Capitulo 10

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Respirei fundo, enquanto ele bebia  em seu copo. O ambiente estava na temperatura ideal, porém quando vi ele pareceu que desligaram todos os ar-condicionados. Ele era o fogo em pessoa, até com um simples olhar eu perdia o fôlego. Será que Matthew tinha consciência disso? Ele colocou seu copo novamente no balcão, um barulho fraco de vidro contra vidro fez eu fechar meus olhos.

Juro que me senti desejada, que todo o ar atmosférico estava preste a acabar. Aquela sensação era maravilhosa, poderia dizer que estava à beira de colapso. Senti que alguém estava tocando ao meu ombro, não sei se suspirei tão depressa como achei. Minha pele arrepiou-se quando uma respiração abafada chocou-se contra ela. Não consegui mais resistir, estava aflita e ansiosa. Por alguma fração de segundos, o relógio parou e senti seus lábios contra os meus. Meu coração acelerou, meu peito estufou, suas mãos estavam na minha nuca e eu adorava essa sensação de ser tocada por..

Emma? Está tudo bem - Matt perguntou, abri meus olhos. Ele estava sentado na sua cadeira, ainda com o copo na mão.

— Sim, claro - eu estava confusa, minha mente me pregava peças e como inocente eu caia facilmente.

— Você não respondeu minha pergunta... - ele fala lentamente, enquanto faz um sinal para o barman.

— Pergunta?

— Você quer sair comigo amanhã? - um sorriso tímido estampou seus lábios, era difícil para mim e igualmente a ele.

— Eu.. - havia quatro garotas, fazendo sinal de sim. — Tudo bem, me manda uma mensagem amanhã.

— Claro.

— Meu número é..

— Já tenho seu número Emma - responde calmo. Essa era minha deixa.

— Eu tenho que ir - apontei para as garotas, que acenavam para Matthew.

Ele apenas confirmou com a cabeça, sai da banqueta com cuidado para não cair. Andei para as garotas que pareciam menininhas do colegial.

— Que gato - Giorgia é destemida.

Não descordei, pois estaria mentindo. Amigas sabem quando você mente.

— E aí falaram sobre o que? — Dianna é curiosa, fica me cutucando até responder.

— Vamos sair amanhã - elas começam com palavras de "hummm" até "safadinha". — Vices me obrigaram, por mim não iria.

— Nós obrigamos? - Leny franze a testa.

— Nem estávamos com um arma apontada para sua cabeça - Emily faz sinal de redenção.

Isso foi pesado, parte do passado se consistia em uma arma.  Não vi mais ele em lugar nenhum, mas eu continuava com aquela sensação de ser observada, porém eu gostava disso.

Cheguei em casa era tarde, fiz um chá para prevenir dor de cabeça. Tomei meu chá na varanda, enquanto admirava a sinaleira aos quais muitos carros paravam. Era uma rua bem movimentada, isso era magnífico pois tinha outdoor e varias luzes para chamar atenção do comércio.

Apaguei a luz da varanda, deixando a xícara na mesinha de centro. O quarto estava gelado, fiquei observando a cama desarrumada que me esperava. Eu estava exausta, meu corpo todo estava exausto, porém não sabia dizer do que era. Me joguei contra o colchão, estava tão confortável, a tela do meu celular acende.

Boa noite Emma.

QB2- Recomeço Onde as histórias ganham vida. Descobre agora