Capítulo 10

8.5K 876 1.4K


Sem revisão

Norah

Aquela luz, tão forte, não consigo abrir meus olhos, na verdade não quero abri-los , eu quero voltar a dormir no sono profundo, assim eu não sinto, eu não penso, eu não escuto a sua voz. Mas sei que isso é impossível, ele está ali, meu algoz, meu pesadelo. Escuto a sua voz, aquela voz aterrorizante para mim
— Abre os olhos Norah
Não quero obedecê-lo mas preciso fazê-lo, ele não me mata, ele me pune e eu não quero sentir mais dor, meu corpo todo está doendo, a minha intimidade lateja, eu não vou aguentar mais apanhar, então abro os olhos, a luz invade minhas pupilas, eu tento me acostumar a claridade. Escuto a voz dele novamente
— Há comida a sua frente, vá pegar
Olho e vejo a bandeja, ela está fora do limite, então pergunto
— Está fora do limite, posso ultrapassar agora?
Não ouço uma resposta, ele nunca dá

Com dificuldade, consigo me levantar, sinto uma dor em minha vagina e ventre, levo as mãos até lá, fecho os olhos, eu tenho que ser forte. Ando até o limite, tenho muito medo de ultrapassar, mas também estou com fome, fico olhando para a bandeja, ele não estipulou tempo, estou com muito medo, não quero levar outro choque. Resolvo perguntar de novo
— Senhor Falcon, eu posso ultrapassar o limite?
Não ouço a sua voz, porém ouço a porta sendo aberta e ele vem como um demônio em direção a mim, ele me agarra pela garganta e me leva até a pilastra, me encosta ali, minhas costas batem com violência, sinto gosto de sangue na boca, ele aperta meu pescoço com força e com a voz demoníaca fala:

— Se você me chamar de Senhor Falcon novamente, não verá mais o sol, eu quero que me chame de Enrico, entendeu?
Eu em desespero, tento tirar a mão dele do meu pescoço, eu seguro em seus  braços musculosos e puxo mas esses não sai nem do lugar parecem rocha, começo a ficar sem ar, ele não afrouxa o aperto
— Fala meu nome — Ele grita, seus olhos me focam como se fossem os olhos do próprio demônio
Eu tento falar mas não conseguia

Então, ele me lançou no chão e eu caio, comecei a tossir, colocando as mãos na garganta, ele ainda com raiva sentencia:
— Eu quero ouvir meu nome saindo dos seus lábios agora
— Enrico — Falo gaguejando

Ele se aproxima de mim, se abaixa e me paga pelos braços, me faz ficar de pé e me segura de encontro ao corpo dele. Eu me emolduro perfeitamente a ele, seus braços musculosos me envolve pela cintura e me trás mais para junto dele, eu o olho, meus olhos estão arregalados, ele esta muito perto, sinto sua respiração no meu rosto, ele me olha como se fosse me devorar inteira, então eu falo, preciso implorar.
— Enrico, me leva de volta para o Bordel, eu não aguento mais, eu prometo que nunca mais vou te desafiar ou te desobedecer, por favor

Enrico me olha de uma maneira que eu jamais pensei em ver em seus olhos, com ternura. Ele leva a mão no meu rosto e acaricia, afasta alguns fios de cabelo dos meus olhos e me olha com um olhar penetrante, com um brilho intenso, e não era de ódio, mas de desejo. Ouço sua voz baixa.

— Você é linda, parece um anjo

Eu aproveito esse momento dele e peço com meiguice, eu preciso fazê-lo pensar que eu tenho algum sentimento diferente por ele que não seja medo e repulsa.

— Enrico, me leva embora daqui, eu faço o que você quiser, eu gosto quando você me toca de maneira gentil, e eu não sinto raiva de você por tudo que está fazendo comigo.
Paro de falar quando percebo a mudança em sua expressão, seus olhos se estreiam e tornam-se mais negros que já são, meu coração acelera, ele está zangado, já percebo isso, engulo a seco. Enrico faz um barulho com a boca, como se fosse um estalo, um sorriso de escárnio invade seus lábios

— Você acha que me engana com esse seu jogo Norah? — ele leva sua mãos até meu rosto e aperta as minhas bochechas como se eu fosse uma menina teimosa.

Sob o Jugo do Mafioso +18 concluído Leia esta história GRATUITAMENTE!