- Solo Sagrado -

5 0 0


Os convidados aplaudiram Naví, contentes com a performance do fauno ao pegar objetos para representar a corrida de Khalina e Elysia até a estação de trem, ele inclusive pegou uma rosa, que depois lhe entregou para juntar aos desenhos que te presenteara, e mostrou ser semelhante à descrita durante o conto anterior.

— Dizem que as rosas-álamo trazem bons agouros a quem planta uma muda em frente a janela de casa – O fauno contou, prendendo uma aos próprios chifres. – Quanto a usá-las na cabeça, já não sei que forma de agouro traz.

Rindo, você percebe que o Filho do Elemental puxa o último pergaminho de dentro da bolsa. Os integrantes da roda cochicham e ele logo traz a resposta:

— É hora de nos despedirmos – anuncia, para a infelicidade de todos que se aprumam, comendo e bebendo o que restava na panela e bandeja. – Para isto, peço que fechem os olhos. Tentem sentir esta história como a personagem central dele sente o mundo. Passem as mãos no chão embaixo de vocês, absorvam estas energias. A noite vai durar pra sempre dentro de suas imaginações. Vamos? Inspirem, expirem, é chegada a hora de enfrentarmos o Nox.

Fechando seus olhos, você primeiro enxerga escuridão, deixando que Naví o guie através das palavras, depois de pouco tempo, começa a ver uma galáxia de cores dentro de si. As nuvens se condensam, coloridas, e cometas passam, um a um atingindo a redoma de elementos que você invoca dentro de sua mente. A floresta aparece em suas memórias, a noite se transforma em dia e o mundo se abre em possibilidades para o que viria a seguir.


Ops! Esta imagem não segue as nossas directrizes de conteúdo. Para continuares a publicar, por favor, remova-a ou carrega uma imagem diferente.



O calor da folhagem havia desaparecido de sua face desde que adentrara o território das proximidades do Khaelium, acompanhada do fluxo sonoro perceptível da água corrente prestes a descer pela cachoeira ao final da trilha. As pedras sob seus pés descalços eram frias e o caminho de mato umedecera os dedos, certificando-a de que não estava embaixo de um dos halos de céu restantes na floresta, aquilo era ação das rochas flutuantes acima das árvores, privando-a de absorver o entardecer em suas nervuras.

Munida de uma longa lança e um arco feito de ossos, Nadya seguiu as vozes que murmuravam entre o bosque, hora gritando, hora em busca de consenso. Percebera que haviam dois homens nas Florestas Menör e algo grande que caíra lá de cima, causando vibrações intensas nas folhas e galhos entre os arbustos. Quando ambos se direcionaram ao rio, fugindo de uma concentração de energia que já rondava os bosques há semanas, ela não pôde deixar de segui-los – a criatura que atormentava as cidades, Filhos de Chimera e de Elementais, mal imaginava ter alguém a perseguindo, no aguardo de um deslize para que fosse capturada e silenciada de uma vez por todas.

Tendo acompanhado a trajetória do Nox por Asgaha, estudara a sua estrutura e modo de agir. Os tentáculos, os hábitos, a forma com que aparecia e os alvos que buscava dentro da região do Reino da Luz não eram mais segredos. Estava mais do que claro para ela: o ser sombrio era obra humana, não apenas uma manifestação vinda do Muro do Mundo Que Se Foi. O Abismo andava quieto, neutro, com poucas ondas de energia pulsando conforme mais rochas contemplavam os céus, mas desde o último grande balançar dos véus da eternidade, a elfa ainda não tinha sentido nenhum outro tipo de ação sombria saída das montanhas de cristal.

A Bolsa de Contos de NavíLeia esta história GRATUITAMENTE!