16º Capitulo

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Sim. Até o médico reparou que o Zayn não ouve nada do que lhe dizem. Pelo menos isso não mudou. Vamos é ver se ele me vai ouvir a mim.

"Sim pode ficar descansado" eu disse e ele olhou para mim guardando as suas folhas de baixo do braço.

"Então eu vou andando e já lhe trago o Zayn. Boa noite" o simpático senhor disse pronto a virar costas.

"Boa noite e obrigada" eu disse e este desapareceu por completo. Acho que nunca conheci um médico assim.

Caminhei lentamente de novo para a cadeira onde eu estava antes a espera e sentei-me lá. De novo a espera. Mas o médico disse que cerca de meia hora e ele já estava despachado por isso já falta pouco. Decidi levantar-me e fui até a máquina das bebidas e retirei um café.

Já passavam das duas da noite e a meia hora já tinha passado, quando vi o Zayn a entrar pelo corredor. Ele vinha sentado numa cadeira de rodas, provavelmente para evitar fazer esforços a andar, e vinha acompanhado por uma enfermaria que o transportava. Assim que o vi levantei-me dirigindo-me a ele e a medida que me aproximei os seus olhos encontraram os meus e pude ver algum espanto. Talvez ele não estivesse a espera que eu fica-se ali.

"é a menina Emma?" a voz da enfermeira suou ainda quando eu estava um pouco longe deles.

"Sim sou" eu disse aproximando-me da enfermeira.

"O médico pediu para eu lhe entregar isto" ela disse entregando-me umas folhas. "Está ai a receita dos medicamentos que o Zayn precisa de tomar, as horas e quando terá de voltar ao hospital, tudo"

"obrigada" eu disse passando os meus olhos pelas folhas que tinha agora nas mãos.

"Querem que leve a cadeira de rodas até ao carro" a enfermeira voltou a falar e eu direcionei o meu olhar para ela e antes que eu pudesse dizer que sim uma voz rouca interrompeu-me.

"Não é preciso eu consigo andar" a voz rouca do Zayn falou e este começou a levanta-se da cadeira fazendo um grande esforço e eu coloquei-me ao seu lado para o tentar ajudar mas ele parecia não crer ajuda, até que deu o primeiro passo e cambaleou para o lado fazendo com que eu agarrasse o seu braço colocando a volta do meu ombro para o tentar ajudar.

"Têm a certesa?" a enfermeira perguntou ao ver que o Zayn estava fraco.

"Sim deixe tar, eu ajudo-o" eu respondi pelo Zayn porque sabia que ele se quer armar em forte e quer ir pelo próprio pé e não valia apena insistir.
A enfermeira apenas assentiu e começou a virar costas, e eu voltei a fazer força no braço do Zayn para que ele se apoiasse nos meus ombros aproximando-nos assim cada vez mais, e começando a tentar que o Zayn andasse.

"Não sabia que tinhas ficado a minha espera" o Zayn murmurou contra o topo da minha cabeça e eu podia sentir a sua respiração quente, o que de certa forma me estava a causar arrepios.

"Eu disse que não te ia deixar sozinho" eu murmurei o suficiente para que o Zayn ouvisse e ele não respondeu. Senti os seus olhos em mim durante alguns segundos mas ele não respondeu.

Continuamos a caminhar até chegarmos á porta principal do hospital e finalmente vimo-nos livres de toda a confusão daquele hospital. Depressa avistei o meu carro branco mesmo em frente e dei graças a deus pelo meu pai ter feito o que lhe pedi.

Fiz com que o Zayn caminhasse até lá, mas a dor que eu sentia no meu braço ferido estava-se a tornar cada vez maior. Mas eu apenas tentava ignorar.

"Para onde é que vamos?" a voz do Zayn perguntou assim que eu tirei as chaves para abrir o carro e destranquei este.

"Para minha casa" eu disse e abri a porta do pendura fazendo com que o Zayn se senta-se.

Dei a volta ao carro e caminhei para o lado do condutor e assim que me sentei a voz do Zayn saiu disparada.

"Não Emma. Vamos levar-te a tua casa mas eu depois vou para a minha" ele disse e eu olhei para ele encarando os seus olhos castanhos, que agora estavam sem vida e cansados.

