O Fim da Tormenta Vermelha

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Ao fazer a passagem pelas encostas rochosas que havia em torno daquele pequeno paraíso, me reencontro na vila onde novamente havia uma multidão de pessoas reunidas em seu centro para ouvirem o mesmo discurso que eu já ouvira uma vez.

- Irmãos! Me ouçam e rebelem-se contra esses tiranos que nos tratam como vermes nessa sociedade injusta! Lutemos contra os verdadeiros monstros! As verdadeiras aberrações!

Ignoro ele seguindo rumo ao meu destino incerto, seguindo para fora da cidade, mas antes teria que passar por toda a multidão que havia em meu caminho.

- Você aberração! – Grita o homem. – Sim, você de preto! Eu jurei que iria te matar com minhas próprias mãos, filho do demônio!

- Não tenho tempo para as suas baboseiras! O meu problema não é com você! Mas se quiser... Venha para o abate lobinho!

- Então você fala! Pensei que sua língua tinha sido arrancado por algum nobre "corvo vermelho"! Sim! Eu te conheço, ao menos a sua historia eu conheço, sei quase tudo sobre você, suas fraquezas e seus pontos fortes! Nascido da estrela morta!

- Lobinho ao menos me diga o seu nome, antes que eu tenha suas tripas em minhas mãos!

- Me chame de Kardseniurs, sou o líder da rebelião contra os humanos e os demônios! Lutarei até contra os deuses caso seja preciso!

- Kardseniurs! Já que é tão esperto me diga, conseguiria me matar?!

- Para aberrações como você, não existe o conceito de "morte", mas lhe farei sofrer! – Ele vem em minha direção desembainhando sua espada, dourada como sou poente.

- Vamos resolver logo isso. – Me coloco em posição para a batalha e incendeio as minhas mãos.

- Que as luzes divinas te sigam até o seu fim! – Ele avança para me golpear, mas antes que conseguisse me tocar com sua espada, a seguro com ambas as mãos, a poucos metros de minha cabeça. – Seu bastardo!

- Suas luzes divinas não passam de pequenas linhas luminosas, já minhas chamas iluminaram minha jornada com sangue e sobras! – Faço um movimento rápido o golpeando em seu estomago e o jogando para longe. – Na próxima vez que nos encontrarmos eu irei perfurar seu estomago e arrancarei o amago de sua alma! – Agoniando em dor ele me olha com rancor, a parede da casa na qual ele havia se chocado estava totalmente rachada.

Dou as costas e sigo para fora da cidade dos pês da montanha. Sentindo os olhos assustados e raivosos em minhas costas, sigo temeroso, mas orgulhoso, pensando que ele não viria mais a me atormentar.

Sigo rumo ao Norte onde estaria o meu objetivo final, onde mergulharia as minhas mãos em um mar de sangue e gargalhadas, mesmo vendo apenas o vermelho daquela maldita noite, na qual ela deixou os meus braços e partir para o além dos portões entre os mundos.

Durante a minha viajem até as terras abandonadas, por causa da invasão do Demônio. As terras daquela zona eram cobertas por uma nevoa ardente e escuro, dando para enxergar poucos metros a sua frente apenas.

As casas de pedra, muitas já destruídas pelas invasões constantes, que ocorriam na região, mas algo muito singular, a meu ver, me chamava grande atenção.

Eu via em minha frente a casa das pessoas que me recolheram na minha chegada, que me trataram como um igual, e que no final eu acabei traindo fugindo junto a filha mais nova.

- Essa casa... – Eu entro pela pequena porta que ainda segurava o pouco que sobrara daquela casa.

- Dark... Eu... Não me sinto muito bem aqui... Podemos ir logo embora?

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