Pai & filho

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Consigo criar mais confusões após a aula do professor Seabury. Crio tantas confusões que, logo após o jantar, sou chamado para uma conversa com meu pai, o rei.
Respiro fundo antes de entrar no escritório, então bato e um guarda abre a porta. Ele faz uma reverência e me deixa passar.
Meu pai está me esperando com uma expressão séria. Os olhos esverdeados estão duros, e seus braços estão cruzados.
- Nos deixe sozinhos, guarda. - Ele fala pela primeira vez.
O guarda nos deixa, então ele começa a falar:
- Recebi os relatórios de todas as aulas de hoje. Desenhando na primeira, escrevendo na segunda e brincando em todas as outras? Sua mãe... Ela deu a vida por você, Robin, para você, Robinson Maximiliam, desperdiçar a sua chance de ser um príncipe para ficar brincando durante as aulas e se vestindo mal desse jeito? Ora, essa!
Ele se cala um pouco, visivelmente se arrependendo das duras palavras que disse anteriormente.  Me arrependo também das confusões do dia. Ele é um pai tão bom! Não quero que ele se sinta assim por minha causa. Por isso o abraço. Ele parece surpreso, mas retribui o gesto.
- Me desculpe, pai! É que eu só queria descansar um pouco! São tantas responsabilidades, papa! Tantas coisas!
- Relaxe, Robin. Sou eu quem peço desculpas. Não gostaria de ter dito essas coisas.
O abraço fica mais forte, e consigo ouvi-lo dizer:
- Te amo, Robin.

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