Passando bilhetes

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Aula de francês. Tédio.  Conjugar todos esses verbos horríveis em francês me parece loucura, mas tento mesmo assim.

Está horrível; a minha pronúncia está horrível, mas não ligo. Tudo o que eu quero saber é sobre a revolução. A revolução parece maravilhosa. David me passa um bilhete.
A coroa pelos seus pensamentos, príncipe rebelde e mijão!
Sorrio e escrevo no papel:

A coroa talvez não, David. Talvez um título de conde ou barão, certo?

Ele volta a escrever:

Feito, Robin. Agora me fale sobre seus pensamentos. Está pensando nas Colônias, por  acaso?

Como você adivinhou? Andou me espionando por acaso?

Não. Apenas te conheço bem o suficiente para saber que  a resposta do Vadre-Reto Seabury  não lhe satisfez, certo?

Precisamente. O que está acontecendo na América? Que rebelião é essa? Isso parece maravilhoso, David. Se Deus me permitisse, eu gostaria de participar  dela. Nem que fosse por 3 dias ou 3 horas. Eu quero sair do palácio; esse marasmo, essa prisão de luxo está me deixando maluco, David. Me ajude, primo!

Pensarei no assunto, irmão de leite. Escreve ele, após ler meu desabafo. 

Just you wait, father. Just you wait, England. Just you wait, America.

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