Capítulo 23

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Sem revisão

Norah

Minhas pernas estavam moles, eu não quero treinamento. O olhei alarmada, ele apenas ordenou:

— Vai para a cama
— Enrico...
—Faz o que mandei sem protestar, estou tentando ser paciente com você.

Fiz o que ele mandou e segui para a cama. Sentei e esperei de cabeça baixa, eu tentava controlar meus batimentos cardíacos, ele vai fazer isso de forma punitiva.

Meu sangue corria acelerado em minha veias, eu não sei o que esperar do treinamento de hoje, só uma coisa tenho certeza, ele vai me machucar como forma de vingança por tê-lo machucado.

Ouvi seus passos, ele entrou no quarto e seguiu para o closet, eu estava em um estado de nervos tão alterado que cada pequeno som que ele fazia lá dentro, parecia que eram milhares de tambores em minha cabeça. Ele saiu do closet e veio em minha direção, com uma ordem disse:
— Levanta-se e vire-se para mim
Fiz o que ele mandou, senti o metal da cólera em meu pescoço, escutei o click do fecho, fechei os olhos, senti os lábios dele mordiscando o lóbulo da minha orelha e em um sussurro ele falou:
— Quero que vá até o canto do quarto e vire-se de frente para mim
Comecei a me mover para fazer o que ele mandou, porém ele me segurou com firmeza nos braços
— Não esqueceu de nada?
— Sim Senhor
— Ótimo! Agora vá

Fui até o canto e parei, me virei de frente para ele, mantive minha cabeça baixa. Ouvi sua ordem seca:
— Dispa-se lentamente
— Sim Senhor
Levei minhas mãos ao coz da blusa e a tirei do corpo, estava sem sutiã e meus seios ficaram encobertos pelos cabelos. Fiz a mesma coisa com a calça, as desci lentamente, tirei-a e fiquei só de calcinha que logo teve o mesmo destino das outras peças. Fiquei completamente nua e exposta aqueles olhos predadores, não conseguia olhar para ele. Me sentia exposta, miserável e impotente. Enrico continuou ordenando:

— Vire-se para a parede e espalme as mão nela, incline o corpo e empine a bunda.

Meu coração acelerou já em antecipação do que está por vir, minha pele arrepiou-se toda, contraí os lábios, tentei concentrar meus pensamentos em coisas boas, ouvi sua voz:
— Te darei uma lição agora, a cada palmada que eu te der, agradeça.
— Sim Senhor — Falei com voz trêmula
Senti ele aproximar-se, apertei meus olhos, a agonia entalada em minha garganta. Senti a primeira palmada, a dor passou do traseiro para todo meu corpo, ele não estava me batendo com as mãos, mas com algum objeto plano. Engasguei no meu próprio grito de dor, ofegante em descrença da força do golpe

— Não tem nada para me dizer? — ele perguntou junto ao meu ouvido
— Obrigada Senhor!

Ele moveu-se atrás de mim, apertei meus olhos, tremendo, esperando o próximo golpe que veio logo em seguida, do outro lado do meu traseiro, apertando meus lábios, segurei os gritos e com dificuldade disse:
— Obrigada Senhor

Os golpes vieram em sequência, eu já não conseguia falar, meu corpo tremia, minhas pernas estavam bambas, eu queria dobra- las, mas não podia fazê-lo. Minhas nádegas estavam latejando, eu sentia um formigamento, não sei se conseguiria sentar por muito tempo. Sinto mais um golpe, solto um grito angustiado, lágrimas grosas descem pelo meu rosto. falei com dificuldade, a voz saindo entrecortada:
— Obrigada Senhor

Ouvi-o afastar-se de mim, não sei se ficava aliviada ou apreensiva, meus joelhos dobraram, não consegui  me manter de pé e caio no chão de joelhos, ouço seus lábios estalarem em negativo:
— Eu autorizei que se ajoelhasse?
— Não Senhor
— Levanta-se
Levantei-me e voltei a posição anterior, fiquei quieta esperando outra ordem

— Vire-se, venha até aqui e ajoelha-se
Virei-me, olhei em sua direção, ele estava parado no centro do cômodo, pernas ligeiramente aberta, ainda estava de calça, porém, já podia ver seu  membro latente através do tecido. Fui até lá e fiquei de joelhos em frente a ele.
— Acho que você sabe o que quero — Enrico sussurrou para mim.

Sob o Jugo do Mafioso +18 concluído Leia esta história GRATUITAMENTE!