Enrico

Desligo o celular puto, essa garota não sabe com quem está lidando, ontem ela só viu a minha parte boa, hoje ela vai conhecer o meu lado ruim.
Pego o celular novamente e faço a ligação
— Comandante William, quanto tempo
— Enrico, há algum problema?
— Um pequeno, será resolvido facilmente, tenho certeza
— Estou as ordens
— Uma das minhas meninas fugiu e pediu ajuda a um dos seus polícias, ela está em algum Departamento da Polícia nesse momento, O nome dela é Norah Wood
— Deixa eu dá uma olhada aqui
Escuto barulho de teclado e logo em seguida o comandante fala:
— Acabou se dar entrada, ela está na NYDP, acusação de agressão e estupro contra o senhor e cárcere privado a Madame Remy, ela também falou que sua boate é um prostíbulo.
— Já sabe o que fazer
— Claro!
— É sempre bom fazer negócio com você
— Assim que tudo estiver resolvido aqui, mando uma mensagem para que possa vir buscá-la
— Perfeito!

Desligo o celular, e estreito os olhos. Essa menina vai me pagar e vai aprender a quem ela pertence agora.

Norah

Estou em uma sala sentada na cadeira com uma mesa a minha frente, já estou ali a uma hora. Cheguei na delegacia e eles perguntaram o que tinha acontecido, eu contei tudo, sobre o bordel, sobre o que o Senhor Falcon fez comigo, sobre a Madame Remy, em fim, desnudei tudo. Agora estou ali, esperando alguém vir me buscar para me levar ao hospital, eles vão fazer corpo delito para confirmar a acusação de estupro, porém a policial que falou comigo disse que pela fato de eu ter tomado banho, apagou muitas evidências, como um possível material biológico para análise, no entanto, ele me afirmou que se for constatado que sofri abuso sexual, já será suficiente para iniciar a investigação. Eles também vão averigua a boate para constatar se ali realmente o sexo é comercializado.

Minhas pernas não paravam de balançar, eu estava com frio, a sala era refrigerada, eu tremia como vara verde, ninguém vinha me falar nada, já estava ficando nervosa com aquela demora.

Havia um relógio na parede eu ficava olhando fixamente para ele. Mais uma hora havia se passado e nada de alguém entrar naquela sala. Baixei minha cabeça, e fiquei  assim pensando o que será da minha vida agora. Não tinha expectativas, não sei fazer nada a não ser limpar quartos, o que vou fazer se eles me mandarem para casa? Não tenho uma, não tenho ninguém, se eu pelo menos soubesse onde Nana morava a pediria ajuda.

Ouvi a porta abrindo, o policial que me socorreu na rua, entrou e trouxe um copo com chocolate quente do Starbucks e estendeu na minha direção
— Para você
— Obrigada
Peguei da mão dele e imediatamente bebi, estava tremendo de frio. O policial ficou em pé me observando. Percebi que ele sentou em uma cadeira a minha frente, continuei com minha cabeça baixa, então o ouvi falar:
— Sinto muito por tudo que aconteceu a você
— Obrigada!
— Você tem para onde ir depois de sair do hospital?
— Não!
— Eu posso te oferecer abrigo?

Levantei meus olhos e olhei para ele, tinha uma aparência muito bonita, porte atlético, cabelos loiros, olhos verdes, voltei abaixar a cabeça
— Não é preciso, eu agradeço a oferta
— Não precisa ter medo, eu só...

Ele foi interrompido com a entrada de alguém na sala, era outro policial, parecia o chefe dele
— Officer Cooper, me acompanha por favor
— Sim senhor
Ele levantou-se e saiu, o outro policial segurou a porta para que ele passasse não lhe dando nem a chance de se despedir de mim. O chefe dele me deu uma última olhada, pediu licença e se retirou. Fiquei ali olhando para a porta, Ninguém me dava uma posição de nada.

Alguns minutos se passaram e eu já não aguentava mais esperar. Já estava com as pernas dormentes de tanto ficar sentada ali, decidi me levantar um pouco, porém, antes mesmo de eu fazer o gesto, ouço a porta abrindo, fixo meus olhos lá e espero a pessoa entrar e para a minha total surpresa e desespero, a última pessoa que eu sonharia em ver ali estava na minha frente, todo de preto como sempre, olhos negros cravados em mim. Eu meu desesperei, levantei-me da cadeira com brusquidão e essa caiu no chão, levei as mãos a boca, meu olhos estavam arregalados, só consegui pronunciar uma palavra
— Não!

