004. | 失踪 |

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Era por volta das 9:00 da noite e eu acho que estava de castigo. Depois da missa, meus pais conversaram comigo. A minha mãe disse que entendia o meu lado, que me apoiou e que acreditava nas palavras que disse, que também se sentia assim e estava revendo seus conceitos em relação ao padre. Ela disse que estava orgulhosa pela mulher decidida que eu era e ela não tinha percebido.

Meu pai, por outro lado, já achou um pouco desrespeitoso a minha fala agressiva e mandou eu pensar no assunto. Então eu achava que estava de castigo.

Eu tinha feito amizade com Chan. Ele era um cara legal e me confessou que não gostaria de se casar com Sooyoung. Não agora. Então ele tinha planos de ter uma vida com ela sim, e isso me deixava triste, não sei por quê. Eu não podia mandar na vida dela mas queria que ela tivesse alguém que a ama da mesma forma que ela ao lado.

Chan disse que precisava dormir pois trabalharia cedo no dia seguinte e eu fui ler algumas das minhas anotações. Estávamos perto do Yule e era triste pra mim não poder comemorar. Para todos os efeitos, estávamos perto do natal e era isso que deveria ser comemorado.

Estava de férias da faculdade mas tinha juntado algumas economias do meu trabalho de meio período. Meus pais sabiam que em breve eu estaria visitando Seul e não via a hora disso acontecer. Pensava sobre isso na janela e acabei avistando Mr. Ha atravessando o nosso jardim e tocando nossa campainha.

Discretamente, parei no topo da escada para ouvir o que ele tinha a dizer. O meu pai o atendeu e eu amava aquela carranca porque ele definitivamente não gostava do Mr. Ha. O homem fora até a minha casa para perguntar se Sooyoung estava comigo.

Comecei a me preocupar porque ele informou que ela tinha saído à tarde e não atendia aos seus telefonemas. Também, com um pai daqueles eu teria sumido na primeira oportunidade. Mr. Ha me olhou na escada com uma feição brava e recheada de reprovação, apontando o dedo indicador em minha direção como se fosse uma arma prestes a tirar a minha vida.

— Você... Você que levou minha filha para o mau caminho, está escondendo ela aqui para realizar as suas libertinagens, não é?! — ele empurrou meu pai para entrar em nossa casa.

— Não dê um passo para dentro de minha casa ou eu chamo a polícia e te denuncio. Diferente de você, eu sou um ser humano e posso ter noção da aflição de um pai sem ter notícias de sua filha. Mas não, Sooyoung-yah não está aqui e, se estivesse, eu também não diria. Se sua filha saiu sem dar satisfações, é porque em casa o caos habita. Volte para casa e tente se acalmar, caso eu consiga entrar em contato, lhe avisarei.

Meu pai ficou me encarando com uma expressão que eu nunca vi antes. Era uma mistura de admiração pela mulher que ali estava em sua frente, com um pouco de medo pelo tom baixo e sombrio ao qual me pronunciei. O Mr. Ha deu meia volta e saiu de nossa casa, me permitindo respirar aliviada.

— Sooyoung não está aqui... Ou está?!

— Não. Eu tenho de procurá-la — respondi descendo as escadas, vestindo meu sobretudo e calçando meu par de tênis. — Não me espere para o jantar.

Recolhi as chaves de minha moto e meus documentos, ganhando o segurar de meu pulso. Eu já esperava a negação de meu pai e seu enorme discurso contra meu futuro ato, e também já preparava o meu argumento para permitir minha saída.

— Tome cuidado e nos comunique se achá-la.

Sorri e afirmei, saindo de casa para ir de encontro à Sooyoung.

virgin mary ꒰ chuuves ꒱ - loonaOnde as histórias ganham vida. Descobre agora