Capítulo 35 - Hal

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Oie, gente! Acho que me empolguei um pouquinho e esse capítulo é maior que a média que venho fazendo para o livro. Mesmo assim espero que gostem! haha Desculpem o atraso na postagem de capítulo e ele está sem revisão. Qualquer erro, peço que me sinalizem. Obrigada! 

~**~

Um belo chute no seu traseiro celestial! – quis gritar quando ele perguntou o que eu poderia dar a ele em troca da vida de Julie. Por mais que eu tivesse omitido essa resposta, sabia que Hal tinha escutado tudo nos meus pensamentos. Ótimo! Pela primeira vez estava feliz por ele ter aquela habilidade.

Tudo estava acontecendo rápido demais, era difícil registrar de uma vez. Eu tinha a impressão de que o caminho para casa ia ser ainda mais complexo do que foi a chegada. Hal me olhava com atenção, provavelmente ouvindo todos os xingamentos na minha mente. Era surpreendente o quanto Állya transmitia uma calmaria e simpatia naturalmente, enquanto o deus do Sol, tinha uma forma irritante e ao mesmo tempo dócil que fluía em cada movimento que fazia. Eu estava confusa.

- Não tenho nada para lhe oferecer que esteja à altura. – respondi sincera.

- Tem certeza? Você é uma jovem com tantos prestígios. – sua sobrancelha estava arqueada.

- Tenho. – continuei – Mas se minha memória custou a vida de Julie, pode levá-la de volta e devolver a imortalidade à ela. – engoli em seco ao terminar de falar aquilo, porém não me arrependia. Tentei pensar em como Julie deveria estar confiante quando entregou seu bem mais valioso em prol de outra pessoa, no caso eu. Precisava honrar tudo o que fizera por mim e agir ao menos na mesma altura.

- Sua memória não é importante para suas missões? Elas ainda não chegaram ao fim.

Concordei com a cabeça.

- Sim, mas você me pediu para fazer o mesmo que Julie, é isso o que estou fazendo. A imortalidade também era importante para ela.

Ele bufou.

- E você não pensa, que futuramente, Eileen fará a mesma coisa para que tenha sua memória novamente? Esse jogo nunca terá fim, então não me é válido! Volto a perguntar, o que pode fazer por mim?

Ele me olhava de modo avaliativo como se houvesse algo que já almejasse. Aquela parecia uma indireta. Me recordei de sua proposta para que eu lhe desse meus poderes em troca do término dos meus problemas. Hal parecia ter uma atenção especial aos meus dons, então sem hesitar eu já sabia o que dizer.

- Meus poderes? Você parece interessado neles e sei que é porque se sente impotente com a redução dos seus. – sugeri, uma falsa confiança montada. Sua expressão assumiu um ar prepotente e desnecessariamente feliz.

- Estaria disposta a isso? E quanto a sua missão? Seus poderes são primordiais para elas também.

- Estaria não, eu estou disposta! – o olhei com o máximo de segurança que conseguia montar naquela situação. – Quanto a missão, darei meu jeito depois.

Hal sorriu.

- Jeito? Vai enfrentar Mahlars brevemente, não é como se fosse consertar um móvel. Não tem como dar um jeito. – disse.

- Não importa! Isso não é da sua conta, é uma escolha minha. – meu tom de voz tinha saído ainda mais rude do que as palavras, mas justifiquei com meu nervosismo - Você perguntou o que eu tenho e isso é tudo. Quer ou não?!

Ao contrário do que eu desejava, Hal não questionou nada mais, apenas abriu um sorriso ainda maior e concordou. Ele não se abalava facilmente e isso era invejável além de estressante.

O Mistério de Allíshya - Perdida | Livro 03Leia esta história GRATUITAMENTE!