Enrico, fechou a porta e seguiu em minha direção, eu recuei, meu medo era tanto que minhas pernas estavam como pesadas, eu tremia como vara verde. Ele caminhou em minha direção, como uma pantera negra, pronto para atacar sua presa, parou próximo  de mim, eu não consegui desviar meus olhos dos dele, o magnetismo que saia de lá me prendiam, como se ele tivesse lançado um feitiço. Respirava com muita dificuldade, ele sem encostar em mim, porém tão próximo que eu podia sentir sua respiração quente em meu rosto, disse com voz baixa e controlada:

— Você vai sair comigo desse lugar sem fazer escândalo, se tentar correr, gritar ou qualquer gesto de fuga, vai pagar caro.

Minhas lágrimas começaram a descer solta, ele levantou a mão e eu recuei instintivamente, ele aproximou-se mais e passou a mão no meu rosto, limpando as lágrimas
— Poupe as lágrimas anjo, vai precisar delas.
Dizendo isso, ele segurou em meu pulso e começou a andar me puxando, as lágrimas não paravam de rolar, então em desespero e soluçando, tentei puxar meu braço e disse:
— Não! Eu não vou com você
Ele parou e voltou-se para mim, pegou em meu rosto com violência e disse:
— Não me desfie mais do que você já fez, se pensa que alguém desse lugar vai te ajudar, lamento te informar que não, o quanto antes você souber quem eu sou, será melhor para você, por tanto, fica quietinha e me acompanha pacificamente, talvez assim, eu possa pensar em ter alguma misericórdia de você hoje.

Ele me largou e colocando a mão no bolso tirou de lá um óculos de sol e colocou em mim
— Você vai sair daqui de cabeça baixa, se ousar olhar se quer para os lados, esqueço aquele gesto de misericórdia.

Meus lábios estavam trêmulos, eu simplesmente não estava acreditando naquilo. Ele começou a me puxar e saímos da sala, fiquei de cabeça baixa como ele mandou, porém eu podia ver que vários policiais passavam por nós e nenhum, absolutamente nenhum, me ajudava. Não era possível que ele iria sair de um Departamento da Policia pela porta da frente com a mulher que o acusou de estupro e ninguém faria nada? Meu coração estava acelerado, eu estava horrorizada, essa era a minha sensação.

Um policial aproximou-se e disse:
— Senhor Falcon, espero que o mal entendido esteja resolvido
— Sim, eu e a minha namorada só brigamos, não é amor?
Ele segurou em meu queixo e me fez levantar a cabeça, reconheci o policial como sendo o chefe que foi na sala mais cedo, respondi um sim em um fio de voz

Antes de voltar a baixar a cabeça novamente, vi o policial que me resgatou, ele estava olhando em minha direção e quando percebeu que eu o olhava, imediatamente abaixou a cabeça e me deu as costas. Meu coração se apertou naquele momento, eu não tinha ninguém, absolutamente ninguém para me ajudar, aquela constatação me fez ter um frio na barriga, eu estava a mercê daquele homem, eu estava  Sob o jugo do Mafioso. Morri por dentro naquele momento, se eu tinha alguma esperança, essa desapareceu de vez. Ouvi a voz do policial:

— Que bom que tudo se resolveu, qualquer problema, estamos as ordens Senhor Falcon

Ele não disse nada, simplesmente começou a andar me puxando pelo pulso que estava preso a mão dele.

Saímos do departamento da Polícia e descemos as escadas, ele praticamente me arrastava, um mercedes preto já estava parado nos esperando, ele  me lançou para dentro do veículos e fechou a porta com violência, dois homens entraram no carro na dianteira e ele entrou do outro lado e sentou do meu lado. O carro começou a movimenta-se, eu não tinha coragem de olhar em sua direção, estava em um estado emocional tão abalado que não conseguia ter nenhuma reação, eu acho que estava em choque. Comecei a mover as pernas de maneira nervosa, então para meu maior espanto, ele repousou a mão ali me fazendo parar, paro imediatamente e olho em sua direção, o que vejo em seus olhos fazem meu sangue gelar, engulo em seco, ele vai me matar hoje, tenho certeza disso.

Mais um capitulo concluído
Estou com pena da Norah, o que esse demônio vai fazer com ela?
Obrigada por todos os votos e comentários

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