Capítulo 30 (Dia 6)

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Setor 7 | 13 ºC
Contagem regressiva: 13 dias

But you'll never be alone
I'll be with you from dusk till dawn
Baby, I'm right here
I'll hold you when things go wrong

Mas você nunca ficará sozinha
Eu estarei com você do crepúsculo ao amanhecer
Amor, eu estou bem aqui
Eu vou te apoiar quando as coisas derem errado


Por mais que eu tente, não consigo parar de chorar.

A conversa com a Clairy fica repassando na minha cabeça no caminho de volta. Tento me controlar na frente do Lucas, já basta ele estar sofrendo pela mãe dele, não quero que se preocupe comigo também. Mas não consigo.

Ele apenas me abraça enquanto conversa com o Vítor, talvez para tentar se distrair ou me distrair, mas nem ao menos sei sobre o que estão falando. Só consigo pensar no sofrimento dela.

Quando chegamos ao caminho de terra sinto um alívio por não estamos mais tão expostos. Mas o alívio só é completo quando percebo que chegamos à base.

Saio do carro sem me despedir de Anna. Claro que estou agradecida por ela ter conseguido este encontro, não que tenha sido muito complicado, ela provavelmente usou como desculpa o fato de ser enfermeira para que liberassem a Clairy. Mas eu não quero ver a despedida deles, apesar de tudo. Isso partiria ainda mais o meu coração, porque eu não quero que o Lucas tenha que se despedir mais uma vez.

Avanço pelo corredor esperando não encontrar ninguém. A última coisa que preciso neste momento é que o Nathan me veja assim.

Mas a porta da sala onde eles estão reunidos está aberta. Acelero o passo e não olho, não sei se alguém me viu, apenas sigo em frente.

— Em — ouço-o me chamar, mas ignoro. Ele não chama de novo, mas pelo barulho dos passos atrás de mim sei que me acompanha pelo corredor. Quando chego ao final, suspiro triste vendo que não tenho mais para onde ir.

Olho para a grande janela de vidro manchado e as nuvens cinzas se estendendo até o horizonte enquanto as lágrimas continuam escorrendo no meu rosto.

— Não é um bom momento, Nate — antecipo-me antes que ele diga algo. Só quero ficar sozinha e não me sentir mais culpada ainda.

— Você não quer conversar? — pergunta enquanto enxugo as lágrimas que não consigo controlar.

— Por favor, Nate. Vai embora — peço com a voz embargada. — Eu não quero falar sobre isso com você.

— Por que não, Em?

— Eu não quero chorar por causa disso nos seus braços. — Então me viro para ele e vejo que está tirando a tipoia. — Por que você está fazendo isso? — pergunto preocupada. — Está incomodando você?

— Não, eu só quero poder te abraçar — ele coloca a tipoia em uma mesa pequena encostada à parede e se encosta à mesa me puxando para ele.

— Não é justo, Nate — digo depois de relutar um pouco, mas o abraço me faz ceder.

— O que é justo, Em? Nada é justo — diz baixinho enquanto ouço o coração dele. — Em um mundo justo, eu diria para você que nunca seria a sua segunda opção de novo. Em um mundo justo, eu e o Lucas deveríamos estar brigando por você, mas a única coisa que eu quero é salvá-lo, quero proteger você dessa dor. — Ele faz uma pausa enquanto eu me aconchego mais nos braços dele. —Mas nós não vivemos em um mundo justo e eu não vou deixar você sofrer sozinha.

As palavras dele me desarmam e eu suspiro pensando na sorte de tê-lo ao meu lado. Seria tudo tão mais fácil se eles não fossem tão perfeitos. Mas mesmo que isso acabe comigo, eu quero ter que tomar uma decisão.

Ele me deixa chorar até eu me acalmar e então continua.

— Quando tudo acabar, quando o Lucas estiver livre do vírus, eu vou chamá-lo para a porrada — diz e não consigo conter uma risada entre os soluços, o que o faz rir também. — Eu vou lutar por você.

— Não me faz rir, Nate.

— Desculpa, eu não consigo ver você triste desse jeito — diz entrelaçando os dedos nos meus. — Deixa-me só deixar uma coisa clara. Nós vamos salvá-lo e vai ser em uma luta justa. E eu vou ganhar você, meu amor.

Foi ótimo pensar nisso por um segundo, por mais absurdo que pareça. Mas a realidade é que se não fizermos nada, o Lucas vai morrer. Isso me lembra de que não podemos perder tempo.

— Quando nós vamos para o Setor 3? — pergunto, sentindo-me culpada por estar fazendo o Nathan ficar comigo.

— Só estávamos esperando vocês chegarem — ele responde. — Mas você vai comer primeiro, Em. A viagem é longa e esse temporal que está se formando parece que não vai ajudar.

Concordo com ele e seguimos ao encontro dos outros.

Pouco depois, estávamos a caminho do Setor 3.

'Cause I wanna touch you, baby
And I wanna feel you too
I wanna see the sun rise
On your sins, just me and you
Light it up, on the run

Porque eu quero te tocar, amor
E quero te sentir também
Eu quero ver o sol nascer
Sobre seus pecados, só eu e você
Esquente as coisas, estamos em fuga
(Dusk till Dawn | Zayn)

Obrigada, annesantos_f por indicar essa música maravilhosa e por divulgar A Resistência ♥ Obrigada pelo carinho!

Obrigada, annesantos_f por indicar essa música maravilhosa e por divulgar A Resistência ♥ Obrigada pelo carinho!

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O capítulo foi pequenino, eu sei. Foi para descontrair um pouco... Nathan é um fofo, não é? 

Queria aproveitar para agradecer por vocês serem maravilhosos. Por divulgarem e indicarem A Resistência, por me ajudarem a fazer o livro crescer. E, claro, pelos comentários incríveis que sempre alegram os meus dias.

Série LIVROS QUE AMO

Todas As Estrelas da larissaramosn

John Siegel e Owen Fox são estudantes do ensino médio apaixonados pela astronomia. Para eles, os conhecimentos científicos e as horas dedicadas ao estudo dos planetas, estrelas, satélites, cometas, sistema solares, constelações e nebulosas são o melhor passatempo. Vivendo em seu próprio universo, descobrirão que essa ciência exata e natural serve não só para o descobrimento de novos astros, mas também para de um amor tão radiante quanto as estrelas.

O livro é lindo, fluido e pequenino. Vamos lá maratonar?

 Vamos lá maratonar?

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A Resistência | Contra o Tempo (Livro 2)Leia esta história GRATUITAMENTE!