Capítulo Três

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Castiel Almeida

Ando a passos apressados de volta para casa da minha avó e por estar com a cabeça um pouco baixa, acabo não vendo uma pessoa que vem de encontro ao meu e levo um encontrão. Tomo uma respiração profunda para não explodir e primeiramente checo meu filho para ver se está tudo bem com ele.

- Não olha para onde anda não? - Pergunto irritado e levanto minha cabeça, vendo um homem parado a minha frente.

- Me desculpa, eu não queria machucar vocês não. - O cara diz aparentemente bem preocupado.

- Então olhasse por onde anda cara, você poderia ter machucado meu filho. - Falo irritado.

- Eu juro que não quis, só estava olhando para o outro lado e não te vi. - Ele diz apressado e eu suspiro. O homem não tem culpa do que aquele escroto disse para mim.

- Não, tudo bem. Eu também não estava olhando o caminho. Me desculpa ser grosso com você, não é nada contigo. - Falo a ele e Evan começa a resmungar em meu colo e se remexe, querendo ir para o chão.

- Quieta filho, você não vai descer. - Falo sério e ele faz beicinho para chorar.

- Você não é daqui, nunca te vi. Está perdido ou precisa de ajuda? - O homem pergunta gentil e eu penso em recusar, mas quero sair desse lugar e preciso que alguém me ajude.

- Você tem carro? - Pergunto e ele assente com a cabeça. - Ótimo, vai me dar uma carona até a rodoviária da cidade. - Falo e pego ele pela mão, o levando comigo.

- Hum... tudo bem! - Ele diz sem entender muito, mas me segue. "Gosto assim mesmo".

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Adrian D'Ávila

Continuo olhando para a porta por onde o cabelo de fogo acabou de sair e me pergunto se fui rude demais. Mas não fui, só disse a verdade e o que eu estava pensando. Odeio atrasos e eu não iria passar a mão na cabeça dele só porque é neto de dona Clarisse.

Escuto passos apressados e logo dona Clarisse e Maurício entram na sala. Eles me olham por alguns segundos e meu irmão é o primeiro a falar.

- O que você fez Adrian? Ouvimos os gritos de uma pessoa na cozinha. - Ele diz preocupado e me olha como se eu fosse um mostro. Até parece!

- Nada demais, só fui dizer que odeio atrasos para o neto da Clarisse e ele se revoltou. - Falo simples e me sento na poltrona perto da janela, sentindo o sol da manhã na minha pele.

- Até parece que foi só isso, tenho certeza que você disse mais coisas Adrian. - Maurício diz bravo e eu reviro meus olhos para ele.

- Eu vou ver Castiel. - Clarrise diz e sai pela porta com o rosto um pouco chateado.

- Acho que ela ficou chateada. - Falo olhando para o lugar onde ela saiu.

- Ah você acha? Você sabe que o neto dela só veio para cá por insistência dela e  porque ele precisa de emprego. Aí você vem com esse seu jeito arrogante e já ferra com tudo. Poxa, para pra pensar um pouco nos outros e não só em você. Pelo o que eu ouvi de Clarisse, o neto dela já sofreu demais para você também perturbar o menino. Não é só você que sofre na vida Adrian, as outras pessoas também vivem com sua própria dor. - Ele diz sério e por mais que eu não queira, suas palavras mexem comigo.

- Não precisa pisar. - Falo com raiva e aperto minhas mãos com força.

- Jamais faria isso com você, só quero que você entenda o mundo a sua volta, pois já tem anos que parou de viver. - Ele diz e logo escuto seus passos se afastando para longe.

Cowboy Indomável (Mpreg) - Duologia "Indomável" - Livro 02Onde as histórias ganham vida. Descobre agora