Abril, 2016. I.

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FALA SÉRIO!

Vocês precisam admitir que eu estou uma autora muito comprometida com seu livrinho ultimamente.

Here we go, mais um capítulo!
Não tenho muito o que falar sobre ele, então ESCUTEM A PLAYLIST DO LIVRO! Se vocês não têm Spotify, coloca no YouTube e tá show, o legal é ler escutando música, independente de qual app/site você tá usado.

Por favor, time, se acharem QUALQUER erro por aqui, me corrijam!!!! Eu morro de preguiça de fazer isso porque tenho um pouco de vergonha de ler o que escrevo, sempre acho que ficou ruim quando faço isso, então deixo essa parte para vocês.

E comentem! <3
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Melissa sempre se importou demais com a opinião alheia sobre ela. Não era uma característica que admirava em si e tinha noção de que a incapacidade de não se importar só fazia mal a ela. Era algo que tentava mudar constantemente, mas, por hora, Melissa era aquilo: um poço de insegurança, não acreditava quando a diziam que era linda e extremamente talentosa, mas uma crítica era capaz de deixá-la pensando por uma semana, mesmo quando não faziam sentido.

Naquela manhã, pelo menos, acordou disposta e feliz com si. Tão feliz que cantarolava de um lado para o outro. Mandou seu pai, que sempre levantava para fazer o café da filha, de volta para o quarto, e preparou ela mesma. Claro que não chegou aos pés do melhor café da casa, mas estava tão animada que não se importava. Lembrou-se, também, de que teria duas aulas de Física, mas não se deixou abalar mesmo assim. Melissa tinha certeza de que aquele dia tinha tudo para ser incrível, ela sentia isso. Então, não podia deixar que coisas pequenas a atrapalhassem.

Caminhava pelos corredores do colégio procurando tanto por seu armário quanto por qualquer sinal de seus amigos. Era fácil identificá-los. Um grupo enorme de negros. Agora, um grupo enorme de negros carregando instrumentos e equipamentos para ensaiarem no teatro do colégio logo depois da aula. Mesmo assim, não conseguia achá-los.

— Oi, Melissa — ouviu uma voz fina cumprimentar.

Olhou na direção de quem chamava, e lá estava ela. Luísa. De fato, a abelha rainha. Ela andava ao lado de Matheus, enquanto o resto do time de futebol ficava para trás, como se fossem comandados pelo casal. Na verdade, pareciam não se importar, já que riam alto e brincavam com Dianna, que fazia questão de andar ao lado deles. Vez ou outra, Matheus olhava para trás, enfurecido. Melissa percebia isso e tinha certeza de que o moreno possuía sentimentos pela melhor amiga de sua namorada.

— Soube que você entrou para a Black And Black. Isso é ótimo!

— Eu sempre fui da banda — a negra cerrou a sobrancelha.

— Ah, claro, foi muito legal da parte deles não te excluir de nada, mesmo quando você ainda não demostrava nenhum talento. — Sorriu, e Melissa quis revirar os olhos. — Mas agora é diferente, meus parabéns, cantora!

— Obrigada, Luísa.

— Será que pode cantar um pouco para mim?

— Desculpe-me, é que... Eu estou atrasada para encontrá-los. Então, eu vou indo.

A negra saiu dali o mais rápido que pôde, correndo até seu armário, pegando seu material e, em seguida, indo direto para a sala. A visão do grupo de amigos ao redor de uma Alícia chorando, porém, fez Melissa parar na porta de repente.

— Prometam-me que não vão falar nada com Melissa — a negra pediu.

— Não, claro que não — Gustavo concordou. — Sabemos que ela precisa ficar bem e essa notícia nunca vai ajudá-la.

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