Capítulo 15

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Sem revisão

Norah

Não consigo olhar para ele, eu ainda não processei o fato dele ter ordenado tirarem a vida das gêmeas e de Madame Remy, eu sei que ele é um mafioso perigoso e assassino, mas presenciar a frieza como ele faz isso, como se fosse algo corriqueiro me faz ter muito medo dele, eu não acredito que tenho algum tipo de relação com ele.

Lembrei do que fizemos ontem à noite, me arrepiei, como eu pude sentir prazer com ele, isso é degradante, nojento, asqueroso. Passo as mãos nos meus braços, estou com nojo de mim mesma.
— Está com pena delas? — Ouço a voz dele e sinto um frio na espinha, ele está ali, do meu lado, se ele me tocar não vou suportar, vou vomitar. Tenho um nó na garganta, não consigo falar. Sinto a mão dele em meu queixo, ele força para que eu o olhe. Não tive opção, olhei para ele, meu estômago dava voltas de nervoso.
— Eu lhe fiz uma pergunta — ele disse já apresentando contrariedade.
— Não sinto pena mas também não sinto raiva delas, você deveria ter deixado-as vivas, não se paga o mal com o mal.

Ele riu com deboche e falou de maneira sarcástica:

— Em que mundo você vive meu anjo? Isso aqui é vida real. Entenda uma coisa Norah, eu sou o mal e qualquer um que cruzar o meu caminho conhecerá o inferno mas cedo.

— Pois eu não quero participar disso, eu quero minha liberdade, eu perdi tudo, minha mãe, meu pai, a Nana, até a madame e as gêmeas, eu não tenho mais ninguém nesse mundo — falo tudo isso com voz chorosa, a constatação dessa realidade me caiu como um baque, eu não tenho ninguém.

SintoEnrico me puxando de maneira violenta para junto dele, bato em seu peito, ele segura meu rosto e me faz olhar para ele, sua expressão é aterrorizante, ele fala rangendo os dentes, como um cão raivoso

— Você tem a mim e isso basta. Você não precisa de mais ninguém, agora você é minha e está sob minha proteção

— Eu não quero está sob sua proteção, você é um criminoso cruel e eu te odeio.

Sem que eu tivesse chance de me defender, senti o tapa no rosto e mesmo antes de qualquer reação, ele me beijou na boca, era um beijo punitivo, ele estava me machucando, eu tentei me afastar dele mas não consegui, quanto mais eu me debatia, mais ele se tornava violento, parei de lutar, porém não correspondi ao beijo, eu jamais farei isso.

Senti que ele ficou irritado com a minha resistência, ouvi ele abrindo o cinto das calças, entrei em pânico, ele não vai fazer isso ali no carro ou vai? — me perguntei em desespero. A resposta para as minhas conjecturas veio logo a seguir, quando senti ele abrindo as minhas pernas, baixando a minha calça e praticamente arrancando a minha calcinha, eu lutei, eu tentei mas ele era mais forte, eu não tenho chance.

Seu pênis me invadiu de maneira brutal, ele fazia aquilo para me machucar, eu fechei meus olhos e só pedi que aquilo acabasse logo. Ouço seus gemidos e sua respiração alterada, ele me invade cada vez mais forte, parece que ele quer me quebrar ao meio, é assim que será a minha vida ao lado dele, se eu contraria-ló serei espancada e estuprada. A constatação daquilo me fez nausear.

Ele continuou implacável, sem dó, eu não estava aguentando, me senti fraca, tudo ficou escuto a minha frente, eu acho que vou morrer. Sinto quando ele goza, ele grita, e me abraça forte, derramando seu líquido quente dentro de mim. Eu não senti prazer, longe disso, a única coisa que senti com o que ele acabou de fazer foi repulsa, nojo e medo.

Eu estou tão fraca que começo a tremer, não consigo me controlar, tremo como vara verde. Sinto ele saindo de dentro de mim, porém continua entre as minhas pernas, eu só queria fechá-las e me encolher, ele me estreita mais em seus braços, me sinto sufocada, ouço sua voz em meu ouvido

Sob o Jugo do Mafioso +18 concluído Leia esta história GRATUITAMENTE!