - disse a estranha.

Annohla olhou rápido.

- Oi! - disse a princesa. - Você é de que reino?

- Sou de Bem Mais Distante - respondeu a estranha. - Do outro lado das montanhas.

- Ah! - exclamou Annohla. - Mas você está perdida?

- Estou só colhendo flores, achei essas lindas - disse a jovem.

- Sim! - falou Annohla, alegre.

A jovem riu.

- Vamos colher comigo? - convidou.

-Vamos - respondeu Annohla. - Mas, não posso ir muito longe, porque hoje vou fazer 18 anos.

A jovem olhou com inveja para a princesa.

- Meus parabéns! Você é muito linda! - disse a menina de cabelos pretos.

Annohla agradeceu pelo elogio.

- Você também é muito linda. Qual seu nome?

- Eu... Eu me chamo Fedallan.

- Prazer, Fedallan - disse a princesa. - Eu sou Annohla!

- O prazer é todo meu, Androla!

- É Annohla! - riu a princesa.

- Desculpa! - pediu Fedallan.

Enquanto isso, as fadas tentavam enfeitar todo o castelo com uma maravilhosa cor brilhante. Em seguida, elas montaram um enorme bolo de quatro metros. Depois, criaram um elegante vestido de cor rosa. No final da tarde tudo ficou pronto, o reino todo estava lá, principalmente Xambela disfarçada de príncipe.

Annohla voltou para o castelo e ao entrar foi barrada pelas fadas que, com suas magias, presentearam a princesa com um lindo vestido rosa. Annohla adorou.

A porta se abriu e Annohla entrou feliz da vida. Foi recebida com uma salva de palmas, mas o que ela não sabia era que sua felicidade estava para acabar ali mesmo, junto com todos os que lhe amavam.

A festa estava boa, a princesa recebeu Branca de Leite, a Gata Berradeira, Rapunzel, Bel dos Lábios de Mel, Branca de Neve, entre outros. Havia presentes por toda parte, mas faltavam apenas três minutos para as doze horas, horário em que a princesa nascera.

Xambela vibrava. Então as quatro fadas contaram toda a verdade sobre a maldição e como ela podia ser quebrada. Annohla, que estava feliz ficou triste, e ao soprar a vela a maldição tornou-se real. O rei trouxe todos os príncipes para beijar Annohla, mas a Maldição não foi quebrada. O rei e a rainha começaram a virar pedra. Annohla ficou desengonçada, empurrou o bolo sem querer, que caiu como um baque. Todos riram debochando da princesa, que foi esquecida rapidamente.

De repente, alguém começou a rir alto e mais alto, e quando todos olharam, era um príncipe.

- Não existe nada que possa deter a maldição!hahahaha! - disse o príncipe.

E naquele instante, ele se transformou em Xambela, a malvada fada. As criaturas tentaram sair correndo, mas a fada fechou todas as saídas.

- Ainda bem que eu trouxe a maçã envenenada - disse Branca de Neve, mordendo um pedaço da maçã e caindo dura no chão.

- Vá embora, Xambela! - gritou o rei. - Você não é bem-vinda aqui, sua petulante.

Xambela deu uma risada e se transformou em um gigantesco dragão. O dragão cuspiu fogo na direção de todos.

- Fuja, Annohla! - gritaram as fadas. - Vá! Procure ajuda, encontre a Fada dos Desejos e peça a ela para mudar tudo, rápido!

- Saia da frente! - exclamou Rapunzel, amarrando seus longos cabelos em uma coluna perto da janela. - Vamos Annohla!

Rapunzel se jogou na janela com tanta força, que essa se quebrou todinha. Rapunzel quase morreu na queda.

Uma multidão desceu pelas imensas tranças de Rapunzel e Annohla fez o mesmo.

- Não! - gritou Xambela, cuspindo fogo nas fadas, que desapareceram em forma de brilho mágico.

Annohla saiu correndo em direção a um bosque e se embrenhou na floresta, tentando se esconder. A princesa chorava sem parar, não sabia por que aquela fada tinha tanto ódio e maldade no coração.

 
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