Desesperos nas Sombras e Luz na Terra

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O tempo passa e a noite logo chega junto de suas belas estrelas, e as duas luas sobem ao céu uma cheia e outra crescente. Eu estava no quarto da Charmli, que andava de um lado para o outro nervosa, enquanto eu a observava, sentado em sua cama.

- O que o Shinkerd, tem na cabeça?! – Eu havia contado a conversa inteira para ela, e no instante seguinte ela surta por causa de seu irmão. – Ele realmente não liga para ninguém! Nem para o seu próprio salvador!

- Ca-calma eu não me importo sobre o ocorrido, acho até natural ele colocar o orgulho a frente dos outros...

- E você acha isso certo?! Ele menospreza você, aquele que salvou a nossa nação!

- Eu não ligo muito para isso na verdade... De qualquer forma acho que já está na hora de eu ir...

- Certo... Se eu pudesse ir junto impediria qualquer ação dele que te prejudicasse, boa sorte...

- Agradeço... Estou indo então. – Saio de vagar do quarto dela, e logo após vou direto para a saída da mansão onde tinha uma carruagem me aguardando para a partida.

Chegando nela me encontro com o Shinkerd, que me olha da cabeça aos pés e logo após faz um movimento com a mão para as empregadas que se encontravam atrás de mim.

- Você não pode ir com essa roupa de plebeu meu caro, separei uma muda de roupa que mandei um empregado ir buscar na cidade com seus tamanhos.

- Posso até trocas as de baixo, mas permanecerei com o sobretudo, sinto que preciso dele.

- Tudo bem, eu não me importo contanto que mude as outras roupas.

Vou até meu quarto onde as empregadas que me acompanhavam, imploraram para trocar minhas roupas, mas eu as neguei até que saíssem do meu quarto; As roupas que elas deixaram para eu trocar era uma camisa branca folgada, junto a outra preta, que eu coloquei por cima, ela tinha uns detalhes em azul escuro, junto a uma calça de cor preta, era um traje já planejado para o sobretudo.

Após terminar de me vestir vou até a saída novamente, e novamente me encontro com o Shinkerd, que me aguardava dentro de uma carruagem branca com detalhes em dourado, não muito chamativa, entro nela e partimos rumo ao jantar que iria ter entre os nobres.

Durante toda a viagem permanecemos calados, um em cada lado da carruagem, o barulho do cavalgar dos cavalos se destacava no espaço junto as rodas, que ao se mover rangiam, o caminho aparentava ser eterno, mas nem tudo dura por toda eternidade...

Ao chegar descemos e nos apresentamos ao guarda que cuidava da entrada, ele afirmou sobre a presença do Shinkerd, e logo após liberou a nossa passagem, a poucos do salão de festas, já dava para ouvir a sinfonia entonada por violinos, violoncelos, trompas, oboés, violas e da arpa ao longe, o som era calmo e relaxante, para quem quisesse dançar acompanhado ou ficar apenas ouvindo, ambas as opções.

Mais a dentro já no salão todos os homens trajavam uma roupa parecida com a de Shinkerd, um terno preto ou marrom, com desabotoada, com uma blusa elegante embaixo abotoada e de golas altas, além de um babado em quantidade extrema abaixo do queixo, já as mulheres vestiam longos e compridos vestidos de cor única, mudando apenas sua tonalidade diferente em algumas partes, principalmente no bojo.

Ao entrar no grande salão, que mantinha a orquestra em uma parte mais separada do centro e das mesas em geral, todos voltavam seus olhares para nós, alguns com empatia, outros com medo e teve até aquelas com rancor.

Algumas das mulheres mais próximas lançaram um olhar apaixonada em nossa direção, trocando cochichos inaudíveis, mas daqueles que aparentavam medo cochichavam coisas como; "Será ele o assassino demônio?", "Não tem como ser, ele é um filho do demônio." , "Não ele é a reencarnação do corvo sangrento!"; Não diria que suas reações estivessem erradas, pois realmente não era algo normal, eu era algo além dos cosmos, algo que nem o mais sábio dessas terras poderia explicar, mas talvez algo que não seja realmente dessas terras possa me salvar dessa escuridão, e me trazer a luz da verdade.

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