"Zayn nem pensar. Tu vives sozinho?" eu perguntei e senti que ele hesitou em responder a pergunta. Eu sei que ele odeia que eu lhe faça perguntas mas agora eu estava a falar a sério. O Zayn não pode ficar sozinho, ele têm que ficar em repouso absoluto pelo menos estes próximos três dias. Sei que vai ser difícil manter o Zayn quieto mas eu tenho que o fazer. Eu sinto-me culpada por tudo isto e acho que é o mínimo que posso fazer.

"Sim moro" ele respondeu com a sua voz num sussurro desviando o seu olhar do meu por breves segundos.

"Vês Zayn, o médico disse que tu vais ter de estar em repouso absoluto e alguém vai ter de ficar contigo. Tu não podes estar sozinho, para de ser orgulhoso. Ficas lá em casa até melhorares" eu disse com o tom de voz calma quase implorando para que o Zayn fizesse o que eu pedi.

"Não Emma, eu não posso fi-" o Zayn ia continuar a falar mas eu interrompi-o.

"Zayn fica lá pelo menos hoje. Por favor" eu a minha voz saiu quase como um suplico.

Eu sei que o Zayn é teimoso. Que ele gosta de ser independente. Não gosta de falar da sua vida com ninguém. Que é reservado. Que não cria laços facilmente. E que por vezes quase que parece que ele prefere o silêncio e a solidão mas... eu não sei explicar mas eu vejo-me na obrigação de cuidar dele, de saber que ele fica bem. Porque na verdade isto foi tudo culpa minha. Eu sei que este é o seu trabalho, mas eu não sou capaz. Só eu vi a cara de fúria e ódio com que ele atacava aqueles homens, e como ele estava a sofrer, e o quanto fraco e vulnerável ele estava quando foi atacado. Ele salvou-me e eu quero salva-lo. Eu sei que não compreendem. Mas tentem compreender.

Os meus olhos verdes olhavam os seus castanhos e o meu olhar suplicava para que ele cedesse. Os seus lábios foram entreabertos e ele ia falar mas acabou por calar-se a si próprio e só ao fim de alguns segundos a sua voz suou.

"Okay" ele disse e o meu coração acelerou e eu suspirei aliviada. E quase que nasceu um sorriso nos meus lábios ao que ele reparou certamente pois teve a mesma reação.

"Vês, nem custou assim tanto fazeres o que eu te peço uma vez na vida" eu disse tentando aliviar a situação enquanto ligava o carro e quase que posso jurar ver um sorriso a aparecer nos lábios do Zayn.

Direcionei o meu olhar para a estrada e comecei finalmente a conduzir.

"Não te habitues" a voz do Zayn saiu calma e arrisco-me a dizer divertida após alguns segundos e eu desviei o meu olhar para ele e vi-o a encostar a cabeça ao banco fechando os olhos.

São agora quase três da manhã. E como sempre na vida bastou, um mensagem. Tão depressa era um simples jantar. Como eu e o Zayn estamos agora a sair do hospital. Bastou um segundo. Apenas um segundo. 

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olaaaaaaaa :) aqui está mais um capitulo <3 quero pedir desculpas por nao por a algum tempinho mas eu fui para o alentejo e não pude publicar :( mas eu amanhã publico outro, já tenho escrito por isso é só publicar. 
Bem, como podem ver o nosso Zayn já saiu do hospital, mas ele vai percisar de quem tome conta dele não é? Mas eu confiu na nossa Emma :) E quero muitas sugestões e ideias de como é que vai acabar esta noite, acham que vai dar para o torto ou que ela e o Zayn até se vão dar bem? Não sei basta apenas um segundo para tudo mudar certo? 
Agora por fim quero como sempre agradecer a todas asleitoras da fic, a sério vocês são todas muito importantes para mim e receber os vossos comentários ou falar com vocês por mensagens é sempre maravilhoso, porque vocês são umas queridas <3 por isso já sabem se prcisarem de mim eu estou disponivel para tudo basta mandarem mensagem.
E de resto já sabem =) Comentem, votem, ejá sabem quededico capitulos <3 Beijos Ly <3         


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