Capítulo Trinta e Oito

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Exaustos, eles continuaram amontoados daquele jeito por alguns minutos. Pudera, havia sido um dia muito agitado seguido de sexo desenfreado. O problema era que tal posição não estava muito confortável para nenhum dos dois.

Além do carro ser apertado e ambos ficarem disputando um espacinho no banco do carona, também tinha todo o resultado do sexo entre eles. Ou seja, encontravam-se melecados.

Mesmo assim, Elisa se sentia feliz e realizada. Ela mal conseguia acreditar que quebraram "A Maldição", e no banco recém-restaurado do Corvette, ainda por cima!

– Meu Deus, nós quebramos a maldição! E dentro do Corvette! – comemorou ela, dando voz aos seus pensamentos. Fez até uma dancinha de vitória, mas que não foi bem sucedida, já que só o que conseguiu foi acertar o queixo de Marco com o ombro.

– Ai! – reclamou ele, ao que ela começou a rir, balançando-se mais.

Só ficou quieta quando sentiu um beliscão na bunda.

– Ai! – foi a vez de ela protestar. – Não precisava agir com golpe baixo, MC, eu não o agredi por querer.

Marco agradeceu silenciosamente por não ter mordido a língua com aquela batida, e esfregou o ponto dolorido no pescoço dela, já que a moleza em seu corpo o impedia de fazer isso com as mãos. E então sorriu como um bobo, porque sabia que o que a mulher em seu colo sentia era o mesmo que ele.

Isso! Finalmente estavam livres!

Elisa passou a mão no encosto do banco, devidamente estreado, e voltou a festejar:

– Você entendeu o que eu disse, MC? Nós conseguimos! E tudo graças ao Corvette! Adeus, maldição! Adeus seca! Adeus noites em claro pensando em sexo! E tudo por causa do Corvette!

Marco fechou os olhos enquanto concordava com Elisa. Ela tinha razão, tudo havia sido graças ao Corvette. E mesmo que não fosse, já sabia que nunca sequer cogitaria a hipótese de vendê-lo algum dia. Porque esse tipo de estreia de carro o personalizava de uma forma que seria impossível outra pessoa entender.

Ignorando o fato de que Marco ainda não tinha dito qualquer palavra além do "ai", Elisa se separou dele e fez uma careta.

– Agora sim eu topo aquele lance de nos limpar, MC. – Ela se virou para dar uma olhada através do vidro dianteiro e então sorriu. – Que tal um banho nu ao luar antes de voltarmos a pegar a estrada?

Marco franziu a testa ao observar o lago diante deles. Reticente, sugeriu:

– Quem sabe só uma limpadinha básica com lenços umedecidos? Depois colocamos roupas limpas e seguimos para o hotel, para tomar um longo banho quente.

Elisa abriu a porta do Corvette e saiu agilmente de cima dele.

– Ignorarei a parte em que você carrega até lenços umedecidos numa viagem e só vou perguntar: cadê seu espírito de aventura, MC? Depois de uma transa dessas, estou me sentindo revitalizada, uma verdadeira adolescente, então exijo continuar no mesmo ritmo. Vem, só estamos nós dois aqui. Imagina que romântico? Nós dois, a água e o luar.

Marco ficou ainda mais vacilante. Logo ela falando em romance? Elisa? A rainha do sexo sem compromisso?

– Não sei não, Elisa. Está meio frio para um banho no lago.

O que ele queria ter dito, na verdade, era: Estamos na froga do inverno, mulher! Eu não quero morrer congelado ou com uma pneumonia!

Ignorando a resposta dele, ela tirou o pulôver das costas e se despiu da blusa, sutiã e meias. Estava totalmente nua sob a claridade da noite de lua cheia quando se virou para ele e atirou as roupas descartadas em seu rosto.

Meu Adorável AdvogadoWhere stories live. Discover now