Capítulo Cinco

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Adrian D'Ávila

Entro em meu escritório e pego a primeira garrafa de bebida que vejo pela frente, logo bebendo direto da garrafa. Sinto minha garganta queimar pelo líquido que desce e fecho meus olhos com força.

Praticamente me jogo na minha cadeira e solto um suspiro cansado e totalmente frustrado.

Pegar aquele menino no colo, me trouxe muitas lembranças e muitas delas, bem doloridas. Por um segundo, eu senti como se estivesse pegando meu próprio filho no colo, o filho que eu jamais pude segurar em minha vida. E ao mesmo tempo em que me senti feliz com Evan em meus braços, eu também me senti muito triste.

Eu hoje poderia ter meu filho em meus braços, assim como também minha mulher, mas não... por minha culpa eles não estão mais aqui e nem nunca mais vão estar.

Abro meus olhos e logo a foto dos meus pais entram em meu campo de visão. Pego o porta retrato em minha mão e sinto vergonha de mim mesmo enquanto olho para ele. Eles devem estar sentindo vergonha por verem o que o filho deles se tornou... um homem fraco, que conseguiu destruir tudo de bom que tinha na vida.

Sinto uma lágrima solitária escorrer por meu rosto e pergunto a mim mesmo, se algum dia, eu ainda terei a chance de ser feliz como era antes.

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Castiel Almeida

Entro novamente na casa sede da fazenda e dessa vez não encontro o Shrek mal humorado, mas sim um garoto que parece ter mais ou menos minha idade.

- Oi? - Falo, chamando a atenção dele que para de ler o livro e me olha.

- Ah, oi! Você deve ser o Castiel, é um prazer conhecer o neto tão amado de dona Clarisse. - Ele diz sorrindo e logo se levanta, estendo sua mão para mim apertar.

- Nossa, não sabia que tinha esse título. Mas é um prazer te conhecer também... - Falo e deixo um espaço para ele dizer seu nome.

- Maurício, mas pode me chamar de Má ou Mau. - Ele diz, ainda tendo o grande sorriso no rosto.

- Se é assim, pode me chamar de Cas. - Falo e retribuo o sorriso.

- Ok! Fiquei bem empolgado com sua chegada, sabia? Aqui na fazenda não há ninguém da minha idade e me sinto um pouco isolado, já que meu irmão mal fala comigo as vezes. - Ele diz meio triste e isso me faz comprovar o quão ogro é Adrian.

- Fico feliz por poder te fazer companhia então. Eu estava com um pouco de medo de vir, já que não conhecia ninguém além da minha avó, mas ainda bem que já comecei a fazer novas amizades. - Falo sincero.

- Ah, já fez amizade com mais alguém? - Ele pergunta curioso.

- Com Antonio, ele foi bem legal comigo mais cedo. - Cito meu novo amigo e vejo uma pequena mudança em sua expressão facial.

- Humm... Antonio é bem legal mesmo, mas não temos tanta amizade. - Ele diz e noto uma pequena tristeza em seu olhar, mas resolvo deixar de lado.

- Quem sabe no futuro possam ser amigos. Agora eu tenho que encontrar seu irmão, antes que briguemos igual de manhã. - Falo e ele sorri para mim com compreensão.

- Eu adorei que você enfrentou ele, já subiu no meu conceito por isso. Adrian é muito autoritário e isso me dá nos nervos as vezes. Mas vem, vou te levar até o escritório dele. - Ele diz e se aproxima mais de mim. - Ah, esse é seu filho? - Pergunta apontando para o bebê dormindo dentro do carrinho.

- Sim, meu Evan. - Falo com amor.

- Ele é lindo e parece muito com você. - Ele fala e eu sorrio ainda mais, pois amo saber isso, que ele se parece comigo... apenas comigo.

Cowboy Indomável (Mpreg) - Duologia "Indomável" - Livro 02Onde as histórias ganham vida. Descobre agora