Capítulo 8

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🛑 STOP 🛑Capítulo contém cenas fortes, se você é sensível, NÃO LEIA

Sem revisão

Norah

Meus olhos arregalados estavam fixos naquelas órbitas negras brilhantes que me olhavam como se fossem soltar raios mortais sobre mim. O ódio dele era visível, via toda a sua maldade espelhadas em suas pupilas. Aquele homem vai me matar, é só a minha certeza naquele momento. Lágrimas brotaram em meus olhos incontroláveis, ele se movimentou e eu me assustei, sem desviar seus olhos do meu rosto, ele falou de maneira impaciente:

— Para de chorar Norah, você escolheu seu destino quando resolveu me desafiar
— Senhor Falcon, me deixa ir embora, por favor, eu não lhe tenho nenhuma serventia...

Ouvi sua risada diabólica e parei de falar imediatamente

— Não tem serventia para mim? — ele falava de maneira sarcástica e continuou no mesmo tom:
— Pequena Norah, você tem muita serventia para mim, vai me dar prazer bebê, muito prazer com esse seu corpinho lindo, mas antes, vou te dar uma lição para que aprenda a nunca mais me desafiar.

Eu não disse nada, desviei meu rosto e abaixei a cabeça, aquele homem iria me usar a seu bel prazer e eu não poderia fazer nada, e no final quando ele enjoar de mim me matará, estremeci, se eu achava que ser mantida como escreva por Madame Remy era cruel, o destino que vislumbro a minha frente e dez vezes pior.

Passados alguns minutos, percebo que estávamos deixado a a cidade de Nova York, o carro entrou na interestadual, olhei através da janelas, nós não estamos voltando para o bordel, essa constatação vez meu sangue congelar, para onde ele está me levando? Nesse momento ouço a chamada de um celular, ele atende e eu fico atenta a conversa
— Bruno, mande os seguranças para a Fortaleza, eu vou cuidar deles lá, ficarei uns dias

Ele parou de falar e escutou o que o homem dizia, então voltou a falar
— Receberá instruções conforme os dias forem passando

Ele desligou e olhou em minha direção, eu estava paralisada olhando para ele.
—  O que foi? Está com medo? Você é privilegiada em conhecer a Fortaleza
—  Que lugar é esse? — Pergunto com voz chorosa
— Você saberá, em menos de uma hora estaremos chegando lá

Meu coração acelera, o medo potencializa, o que será esse lugar? o que acontecerá lá? Essas perguntas ecoam em minha cabeça me fazendo entrar em desespero, a expectativa do que vai acontecer nesse lugar, faz com que meu estômago embrulhe, eu tenho que tentar convencer esse homem a me deixar ir, então mais uma vez em súplica peço:
— Senhor Falcon, me deixa ir, eu lhe imploro, prometo que o senhor nunca mais vai me verá, vou embora para sempre.
— Fica quieta Puta, não quero ouvir a sua voz até o final dessa viagem.

Fiquei quieta, não tenho o que fazer, estou a mercê desse homem e sem saída. Durante o silêncio, acabei pegando no sono, estava exausta, não havia pregado os olhos a horas.

A uma certa altura, sinto mãos fortes me balançando
— Acorda, chegamos
Abro meus olhos e ainda desorientada, saio do carro , olhei em volta e vejo uma construção moderna, com janelas altas de vidro espelhado, continuo explorando o local com os olhos e percebo que haviam muitos homens armados com fuzis, fiquei olhando para eles paralisada. Sem esperar, sinto uma bofetada em meu rosto forte e antes que tenho qualquer reação, o Enrico pega em meu rosto com violência e diz:
— Primeira regra que você vai aprender aqui, nunca olhe para os meus homens, aliás, nunca olhe para ninguém a não ser que eu permita.

Sinto sua mãos apertando os meus pulsos e praticamente me arrastando como se eu fosse uma boneca para dentro do local, eu não levantava a minha cabeça, não ousei, chorava copiosamente em soluços. Ele me arrastou escada acima e quando chegamos na parte superior, ele me levou até uma porta e a abriu, entramos em um cômodo, ele me soltou e andou pelo local, então ele ordenou:
— Levanta a cabeça
Eu o fiz, olhei para o cômodo, estava vazio, não havia nada ali, apenas no centro tinha uma pilastra arredondada de mármore que ia do chão até o teto, também percebi que as janelas estavam bloqueada com placas enorme preto, havia uma luminária enorme que iluminava o local. O piso era de mármore preto brilhante.

Sob o Jugo do Mafioso +18 concluído Leia esta história GRATUITAMENTE!