Capítulo 11

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Sem revisão

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Sem revisão

Norah

Já a dois dias que estou naquele divã, só levanto para ir ao banheiro. Enrico vem só para trazer as refeições, ele não fala nada, não sei se há algum limite, se eu posso sair dali, a maioria do dia eu durmo e noite também, às vezes eu acho que ele coloca alguma coisa na minha comida ou bebida. Olho em volta, durante o dia ali fica lindo, os raios de sol entram pelos vidros, o cômodo não é aterrorizante com a claridade do dia, muito pelo contrário, é lindo, tem vidrais por toda a volta, o teto é alto e redondo, também de vidro. A pilastra toda de mármore negro assim como o piso brilhante, se entende do chão até o teto e fica bem no centro do cômodo.

Estou sentada na cama, não tenho ideia das horas, mas sei que deve está perto da hora almoço pois já faz algum tempo que ele trouxe o café da manhã. Sim, estou tendo todas as refeições do dia, e não é comida congelada nem industrializado. Não sei se é ele que prepara mas é uma delicia. Passo a mão no meu corpo, já não sinto tanta dor, estou usando uma camisola de cetim comprida muito bonita, tem um penhoar, resolvo vesti-lo, vou andar um pouco pelo cômodo.

Me levanto e coloco o pé no mármore frio, me arrepio, só de pensar que eu dormi nesse chão duro e frio me faz ter lágrima nos olhos, por que esse homem é tão ruim pra mim? O que eu fiz contra ele? me pergunto todos os dias. Ando descalça pelo cômodo, olhando o teto, a noite também fica muito bonito, o céu estrelado em todo o seu esplendor. Vou caminhando, provavelmente o local está cheio de câmeras, não consigo vê-las, devem está ocultas, não sei se ele está me observando, mas também não me importo, ele já fez tantas coisas comigo que só falta ele me matar.

Olho em direção a porta, queria muito sair um pouco, olhar o local, quando cheguei, vi muito rápido mas o pouco que vi percebi que é um lugar muito bonito. Continuo andando e me deparo com a porta, fico olhando para ela fixamente, será que está aberta? Esfrego as mãos umas nas outras, só vou verificar para ver se está aberta, com certeza não está, então não vai ter problema. Me aproximo, espalmo as mãos nela, encosto o ouvido para tentar escutar, não escuto nada, a porta parece muito maciça. Tem uma maçaneta, então a giro e para minha surpresa escuto o click, ela se abriu, levo um susto, meu coração acelera, me afasto da porta e olho em volta. Será que posso sair? Mordo meu lábio inferior, se está aberta é porque eu posso sair, não vou fugir mesmo, só quero olhar em volta.

Torço as minhas mãos, olho meu braço onde está o adesivo, se o sensor estivesse ligado eu já teria tomado a descarga elétrica, então isso significa que eu posso sair. Também se não for permitido ele vai falar alguma coisa através do alto falante. Eu vou tentar. Com coragem giro a maçaneta e abro a porta, ela é pesada, puxo com dificuldade mas consigo abrir. Olho para os lados antes de sair, não tem ninguém ali. Saio para o corredor, nada aconteceu, ando e logo vejo uma escada, lembro dela quando cheguei.

Desço, me deparando com um local enorme porém sem móveis, o piso também era de mármore. Ando descalça pelo cômodo. Vejo uma porta toda de vidro, parece aquelas porta de correr, vou até lá, olho através do vidro, parece os fundos do local, tento abrir a porta e consigo, saio, sinto o vento no meu rosto e sorrio, não lembro a última vez que tive essa sensação de liberdade. Como uma menina levada, corro sorrindo de braços abertos, meu Penhoar esvoaçante, sorrio e giro pelo espaço como uma boba. Paro, escuto barulho de água, parece o mar. Olho em volta, vejo uma mureta baixa, corro até lá, Olho além e para a minha surpresa vejo o mar, olho para baixo, o local é muito alto, parece que foi feito em cima das rochas, impossível sair por ali, agora entendo porque o local é chamado de fortaleza.

Sob o Jugo do Mafioso +18 concluído Leia esta história GRATUITAMENTE!