💿 🎼 Cadê minha trilha sonora épica? 💿 🎼

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Oh criança, você conhece essa música?

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Oh criança, você conhece essa música?

Quando eu vou desaparecer?

Você vai cantar de volta

E sabe palavra por palavra

Oh Child | Robin Schulz


Eu nunca fui muito uma pessoa de ir a festas da High Society onde as mulheres tem caras de azeda. Na verdade, mesmo quando tinham festas desse tipo na minha casa, eu arrumava um jeito de fugir e ir me encontrar com algum boy rebelde da adolescência.

Eu tinha passado a manhã inteira tentando encontrar alguma coisa decente para eu vestir, mas fiquei em apuros quando fui vasculhar minhas coisas e o único conjunto fino que eu poderia vestir num jantar desse nível, tinha sumido. Lembrei que não o tinha pegado na lavanderia há pelo menos duas semanas e nem sabia se ainda tinha o recibo para buscá-lo de volta. Isso é, se não já tivessem vendido tudo. Então, a única coisa que eu tinha além dos sapatos de salto alto que eram meu xodó, era um colar que meu pai me deu no aniversário de quinze anos. UM simples colar de ouro branco muito fino com um pingente em forma de cavalinho de turquesa. Era um tesouro.

Minha solução foi ir até uma loja cara e gastar meu suado dinheirinho em alguma peça que não me fizesse parecer uma tiazona e muito menos que me deixasse parecendo alguém que não tinha noção de estilo. Escolhi uma saia justa que ia até um pouco acima dos joelhos, uma blusa de seda meio transparente e um sutiã caro de marca que tinha que ser visto para o dinheiro que investi ser bem gasto.

O jantar seria no final da tarde, então eu ia estar bem-comportada para meus padrões. Fazer um coque no cabelo, prender com alguns grampos e completar com uma maquiagem leve e já é. Vou estar linda.

Minha olheira da noite passada teria que ser coberta com um pouco de corretivo, mas era só isso também. Por que eu passei uma boa parte da noite estudando sobre as consequências do vazamento de fotos íntimas e cheguei a uma conclusão. Eu estava fodida. Ferradinha. Por que tinha um público bem seleto que ia continuar, os que me seguiam por amor, mas o que ia rolar de críticas não ia poder ser anotado em palavras. Afinal de contas, a mulher sempre tem culpa por não ter se preservado. E quem ia acabar com seguidores a menos, especialmente os conservadores, seria eu. O que me prejudicaria e muito no meu trabalho.

Respondi alguns comentários dos seguidores enquanto pedia alguma coisa com mais sustância, já que eu só tinha me alimentado de sorvete e jujubas. Eu já tinha emoldurado algumas fotos que ser colocadas no leilão também, todas iam com minha assinatura e eu esperava juntar pelo menos dez mil com as cinco unidades que eu tinha juntado para doar.

Dentre elas, uma foto da minha Baby Mô, do último ensaio, num clique que mostrava seu rostinho cheio de esperanças enquanto seu rostinho ainda estava preso a um acessório para permitir sua locomoção.

INGRID MAYERLeia esta história GRATUITAMENTE!