Capítulo 24

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Sem Revisão

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Sem Revisão

Norah

Olhei para a Nana nos olhos, ela não mudou sua expressão, continuava me olhando seria, nenhum traço de reconhecimento. Eu estendi minhas mãos para ela e as segurei, ela apertou-as ligeiramente, como se quisesse me avisar que estava tudo bem. Ela me soltou, eu olhei para em direção ao policial, ele não me encarava e muito menos sua mão estava estendida para me cumprimentar, escutei Enrico falando:
— Sente-se aqui Norah
Olhei em sua direção e ele estava atrás de uma cadeira indicando para que eu sentasse, olhei para seu rosto, ele tinha um ar de humor, como se tudo aquilo fosse engraçado para ele.

Sentei-me, estava de frente para a Nana, a encarei e ela então disse:
— É um prazer conhecê-la senhorita Wood
— Também é um prazer conhecê-la Senhora Cooper — Por favor querida, Chame-me de Senhora D'Villa
— Norah é tímida, não gosta muito de falar não é querida?
Enrico falou de maneira divertida
— Sim
Olhei em direção do policial, esse se mantinha impassível, como se não estivesse ali. Ouvi Enrico falando:
— Então Senhor Cooper, é policial a quanto tempo?
Levei um susto com a pergunta, Enrico sabe que ele é policial? Ouvi ele responder
— A quatro anos Senhor
— Hum! muito bom, é sempre vantajoso ter aliados dentro da polícia
— Patrick entrou na polícia justamente para encobrir a minha casa de prostituição. Quando ele ficou sabendo que sua boate estava precisando de um gerente, me candidatei, já estávamos pensando em não continuar com a minha casa. Pelo fato de Patrick ser da polícia, ele  ficou sabendo que estavam nos investigando, não temos gente do alto nos encobrindo, por isso, se eles continuassem, logo chegariam a mim e consequentemente ao Patrick. Esse trabalho veio a calhar para nós.

Toda aquela conversa estava me deixando confusa, a Nana tinha uma casa de prostituição? Nesse momento o garçom chegou e entregou os cardápios, eu não estava com vontade de comer muito, mas escolhi algo. Um dos garçons trouxe  champanhe e serviu em nossas taças. Enrico levantou a taça dele e disse:
— Vamos celebrar a nossa parceria
— A nossa parceria — Nana disse
— A nossa — Patrick disse
Eu não falei nada, não participaria daquilo.
— Senhor Falcon, eu cuido da parte financeira e da segurança da minha mãe, quero continuar fazendo isso, e é claro, ter acesso ao bordel — Patrick falou
— Hum! Você já frequenta nosso bordel a algumas semanas
— Sim, foi assim que fiquei sabendo sobre a vaga de gerente
— Quem te deu o convite?
— Foi o comandante William senhor
— Quem lhe contou sobre a vaga? — Enrico perguntou

Percebi que o policial  ficou um pouco nervoso, ele pigarreou e disse:
— O Senhor sabe, alguém falou para alguém, e por acaso escutei algo no ar, então resolvi perguntar ao Bruno.
Enrico ficou olhando para ele, sua expressão não era mais de humor, ele estava sério, como se estivesse analisando a situação. Eu olhei com os olhos arregalados para o policial, ele parecia meio preocupado, eu fiquei olhando para ele tão fixamente, que me assustei quando Enrico falou para mim:
— Perdeu alguma coisa ali meu bem?
O olhei com os olhos arregalados, Enrico estreitou os olhos, ele estava percebendo alguma coisa?
— Não! me desculpa — disse e baixei a minha cabeça

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