Abril, 2016. II.

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OIE!

Não tenho nada para falar (de novo), então deixa eu fazer uma perguntinha para vocês: eu tenho algumas aesthetics dos personagens (7 Erros + Amanda) e, sei lá, pensei em mostrar para vocês, mas sei que algumas pessoas não gostam de cast e essas coisas por limitar a imaginação do leitor. Então, gostariam de vê-las? Com certeza vocês já imaginam os personagens há muito tempo, então espero que mantenham a mesma visão, caso a maioria decida por ver as aesthetics.

E, por favor, não me deixe no vácuo. Se não quer ver, escreve mesmo. Pode deixar um "NÃO, mana", eu não ligo!

Obrigada pelos 15k, iconezinhos, ainda vou fazer um textinho de agradecimento aqui, provavelmente quando conseguirmos 20k (fé que sai)!

Beijo, amo vocês!
Comentem!
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Matheus estava tentando.

Estava tentando ao máximo lidar com a namorada, mesmo que na maior parte do tempo sentia vergonha da pessoa que Luísa se tornava a cada dia. Sua necessidade de menosprezar os outros para sentir-se melhor fazia seu estômago embrulhar. Sentia vontade de cavar um buraco para enfiar o rosto a cada comentário maldoso.

A pior parte era pensar em quantas pessoas viravam a cara para o moreno quando ele passava pelo corredor, simplesmente para não cumprimentá-lo. Logo ele, que sempre foi visto como o garoto mais legal do colégio, aquele que falava com todos, que nunca passava por alguém sem cumprimentar de alguma forma. Matheus continuava sendo esse garoto, mas continuava sendo o namorado de Luísa também. E todos sentiam medo, eram feridos por suas palavras.

Mas estava tentando.

Estava tentando, pois amava Luísa, tinha certeza absoluta disso. Sempre amou e sempre amaria. Sabia que estavam ligados um ao outro, de alguma forma. E sempre estariam.

— Terra chamando Matheus! — a loira chamou, balançando a mão para cima e para baixo na frente dos olhos do moreno, assustando-o.

— Desculpe, acho que fui para Júpiter por um segundo.

— Está cada dia mais distante — murmurou, brincando com a caneta sobre a mesa. — Tem certeza de que está tudo bem, Mat?

— Acho que sim. — Sorriu fraco. — Pode continuar.

— Ok. — Luísa puxou o livro de História para mais perto. — História do Brasil pode até ser um pouco chato, mas é a matéria mais fácil que existe. Vamos começar pelos jesuítas, certo?

Matheus tinha certeza de que a loira continuo falando, mas parou de prestar atenção quando a garota pronunciou "jesuítas".

O moreno queria cessar todos os problemas que cercavam sua mente. Queria que sua namorada tivesse mais paciência para ouvi-lo. Sentia necessidade de falar sobre a situação de seus pais, como seu irmãozinho estava crescendo rápido e se mostrando cada dia mais inteligente. Precisava falar com alguém sobre as confusões da vida, do coração, sobre como suas notas estavam terríveis. Ele precisava de alguém que não fizesse a terrível cara de tédio que Luísa fazia quando começava a desabafar.

Por outro lado, a loira sabia bem que nunca o entregaria facilmente à outra mulher. Matheus era o mais próximo de família que Luísa poderia considerar. Quando conheceu seus pais e Heitor, o irmão mais novo do namorado, ela soube que poderia passar horas e mais horas do seu dia naquela casa. Poderia cuidar do menor sempre que seus sogros precisassem, poderia passar um tempo com a mãe de Matheus sempre que ela estivesse sozinha, pois o marido trabalhava muito. Poderia simplesmente ficar ali, mesmo que não tivesse nada para fazer.

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