Capítulo 25

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Sem Revisão

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Sem Revisão

Norah

Acordei naquela manhã sozinha, Enrico saiu e me deixou dormindo. Eu queria muito sair da suite para falar com a Nana, saber o que estava acontecendo, mas não sei se posso. Passo a mão no meu corpo, estou dolorida em lugares que até tenho medo de pensar, sinto meu rosto queimar, eu não sei o que está acontecendo comigo, eu devia odiar o que ele faz, no entanto, me derreto como uma manteiga quando ele me beija, me abraça, me entrego a ele sem reservas.

Me levanto do sofá onde estou sentada e começo a andar em círculos, eu não posso sentir essas coisas, é degradante, é imoral. Ele é um monstro e é assim que preciso pensar sobre ele, não posso ter nenhum sentimento por ele, o único sentimento que deve permanecer em mim é o de ódio, eu preciso odia-lo.

Suspiro resignada, tudo está tão confuso, a Nana e seu filho, que eu ainda estou tentando digerir que o policial é filho dela, lembro dela nunca ter mencionado nenhum filho quando cuidava de mim, tá certo que ela nunca falava muito sobre sua vida, eu também não perguntava, era apenas uma criança e sempre a vi como parte da minha família, nunca que ela tivesse uma família a parte.

Me assustei ao escutar uma batida na porta, fiquei olhando naquela direção, a batida repetiu-se então eu disse:
— Entra
Uma mulher entrou com uma bandeja nas mãos, nunca vi ela a antes, estava com um uniforme de copeira
— Com licença senhorita Wood, trouxe seu café da manhã, espero que tenha tudo que a Senhorita goste

Fiquei olhando para a mulher sem reação, ela me olhava de maneira simpática com um sorriso no rosto, me desfiz da surpresa e meio gaguejando indiquei para que ela colocasse a bandeja na mesa de centro.

— Pode colocar aqui
A mulher se dirigiu ao local que eu indiquei e repousou a bandeja lá
— Tenha um bom apetite senhorita
— Obrigada

Ela se retirou e eu sem demora me sentei no chão próximo a mesa e abri a tampa, havia um café da manhã completo, tudo arrumadinho, estava tão cheiroso, havia ovos mexidos, panquecas, frutas, suco de laranja, café, meu estômago deu sinal de vida na hora, estava com fome pois na noite anterior não havia comido muito no jantar. Comecei a comer, peguei o copo com suco e ao levantar vi um post-it amarelo com os dizeres: Me encontre no quarto da Cleide após o café da manhã. Meu coração deu um salto, será que aquele bilhete era da Nana? Resolvi comer depressa, eu estava apreensiva com tudo aquilo e ao mesmo tempo curiosa.

Quando terminei, já segui direto para o quarto da Cleide, andei pelo corredor insegura, as coisas haviam mudado por ali, cruzei com uma mulher com uniforme de copeira, parece que haviam contratado pessoas para a limpeza. Cheguei até o quarto e bati.
— Quem é?
— Sou eu, Norah
A porta abriu-se imediatamente, Cleide me segurou pelos braços, olhou de um lado do outro e praticamente me puxou para dentro e trancou a porta.
— Norah, a senhora D'villa vai explicar tudo que está acontecendo, o chefe dos seguranças desligou a câmera desse corredor, mas não pode ficar por muito tempo desligada. Eu vou ligar para ela vir até aqui falar com você.

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